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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Falamos dos destaques da imprensa russa e ucraniana. Hoje conosco está a jornalista Diana Rosa. Diana, hoje para começar, a imprensa russa, Dmitry Medvedev, ex-presidente russo e actual responsável pela segurança do país, deixou uma ameaça: Moscovo deve trabalhar para o desaparecimento da Ucrânia e o desaparecimento da NATO.
Sim, é mais uma declaração polêmica do anterior chefe de Estado russo. A ideia de Dmitry Medvedev é clara: se a Aliança Atlântica vai fazer tudo para que Kiev prossiga no caminho irreversível para integrar o bloco de defesa, então é óbvio que Moscovo deve fazer tudo para que o caminho da Ucrânia em direção à NATO termine com o desaparecimento do país e também o desaparecimento da NATO. Mas o melhor mesmo, continuou o actual vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, era desaparecerem os dois ao mesmo tempo. É uma notícia que faz destaque na Agência TASS.
Declarações que acontecem na sequência da cimeira da NATO, que termina hoje, em que a maior parte dos países manifestou um apoio inequívoco à Ucrânia e por isto, falou também o porta-voz do Kremlin, que quis deixar um aviso.
Dmitry Peskov alerta que a Rússia vai tomar medidas contra as sérias ameaças da NATO. São palavras de Peskov. As medidas estão já a ser preparadas, diz o porta-voz de Putin, uma vez que a Rússia considera que a Aliança Atlântica está totalmente envolvida no conflito da Ucrânia. Em declarações citadas pelas agências de notícias russas, Peskov afirma que o país sente-se obrigado a analisar cuidadosamente as decisões que estão a ser tomadas na cimeira. O Kremlin classifica este apoio inequívoco à Ucrânia como uma ameaça muito grave à segurança nacional e acrescenta nestas declarações que a Europa e Estados Unidos não são a favor do diálogo, nem são imparciais, assim como estão desinteressados numa fórmula de paz. A Rússia reitera que desde sempre considera que a expansão da NATO para a Ucrânia representa uma ameaça inaceitável e agora com este apoio, pode comprovar-se que Kiev vai mesmo aderir à Aliança Atlântica. No entanto, não enquanto estiver em guerra.
Passamos para outra ameaça da Rússia, que promete resposta militar aos mísseis de longo alcance a serem armazenados na Alemanha.
Isto acontece na sequência do anúncio feito ontem pelos Estados Unidos, que revelaram que vão enviar estes mísseis para território alemão daqui a pouco mais de um ano. Estes equipamentos incluem os Tomahawk, que são mísseis que podem ser lançados a partir de várias plataformas, como por exemplo, navios de guerra e também submarinos. É uma tentativa de Washington de comprovar o compromisso que tem com a Europa. A Rússia ouviu com atenção o que os Estados Unidos e a Alemanha anunciaram ontem e já fez saber que vai dar uma resposta militar à altura. Citado pela agência Interfax, Sergei Ryabkov, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, diz que, e passo a citar: "Sem nervos, sem emoções, vamos desenvolver uma resposta militar, em primeiro lugar, a este novo jogo".
Para fechar, uma notícia de que o Ocidente está a considerar cinco candidatos para substituir Zelensky, que é uma notícia também em destaque na imprensa russa. O Ocidente está a considerar cinco candidatos para substituir Zelensky na presidência da Ucrânia.
Quem o diz não somos nós, sim, um artigo do jornal russo "Komsomolskaya Pravda", que começa por dizer que não há insubstituíveis e deixa várias ofensas a Zelensky. Diz o artigo deste jornal sensacionalista que, vou citar: "O pseudo-presidente atrasado e patético da Ucrânia, Zelensky, terá de ser convencido que o lugar não é dele". A Rússia diz ter tido acesso a telegramas criptografados desclassificados pelo Serviço Estrangeiro de Informação Russa, informações essas que chegam à sede provenientes de russos a viver em países estrangeiros, em particular um cifragrama de Kiev publicado na revista "Razvedchik", recebido no dia 5 de Maio, que diz que o Ocidente, em particular Washington, intensificou os esforços para encontrar um substituto para Zelensky. De acordo com os dados disponíveis, o Ocidente está extremamente preocupado com o sentimento dos ucranianos relativamente ao presidente e o Departamento de Estado dos Estados Unidos afirma que entre os cidadãos há uma insatisfação crescente com o prolongamento do conflito com a Rússia, assim como uma desconfiança nas instituições ucranianas.
E quais é que são os nomes? Que nomes é que são apontados para a substituição de Zelensky?
Para já, apenas dois nomes foram divulgados publicamente. De acordo com o artigo, já foi contactado o líder do partido Solidariedade Europeia, Petro Porohenko, e também o atual presidente da Câmara de Kiev, Vladimir Klitschko.
Destaques da imprensa russa.