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Está na hora de traduzirmos o que está escrito na imprensa russa e na imprensa ucraniana nesta terça-feira, dia 9 de abril. Mais um episódio de "Guerra Traduzida". Conosco está a jornalista Diana Rosa. Hoje vamos começar pela imprensa ucraniana. Em destaque, foi suspenso o chefe de segurança informática dos serviços secretos ucranianos depois de revelar informações sobre o processo de investigação.

A notícia é avançada pela agência Interfax, a agência de notícias ucraniana. De acordo com a investigação jornalística que foi levada a cabo, o gatilho que espoletou as suspeitas sobre Ilya Vitiuk foi quando ele e a mulher compraram um apartamento num condomínio de luxo em Kiev, mas pagaram um valor muito abaixo do preço de mercado. A Interfax diz ainda que o jornalista que liderou a investigação, Yevgeny Shulat, foi posteriormente alvo de ameaças de retaliação por parte de funcionários deste responsável dos serviços secretos ucranianos. Certo é que agora decorre um inquérito interno com base nos dados divulgados pela comunicação social ucraniana e enquanto isso, Ilya Vitiuk não pode exercer funções.

Destaque também nesta edição para um navio com mísseis russos que foi incendiado nas águas perto de Kaliningrado.

É isso que afirma o Serviço de Informações da Ucrânia num artigo que faz manchete no Kyiv Independent. O navio estava atracado no enclave de Kaliningrado, no mar Báltico. A Ucrânia afirma que o incêndio desativou o navio e que os respectivos meios de comunicação e os meios mecânicos foram completamente destruídos. Os serviços secretos ucranianos publicaram também um vídeo no Telegram em que se pode ver o fogo a consumir a embarcação, sendo que este foi o primeiro ataque ucraniano deste tipo aos recursos navais russos no mar Báltico. Já na Crimeia, a Rússia intensificou nos últimos meses os ataques aos navios da frota russa. Quase todos foram retirados pelo exército de Putin. É o que afirma o porta-voz da Marinha da Ucrânia.

Os Estados Unidos enviaram armas e munições apreendidas do Irão para a Ucrânia.

A transferência ocorreu na semana passada, numa altura em que a Ucrânia passa por uma escassez significativa destes equipamentos, ao mesmo tempo que o Senado norte-americano tem atrasado os envios de novos apoios. Enquanto isso, Washington enviou para Kiev armas de pequeno porte e também munições que pertenciam aos rebeldes apoiados pelo Teerão, no Iémen. De acordo com as forças norte-americanas, estas armas vão ajudar a Ucrânia a defender-se da invasão russa e são suficientes para equipar uma brigada. É uma notícia do Kyiv Post.

Sobre este tema falou hoje Josep Borrell, que alerta que o Ocidente não tem capacidade para enviar todas as armas de que a Ucrânia precisa nesta altura.

Embora o país atravesse por essa situação de desespero perante a falta de sistemas de defesa, diz o chefe da diplomacia da União Europeia que é inconcebível que a Ucrânia não possa receber estes equipamentos, dado que os exércitos ocidentais têm pelo menos uma centena de mísseis Patriot, os que são pedidos por Zelenskyy, mas não tem havido abertura por parte de alguns países. Os países da NATO prometeram a Kiev, na semana passada, fazer uma análise aos inventários militares e agora Josep Borrell diz que vai exercer pressão aos ministros dos negócios estrangeiros para que essa ajuda seja desbloqueada e vai exercê-la durante a próxima reunião de diplomatas que vai ter lugar no Luxemburgo.

São os detalhes destes destaques da imprensa ucraniana desta terça-feira.