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Guerra traduzida na Rádio Observador, o espaço onde passamos em revista os destaques da imprensa russa e ucraniana. A edição de hoje é com a jornalista Laura Figueiredo. Laura, boa noite. Vamos começar com os destaques da imprensa ucraniana. Ucrânia e Rússia dividiram hoje o palco num encontro organizado por Melania Trump na Casa Branca.

É desta forma que o jornal Kyiv Independent noticia a reunião entre a primeira-dama dos Estados Unidos e membros das delegações ucraniana e russa. O encontro foi convocado para celebrar o sucesso da operação humanitária em Olesky, de acordo com o mesmo jornal ucraniano. Depois, apenas a delegação de Kiev pediu mais esforços semelhantes. Em causa, a trégua humanitária alcançada entre a Rússia e a Ucrânia com a mediação de Melania Trump. No encontro de hoje na Casa Branca, a primeira-dama deixou elogios à operação humanitária e pediu que a concertação de forças inspire uma paz maior que leve ao fim do conflito. Já o jornal Ukrayinska Pravda dá conta também de que Melania Trump escreveu cartas pessoais a Volodymyr Zelensky e a Vladimir Putin.

O presidente ucraniano diz que a operação humanitária em Olesky provou que a guerra pode terminar se Putin quiser.

Uma posição de Volodymyr Zelensky transmitida no discurso que fez hoje na Cimeira Ibero-Americana. O presidente ucraniano diz que a operação humanitária mediada por Melania Trump provou algo muito simples. Diz Zelensky que quando Vladimir Putin quer que os combates parem, eles param. Zelensky pediu também o alargamento dos acordos de drones a mais países para fortalecer a defesa e manifestou interesse em fazer negócios com países como Espanha e Brasil nas áreas dos transformadores e equipamentos elétricos.

E Laura, representantes ucranianos e aliados de Kiev estiveram hoje reunidos em Bruxelas para discutir garantias de segurança no pós-guerra.

De acordo com o chefe dos Serviços de Informações Estrangeiras ucraniano, citado pelo Ukrayinska Pravda, o encontro contou com representantes de França, Reino Unido, Alemanha, Estados Unidos e NATO. Rustem Umerov adianta que foi discutida a forma como devem ser as garantias de segurança pra Ucrânia da parte dos Estados Unidos e de outros parceiros, bem como uma nova estratégia de segurança europeia. Ontem, Umerov e a delegação ucraniana discutiram o plano de reconstrução para o país no pós-guerra e também o financiamento internacional para Kiev para 2027, com representantes da Comissão Europeia, Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, NATO e também Banco Mundial.

Subiu pra 42 o número de mortes na sequência do ataque russo a uma escola na Ucrânia.

Em causa, o ataque levado a cabo pelas forças russas na segunda-feira contra uma escola na região de Zaporizhzhia, que servia como centro de distribuição de ajuda humanitária. O mais recente balanço das vítimas mortais é avançado pelas autoridades ucranianas numa publicação no Telegram. A polícia local informa que no quarto dia de operações de busca e salvamento, foram recuperados 42 corpos dos escombros e que a identificação das vítimas está agora em curso. As autoridades apontam ainda que é possível que ainda existam mais de 30 pessoas debaixo dos escombros. Ontem, Zelensky deixou duras críticas às reações internacionais a este ataque. Considera que foram fracas.

São as principais notícias da imprensa ucraniana. Voltamos já a seguir com os destaques da imprensa russa.