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"Guerra" traduzida na Rádio Observador, o programa onde trazemos os destaques da imprensa russa e da imprensa ucraniana em tempo de guerra. Hoje, um trabalho do jornalista José Rafael Lopes. Boa noite, Zé. Vamos começar com o que diz a imprensa ucraniana, com destaque pro número de baixas russas, que a imprensa da Ucrânia diz estar a aumentar.
É uma notícia em destaque no Pravda, mas não só. Citam dados fornecidos pelo Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia, onde está escrito que a Rússia sofreu perdas significativas nas últimas 24 horas. Fala o Pravda em quase mil soldados, bem como largas quantidades de material militar que foi destruído em combate. A imprensa ucraniana destaca as perdas de veículos blindados, com oito tanques a serem destruídos e 29 sistemas de artilharia. São as perdas mais significativas, mas também é reportada a destruição de mais de 700 drones de ataque e de vigilância. Este é o balanço mais recente do Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia. É presença habitual na imprensa ucraniana, uma vez que é feito quase todos os dias pelas autoridades de Kiev. Tem vindo a dar conta dos números do lado ucraniano. Neste briefing, revelaram ainda dados relativos ao último mês de 2025. Diz o Estado-Maior da Ucrânia que os ocupantes russos estabeleceram um recorde absoluto de mortes com mais de 22 mil pessoas.
E continuamos na linha da frente, Zé, porque há ataques russos em Kiev que fazem manchete na imprensa ucraniana.
Investidas com drones e mísseis em várias regiões da Ucrânia. Kiev foi um dos alvos, mas não o único. De acordo com a imprensa ucraniana, Kharkiv foi um dos locais mais afetados. Há relatos de vários feridos e de destruição de infraestrutura civil. No entanto, a imprensa local não faz referência a qualquer número de mortos, apesar de estarem registrados desaparecimentos. Em termos de alvos, a infraestrutura civil que falei está ligada à rede energética da Ucrânia. Tem sido um dos alvos habituais dos ataques russos, numa altura em que há grandes preocupações com o abastecimento de energia, uma vez que milhões de ucranianos precisam de aquecimento.
E Zé, há também desenvolvimentos políticos internos em destaque na imprensa ucraniana.
Com destaque precisamente para a reorganização do governo. Falo de um longo artigo no jornal Pravda sobre a escolha de Kyrylo Budanov. É um dos novos membros do governo de Zelensky. Trata-se de um militar que vai passar a ter poder político. E há mesmo quem diga que pode vir a ser um possível sucessor de Volodymyr Zelensky, caso a Ucrânia consiga alcançar um acordo de paz com a Rússia. A imprensa ucraniana escreve que Zelensky está finalmente a fazer a reorganização necessária no Executivo, depois de vários episódios de investigação com suspeitas de corrupção na Ucrânia, citando, neste caso, o Andriy Yermak, que se demitiu do cargo de chefe de gabinete de Zelensky. O Pravda escreve que a política ucraniana não é algo monótono e que esta reformulação tem sido vista como um ponto-chave, apesar disso mesmo. Fala o jornal num grande evento, é a expressão que é utilizada. Este artigo dá conta de todas as mudanças feitas recentemente no Executivo ucraniano, a maioria levada a cabo pelo presidente Volodymyr Zelensky, embora existam casos em que foram registradas demissões. O Pravda lembra ainda as críticas ao tempo que Zelensky demorou para levar a cabo essas mesmas mudanças. O artigo fecha a dar conta da ideia de que Budanov pode mesmo ser o próximo líder da Ucrânia. Falam numa nova versão de Zelensky, mas para tempos de paz e não para tempos de guerra.
E o suposto ataque ucraniano à residência de Vladimir Putin está também nas notícias.
Com o trabalho do Kyiv Independent, em que são apontadas irregularidades da retórica russa. Falam nas tentativas de provas que o governo russo apresentou, que não podem ser levadas a sério. Sem falar ou referir o tal suposto ataque à residência de Vladimir Putin, a imprensa ucraniana fala num incidente de guerra que está a ser explorado por Moscovo. Apontam uma tentativa de virar o bico ao prego para que a Rússia não seja vista como agressora, mas sim como uma vítima. Há ainda várias menções a declarações feitas na Europa e nos Estados Unidos, com Donald Trump a ser envolvido, neste caso, para recuperar as palavras do presidente dos Estados Unidos, em que disse, Donald Trump, que não tinha a certeza sobre se o ataque à residência oficial de Vladimir Putin se confirmava ou não. Certo é que este tema continua na ordem do dia na imprensa ucraniana, apesar de já não ter o destaque que teve noutros dias. No fim do artigo, há ainda uma lembrança de que está prometida mais ajuda para a Ucrânia ao longo deste ano.
São estes os destaques da imprensa ucraniana. Fica daqui a pouco disponível em podcast. Já a seguir, os destaques da imprensa russa.