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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Vamos falar sobre as notícias em destaque na imprensa russa. Começamos, Luís Soares, pela Agência RIA, que tem em manchete a denominada Operação Especial na Ucrânia e o balanço de um ataque em Bryansk.

"O número de mortos no ataque com mísseis das Forças Armadas da Ucrânia contra Bryansk subiu para oito" é este o título da notícia da RIA. Na noite de terça-feira, militares ucranianos atacaram Bryansk com mísseis Storm Shadow. Esses mísseis são produzidos por uma empresa franco-britânica. O Comitê de Investigação da Rússia classificou o incidente como um ataque terrorista e a região declarou o mesmo dia, 11 de março, como dia de luto. O porta-voz do Kremlin já sublinhou que as Forças Armadas da Ucrânia não teriam conseguido realizar esse ataque sem a assistência britânica e por isso mesmo continuam empenhados em garantir que as ações de Kiev vão cessar. Também o Ministério das Relações Exteriores da Rússia convocou os embaixadores britânico e francês para expressar um forte protesto. O ministério avisa que Londres e Paris seriam responsabilizadas por qualquer escalada do conflito na Ucrânia, caso continuassem a ser cúmplices do regime de Kiev.

Já o Vesti conta o caso de um cidadão ucraniano que está relacionado ou estará relacionado com ataques terroristas numa região russa.

Ataques na zona de Ryazan, sendo que o suspeito já foi encaminhado para tribunal. A Procuradoria-Geral aprovou a acusação no processo criminal contra este cidadão ucraniano, Artem Klassen. É suspeito do envolvimento no atentado com uma bomba contra uma ferrovia e também no ataque com drone contra um aeródromo militar na região de Ryazan. A informação foi divulgada pela assessoria de imprensa da Procuradoria-Geral da República. Klassen agiu em conjunto, de acordo com a investigação, com um cidadão russo e italiano, de dupla nacionalidade, bem como com representantes não identificados dos serviços de inteligência, dos serviços secretos ucranianos, de maio a novembro de 2023, organizaram e executaram ataques terroristas na região de Ryazan. Além disso, os réus tentaram explodir um troço da ferrovia perto da vila de Dashki. Já constava também este cidadão de uma lista de procurados internacionais e o tribunal ordenou a prisão à revelia.

Destaque ainda para a imprensa independente na Rússia, Luís Soares, o site Meduza explica que o Telegram vai mesmo ficar completamente bloqueado no país.

"A Duma Estatal anunciou que o Telegram será bloqueado completamente, nem mesmo uma VPN resolverá o problema". É o título do site Meduza, que foi saber o que especialistas em tecnologias pensam a respeito do tema. A 12 de março, o vice-presidente do Comitê de Política de Informação da Duma Estatal sugeriu que se o Telegram fosse completamente bloqueado na Rússia, o aplicativo não iria funcionar sequer via VPN e adiantou um prazo aproximado para isso acontecer. Dentro de três a seis meses, as agências de informação terão a capacidade de restringir ou bloquear o tráfego das VPN, qualquer tráfego de VPN, foi o que sublinhou este responsável à Agência TASS. Um especialista que foi consultado pelo site Meduza considera que é possível, sim, identificar e suprimir até 90% do tráfego de protocolos VPN populares, incluindo aqueles mais resistentes ao bloqueio. Outro especialista admite que isso também é tecnicamente possível e com base em evidências indiretas, a Rússia pode estar a trabalhar para identificar padrões de comportamento de utilizadores de aplicações específicas que podem estar a ser controladas. No final de fevereiro, a Ria Novosti citava representantes da agência responsável pela supervisão, controle e censura nos setores da comunicação, informou que até ao final desse mês, ao mês de fevereiro, esta agência já tinha restringido o acesso a quase 470 serviços de VPN.

E é desta forma que fechamos a "Guerra Traduzida", versão Rússia. Fica por aqui o podcast da "Guerra Traduzida" está de regresso na segunda-feira.