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Falamos nos próximos minutos da imprensa ucraniana. Connosco está a jornalista Diana Rosa. Diana, para começar, a Força Aérea da Ucrânia atingiu pela primeira vez uma estrutura militar em território russo.
Ainda assim, ali muito perto da fronteira. Uma notícia em destaque no Kyiv Independent. Fonte das Forças Armadas Ucranianas diz que a avaliação de danos ainda está a ser feita, mas confirma que se tratou de um golpe direto. Esta é a primeira munição aérea das Forças Armadas da Ucrânia dirigida contra um alvo dentro da Rússia. Não se sabe, no entanto, se foi usada alguma arma ocidental neste ataque, mas sabe-se que é na região de Belgorod, agora atingida por um avião ucraniano, que saem muitos dos mísseis e drones usados para atacar a região de Kharkiv, no norte da Ucrânia.
A Ucrânia que vai estacionar aviões F-16 noutros países e, por isso, a Rússia deixa desde já um aviso.
Alerta que essas bases aéreas vão ser alvos legítimos de ataques. Significa isto que pode estar à vista mais uma escalada no conflito entre os dois países e não só. Citado pelo Kyiv Independent, um alto responsável da Força Aérea Ucraniana disse que há vários aviões que vão ser armazenados em bases aéreas seguras fora da Ucrânia para que não sejam destruídos pela Rússia. São equipamentos que vão fazer parte da reserva ucraniana, vão ser usados para substituir aviões que apresentem defeitos durante operações de manutenção de rotina. A resposta da Rússia não se fez esperar. O chefe do Comitê de Defesa da Duma, a Câmara Baixa do Parlamento Russo, avisou que tanto os F-16 que participem em missões de combate contra a Rússia, como as bases onde estejam estacionados, vão tornar-se um alvo legítimo para as Forças Armadas Russas.
Também em destaque na imprensa da Ucrânia, Kiev nega que a Rússia tenha ocupado a aldeia de Ryzhivka, na região de Sumy.
É a resposta às declarações do líder checheno, Ramzan Kadyrov, aliado de Moscovo, que afirmou que a Rússia já controlava a região e que no decorrer da operação russa teriam sido infligidas perdas significativas do lado ucraniano, que foi forçado a recuar. Em declarações ao jornal ucraniano Suspilne, Yuriy Zarku um funcionário local de Sumy, negou a presença de tropas russas em Ryzhivka. Do lado ucraniano, as forças de combate dizem que conseguiram controlar a situação, mas a ameaça de ações russas na área de fronteira permanece. Recorde-se que nas últimas semanas, as Forças Armadas Ucranianas têm alertado para uma concentração de militares russos junto à região de Sumy. Estão preparados para uma ação em território ucraniano, tal como aconteceu em Kharkiv.
Há também muitos artigos sobre a Cimeira de Paz, que acontece na Suíça e que vai decorrer no próximo fim de semana. Diz que está tudo preparado.
É o que consta de um artigo em destaque no Kyiv Post. A conferência vai ter lugar num luxuoso resort em Bürgenstock, que fica no cimo de uma grande montanha com vista para o Lago Lucerna. Cada quarto custa cerca de 1600 € por noite. Sabemos já que a França vai ser representada pelo presidente francês Emmanuel Macron, os Estados Unidos pela vice-presidente Kamala Harris, pela Alemanha, o chanceler Olaf Scholz. Foram convidados 160 países. Os dados mais recentes dizem que entre 80 a 90 já confirmaram a presença.
Diz o ministro suíço dos Negócios Estrangeiros que o objectivo desta cimeira é inspirar um futuro processo de paz e também desenvolver elementos práticos para que isso seja possível.
E para isso, todos os países presentes na cimeira devem contribuir com ideias para uma paz justa e duradoura na Ucrânia. Ainda hoje espera-se que a presidência suíça realize uma conferência de imprensa sobre os preparativos desta cúpula de paz. No entanto, fonte do governo alemão pede que não se criem expectativas exageradas sobre o que pode sair desta reunião. O programa desenvolvido por Berna baseia-se num plano de paz de 10 pontos, elaborado por Zelensky, mas pode centrar-se na soberania territorial, numa paz justa para a Ucrânia e na defesa da Carta das Nações Unidas. Poderá ainda abordar três temas: segurança nuclear, liberdade de navegação e segurança alimentar, assim como aspetos humanitários, incluindo a troca de prisioneiros. Dá a notar ainda que o Kremlin indicou repetidamente que não vai participar em quaisquer negociações se Kiev não aceitar a anexação pela Rússia dos cerca de 20% do território ucraniano que ocupa atualmente. E como a Rússia já não reconhece a Suíça como um Estado neutro, disse que não estava interessada em participar na cimeira e por isso nem sequer chegou a receber o convite. Lembro, no entanto, que de acordo com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Suíça, é muito difícil elaborar um plano de paz sem a participação da Rússia.
São os destaques da imprensa ucraniana.