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Seguimos com destaques da imprensa ucraniana, Rádio Observador, e com o jornalista José Rafael Lopes, que está com a guerra traduzida. E vamos começar com o eco das declarações de Peskov sobre a política nuclear russa.

É o principal destaque do TSN, mas que também está presente em praticamente todos os meios de comunicação da Ucrânia. Dá conta das palavras do porta-voz do Kremlin, que diz que a Rússia vai manter a sua postura e a retórica em relação ao possível uso de armas nucleares. É a resposta de Peskov à troca de argumentos de Medvedev com Donald Trump. A imprensa ucraniana fala numa atitude cuidadosa do Kremlin em relação às questões nucleares. O TSN diz ainda que Peskov apostou numa postura mais calma em relação aos Estados Unidos, ao contrário do que aconteceu com Medvedev, que chegou mesmo a ameaçar o Ocidente com o uso de armas nucleares. Palavras que levaram à colocação de submarinos junto à Rússia. Sobre esse tema, a imprensa ucraniana, um pouco como também tinha acontecido com a imprensa russa, deixa a ressalva de que Peskov evitou fazer qualquer comentário sobre o posicionamento de submarinos norte-americanos junto à fronteira russa.

Esta segunda-feira há também uma história na imprensa ucraniana que chama para manchete a relação entre a Ucrânia e a Polónia.

De acordo com a imprensa ucraniana, a Polónia pode voltar a introduzir um regime de vistos para a Ucrânia e para as pessoas que se desloquem da Geórgia. Esta história está em destaque no Ukrinform, também no TSN. A imprensa ucraniana cita fontes ligadas ao executivo polaco. O objetivo é introduzir vistos a quem venha destes países, ou seja, da Ucrânia e da Geórgia, mas não são os únicos. O mesmo vai acontecer, de acordo com a mesma fonte, a cidadãos que venham da Venezuela ou da Colômbia, e a Polónia estará mesmo já a planear postos de controle junto à fronteira.

Ainda nesta guerra traduzida, damos destaque ao campo de batalha com a imprensa ucraniana a destacar a destruição de caças russos.

É o que avança o Pravda. Dá conta da destruição por completo de cinco caças de combate russos de última geração, que terão sido destruídos na Crimeia devido a um ataque com drones em Saky. O Pravda cita fontes ligadas ao Serviço de Segurança da Ucrânia. Além dos cinco caças, foi também atingido um campo de aviação e um depósito de armas. A Ucrânia fala em perdas significativas para a Rússia, uma vez que cada um destes caças custa cerca de 50 milhões de dólares a ser produzido e num só ataque com a utilização de drones, foram destruídos cinco. Há ainda também uma menção, Miguel, ao fato do campo de aviação atingido pela Ucrânia ter ficado fora de ação.

Já em Sochi, a imprensa ucraniana fala em ataques bem-sucedidos e, neste caso, são ataques também com drones.

Notícia do Kyiv Independent dá conta desse ataque na cidade russa de Sochi, mais concretamente num depósito de combustível do aeroporto. Não há registro de feridos, não há registro de mortes, mas a imprensa ucraniana, que cita o governo ucraniano, diz que o aeroporto foi afetado e teve mesmo de fechar a porta e de parar de receber voos vindos de outras partes da Rússia. Fala também no incêndio que se propagou na infraestrutura do aeroporto. O Kyiv Independent afirma que este ataque com drones faz parte da estratégia das Forças Armadas da Ucrânia de atingir infraestruturas críticas da Rússia, bem como as infraestruturas energéticas, de modo a diminuir e a aumentar os problemas logísticos russos.

O Kyiv Independent traz também um trabalho sobre os soldados que defendem os céus de Kiev.

"Nós detetamos, nós destruímos, nós rezamos" é o título da reportagem que acompanha o dia a dia de um grupo de soldados que trabalha exclusivamente com defesas antiaéreas. Estão mobilizados junto à capital da Ucrânia, ou seja, junto a Kiev. É um trabalho de acompanhamento por parte de uma equipe do jornal ucraniano. Estiveram durante dois dias a acompanhar uma equipe de defesa antiaérea durante 24 horas, ou seja, 48, 24 cada um dos dias. É uma equipe que se habituou a dormir de dia para estar em alerta durante toda a noite. Trabalham no controle de drones que são utilizados para abater outros drones e também outros meios de ataque utilizados pelos russos. Estão nessa função exclusiva de defesa antiaérea há quatro meses. O Kyiv Independent diz que metade deste grupo foi treinado fora da Ucrânia, mas não revelam onde é que foi feito esse treino. E há toda uma secção muito técnica sobre como é que funcionam as baterias antiaéreas de defesa de Kiev e também de outros pontos da Ucrânia. E ressalvam também uma mudança, Miguel, que está a acontecer cada vez mais nas Forças de Defesa da Ucrânia. Começam a utilizar drones made in Ucrânia, drones fabricados na Ucrânia, que são cada vez mais numerosos no campo de batalha.

É um ponto final nesta guerra traduzida.