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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Passamos agora em revista os destaques da imprensa russa com a Laura Figueiredo. A Rússia nega que petroleiros a caminho dos Estados Unidos tenham mudado de rota.
Em causa uma notícia citada pelo Moscow Times, que dava conta de que dois navios que transportavam gasóleo russo para os Estados Unidos mudaram de rota. Ora, Kirill Dmitriev, enviado especial de Vladimir Putin, desmente estas notícias numa publicação na rede social X, classifica as informações como notícias falsas e garante que os navios mantêm o percurso rumo aos Estados Unidos. O Kremlin assegurou também esta quinta-feira que o combustível russo vai chegar aos compradores.
A Ucrânia atacou uma refinaria a 200 km a norte de Moscovo.
Um anúncio feito pelas autoridades locais e pelos meios de comunicação independentes russos. A refinaria onde se registou o incêndio já tinha sido alvo de ataques ucranianos em ocasiões anteriores. O governador de Ryazan confirma o ataque, mas não especifica de que empresa se trata. O governante dá ainda conta de que as linhas elétricas ficaram danificadas e foram reportados cortes de energia em algumas zonas da cidade. Malkov informou ainda da existência de um ferido e também de danos em vários edifícios na sequência do ataque ucraniano.
A Rússia coloca ativos da Japan Tobacco International sob controle externo.
O presidente russo Vladimir Putin assinou esta quinta-feira um decreto que coloca sob controle externo os ativos na Rússia desta empresa, uma das principais tabaqueiras do mundo. A notícia sobre a tomada de controle externo, um eufemismo para uma expropriação temporária, foi publicada no portal oficial de informação jurídica do Estado russo. A colocação da empresa japonesa sob controle externo acontece no momento de novas tensões nas relações entre Moscovo e Tóquio, depois da detenção na Rússia de um jornalista japonês acusado de espionagem. Nas últimas semanas, a Rússia já aplicou esta medida a várias empresas ocidentais. No mês passado, o Kremlin reconheceu tratar-se de uma tendência que afeta ativos de países considerados hostis em território russo.
A "Guerra Traduzida" fica por aqui. Está de regresso amanhã.