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Guerra traduzida na Rádio Observador, o programa em que trazemos os destaques da imprensa russa e da imprensa ucraniana. Temos conosco a jornalista Diana Rosa. Diana, olá, bem-vinda.

Olá, André. Bem-vindo também.

Começamos pelos jornais ucranianos e pela notícia que tem estado em manchete no Kyiv Independent: Ucrânia destruiu um depósito de armas a 370 km de Moscovo, na Rússia.

Foi através de um ataque em larga escala com drones que atingiram a cidade de Tver, um bombardeamento que obrigou a evacuar várias localidades. O depósito de munições incendiou-se e depois explodiu. Para além das explosões, as imagens partilhadas nas redes sociais mostram ainda uma grande nuvem de fumo. Este incêndio começou como resultado da queda de destroços de um drone enquanto a Força Aérea estava a tentar defender um ataque. É o que afirma o governador da região, que adianta, de resto, que a situação está sob controle. Durante a noite, ouviram-se ainda rebentamentos junto a um lago, na região que fica a noroeste de Moscovo, perto da fronteira com a Bielorrússia e a 470 km da Ucrânia. Os satélites da NASA registaram várias fontes de calor no local esta madrugada e as estações de monitorização de sismos detetaram um pequeno terramoto na mesma zona.

E o Fundo Monetário Internacional adiou uma missão de consulta planeada para a Rússia por tempo indeterminado.

É uma notícia que está em destaque em quase todos os jornais ucranianos. A justificação dada pelo FMI aponta para problemas técnicos, tanto do lado da Rússia quanto do Conselho de Administração. Certo é que quase uma dezena de países contestou a ida do Fundo Monetário a Moscovo e que se retomem as missões na Rússia. São países que, juntamente com a Ucrânia, acreditam que isso implicaria uma normalização das relações com o Kremlin, apesar da invasão ao território ucraniano. O FMI pretendia iniciar consultas online com a Rússia, seguidas de uma visita de uma delegação a Moscovo para reuniões com as autoridades. Seria a primeira missão oficial do Fundo Monetário Internacional à Rússia desde a invasão à Ucrânia. Embora a Rússia não tenha pedido especificamente uma missão, preparou-se para recebê-la como parte das obrigações sob as regras do FMI. É uma notícia do Kyiv Post.

E a presidente do México recusou o convite de Volodymyr Zelensky para visitar a Ucrânia.

O chefe de Estado ucraniano tinha feito esse convite para depois da tomada de posse de Claudia Sheinbaum, marcada para o dia 1 de outubro. A presidente declinou. Diz que o foco principal agora é concentrar-se em questões internas que precisam de resposta. Numa conferência de imprensa, Claudia Sheinbaum mostra-se disponível para participar em eventos internacionais sempre que ache necessário. No entanto, quer reduzir ao essencial o número de viagens. A presidente eleita expressa ainda o compromisso de não interferir em assuntos estrangeiros, assim como dar apoio à resolução pacífica de conflitos, dando continuidade à política do antecessor. Sheinbaum acrescenta que mantém relações diplomáticas com todos os países do mundo, à exceção do Equador, onde um ataque à embaixada do México em abril foi considerado como uma violação de soberania. Quer isto dizer que a Rússia, tal como os outros países do globo, são considerados amigáveis. Vladimir Putin foi, de resto, o convidado para a cerimônia de tomada de posse da nova presidente mexicana. Uma notícia do New Voice of Ukraine.

E o curso da guerra depende do rápido fornecimento de armas à Ucrânia pelos parceiros, palavra de Zelensky.

O presidente diz que as unidades ucranianas estão a manter a linha da frente graças à coragem dos soldados e ao apoio dos parceiros. Trata-se de uma declaração do chefe de Estado citada pelo Ukrinform. Zelensky saúda a bravura dos militares e dos países do Ocidente, mas acrescenta que agora é especialmente importante sentir o impacto dos acordos com os parceiros nas linhas da frente. São pactos que devem ser implementados o mais rápido possível. O curso da guerra depende disso, diz Zelensky. Ontem foram registados, só pra termos aqui uma noção, quase 200 confrontos entre forças ucranianas e russas, a maioria em Pokrovsk e Kurakhove, no Donetsk.

Foram estes os destaques da imprensa ucraniana. Voltamos já a seguir com o que dizem os jornais russos.