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Guerra traduzida na Rádio Observador. Seguimos com a imprensa ucraniana com o José Rafael Lopes. Começamos com a história de um soldado britânico que começou a combater na Ucrânia no início da guerra e não pretende sair.

Só deixa território ucraniano quando houver um acordo de paz ou quando morrer. É o que garante Snow. É o nome de código deste britânico que se tornou voluntário na guerra logo no início do conflito entre a Ucrânia e a Rússia. Este é o tema em destaque no Kyiv Independent. Snow serviu na terceira brigada de assalto, esteve em missões especiais, perdeu uma perna na sequência de um ataque russo com drones. Já recebeu uma medalha presidencial de Zelensky, tornou-se cidadão ucraniano e no meio da guerra encontrou o amor. É, aliás, casado com uma ucraniana. A história está numa reportagem no YouTube, tem 16 minutos, acompanha o soldado no processo de receber a prótese para a perna, sendo que Snow continua a trabalhar no exército ucraniano, trabalha agora com drones, a mesma arma que lhe levou a perna.

José, ainda no capítulo dos drones, a Ucrânia lançou mais ataques com drones do que a Rússia em março.

É o que escreve o jornal The New Voice of Ukraine, fala numa situação inédita e que nunca se tinha registado desde o início da guerra entre os dois países. A imprensa ucraniana cita dados das Forças Aéreas da Ucrânia e também do Ministério da Defesa da Rússia. O jornal fez a comparação e perceberam que a Ucrânia lançou, em média, 257 drones por dia contra a Rússia, um número acima do que apresenta a liderança russa, ou seja, um número fixado em média em 208 drones russos a serem lançados por dia contra a Ucrânia. Apesar desta suposta vantagem para o lado ucraniano, a imprensa do país lembra que existem mísseis balísticos para dar conta dos quase 150 que foram lançados pelas forças russas só em março, com a menção de que um míssil é uma arma muito mais perigosa do que um simples drone e aí a Ucrânia segue numa clara desvantagem.

E no campo de batalha há 120 focos de combate intenso na Ucrânia.

A contagem é feita pelo Ukrinform com base em dados nas últimas 24 horas. Há 120 focos de combate entre forças da Ucrânia e forças da Rússia. É informação dada pelo exército ucraniano a este jornal, que faz ainda a contagem dos ataques russos mais recentes. Fala em mais de 240 bombas utilizadas contra território ucraniano, que são também acompanhados por ataques com recurso a drones. O artigo é acompanhado por vários mapas da linha da frente na fronteira entre a Rússia e a Ucrânia, onde estão descritos quer os avanços, quer os recuos de ambas as partes envolvidas na guerra nas últimas 24 horas.

Fica por aqui a guerra traduzida que está de regresso amanhã.