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Guerra traduzida na Rádio Observador. Passamos em revista os principais destaques da imprensa russa e da imprensa ucraniana. Hoje com a jornalista Laura Figueiredo. Laura, boa noite. Começamos pela imprensa ucraniana. A Rússia enviou uma ameaça à NATO, avisa que se a Aliança Atlântica tentar isolar o enclave russo de Kaliningrado, que faz fronteira com a Polónia e a Lituânia, a resposta do Kremlin será devastadora.
No documento enviado à NATO, Moscovo acusa a Aliança Atlântica de seguir um caminho perigoso e irresponsável, que pode levar ao início de um conflito armado direto entre a Rússia e os 32 Estados-membros da Aliança Atlântica. O documento estipula a possibilidade de ataques russos contra centros de tomada de decisão nos Estados-membros da Aliança. Por outras palavras, a Rússia avisa que poderá atacar centros governativos das instituições europeias ou sedes do Executivo dos 32 Estados-membros. Ainda de acordo com o documento enviado à NATO, Moscovo avisa que a Rússia estará pronta para usar todo o arsenal de forças e capacidades à sua disposição, incluindo armas nucleares, de forma a defender o território se a NATO fizer qualquer tentativa destinada a isolar a região de Kaliningrado do resto do país.
E em resposta, Laura, o secretário-geral da NATO desvaloriza as ameaças russas e afirma que a Ucrânia está a sair-se bem.
Numa conferência sobre defesa em Bruxelas, Mark Rutte assegurou que a ameaça não é real e que Vladimir Putin tem noção de que nunca será capaz de derrotar a NATO. O responsável lembra que a organização é uma aliança defensiva e não leva a cabo ações ofensivas e assegura que os exercícios militares e atividades da NATO não são uma ameaça ao território da Federação Russa. O secretário-geral da Aliança Atlântica afirma também que as ameaças nucleares devem parar, diz que é absolutamente inaceitável e não ajuda em nada. Da mesma forma, Mark Rutte repetiu o apelo à federação russa para que termine a invasão de larga escala à Ucrânia e para que pare o comportamento irresponsável em relação à NATO.
Zelensky assume ataque violento da Rússia e impactos nas infraestruturas energéticas.
Vladimir Zelensky reconheceu hoje que a Ucrânia foi alvo de um ataque violento de Moscovo na última madrugada e que o mesmo teve efeitos bastante negativos sobre a infraestrutura elétrica do país. Numa publicação na rede social X, o presidente ucraniano adianta que desde ontem à noite que os serviços de emergência e as equipas de reparação têm vindo a trabalhar para fazer face às consequências do ataque russo. Zelensky relata que foi um ataque violento, cerca de 190 drones de ataque, bem como mísseis balísticos, e o alvo principal foi a infraestrutura energética na capital e também na região de Kiev. O presidente ucraniano dá ainda conta de que foram também danificados edifícios residenciais.
E Laura, cerca de 6 mil pessoas estarão sem acesso a alimentos em Oleshky, na zona de Kherson, no sul da Ucrânia.
O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano voltou esta quarta-feira a pedir à comunidade internacional que exija à Rússia uma retirada segura da população de Oleshky, ocupada pelas forças russas, onde, de acordo com fontes ucranianas, permanecem até 6 mil pessoas sem acesso a alimentos. Andrii Sybiha afirma que todos os dias contam quando se trata de salvar pessoas que estão a passar fome e a morrer. O governante diz ainda que, segundo os serviços de informações ucranianos, a Rússia planeia obrigar as pessoas que permanecem na zona a aparecer em vídeos de propaganda, nos quais afirmam que estão a receber alimentação adequada do exército russo. De acordo com testemunhos de habitantes da região e de voluntários que tentam ajudar a população de Oleshky, a partir do território controlado por Kiev, cerca de 6 mil pessoas permanecem naquela localidade e nas povoações vizinhas, praticamente sem conseguir sair, depois de o exército russo ter minado as rotas da região. Ainda de acordo com outros testemunhos, as forças de ocupação russas não estão a permitir a entrada de alimentos ou de outros bens essenciais.
São os destaques da imprensa ucraniana. Voltamos já a seguir com as principais notícias dos jornais russos.