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"Guerra" traduzida na Rádio Observador. Trazemos os destaques da imprensa russa e da imprensa ucraniana. Hoje com a jornalista Laura Figueiredo. E Laura, começamos pelos jornais ucranianos. Os Estados Unidos estão a pressionar a Ucrânia para aceitar o plano de paz de Washington, exigindo que Kiev desista da candidatura à NATO.

É o que dá conta o The Kyiv Post. Volodymyr Zelensky estará pouco entusiasmado com este plano de Donald Trump para acabar com a guerra na Ucrânia, por achar que a proposta assenta em várias exigências russas, como obrigar Kiev a ceder territórios ou a entregar certas armas. Entretanto, de acordo com a imprensa internacional, o plano de paz dos Estados Unidos prevê também o levantamento das sanções ocidentais contra Moscovo e ainda o fim das investigações sobre crimes de guerra. De acordo com o The Kyiv Independent, a presidência ucraniana considera que Washington está a ficar cada vez mais alinhado com a Rússia. A notícia surge depois de a Axios ter avançado que os Estados Unidos e a Rússia estariam a desenhar um plano sem incluir a Ucrânia. Esta tarde, o gabinete de Zelensky deu conta de que o presidente ucraniano já recebeu o rascunho do plano de paz dos Estados Unidos. A mesma fonte adianta que o líder ucraniano espera discutir nos próximos dias os pontos-chave necessários para alcançar a paz com Donald Trump.

E Laura, depois de ter sido divulgado o alegado plano de paz dos Estados Unidos, a chefe da diplomacia europeia considera que a pressão nas negociações de paz deve recair sobre o agressor.

Numa conferência de imprensa em Bruxelas, Kaja Kallas sublinha que qualquer iniciativa precisa ter ucranianos e europeus envolvidos e lembra que a pressão deve estar sobre a Rússia, uma vez que foi Moscovo que começou a guerra. A chefe da diplomacia europeia diz que ainda não viu qualquer concessão da parte russa e acrescenta que a União Europeia está a trabalhar em novas sanções contra a chamada Frota Fantasma da Rússia, no quadro de um plano europeu composto por dois pilares: enfraquecer a capacidade russa e apoiar a Ucrânia na guerra.

E as críticas do ministro dos Negócios Estrangeiros de Itália vão no mesmo sentido. Defende a participação europeia no processo de paz.

É o que avança o Pravda. O governante italiano considera que o plano de Washington é muito desfavorável para a Ucrânia. Sublinha que Itália vai analisar cuidadosamente a proposta quando for oficialmente apresentada. O chefe da diplomacia reitera a importância de a Europa assumir um papel ativo nas decisões, explica que a Ucrânia representa também uma barreira de segurança para a Europa e diz que se Kiev cair, os riscos para a Europa aumentam.

A Alemanha diz que está a fazer todos os possíveis, Laura, para dar armas de longo alcance à Ucrânia.

É o que garante o chanceler alemão. De acordo com o The Kyiv Independent, Friedrich Merz assegura que o volume de apoio a Kiev vai aumentar nas próximas semanas e que, a médio prazo, estes sistemas podem até passar a ser produzidos em território ucraniano com financiamento alemão. Quanto ao envio dos mísseis Taurus, o líder alemão não dá uma resposta clara. Diz que está propositadamente a manter Moscovo na incerteza sobre o alcance da ajuda ocidental. No entanto, alguns especialistas acreditam que estas declarações do chanceler alemão se referem, sobretudo, ao financiamento da Alemanha de programas ucranianos, e não ao envio dos mísseis Taurus.

E nós regressamos já a seguir com os destaques da imprensa russa.