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25 de março, seguimos na Guerra Traduzida com os destaques da imprensa ucraniana com a jornalista Diana Rosa. Comecemos com uma sondagem que está publicada na imprensa ucraniana. Mais de três em cada quatro ucranianos querem um cessar-fogo de 30 dias, tal como foi proposto pelos Estados Unidos da América e aceito por Zelensky.

Uma porcentagem que, para sermos precisos, corresponde a 77% da população. O estudo foi feito na Ucrânia. A sondagem, revelada hoje e citada pelo Kyiv Independent, foi feita pelo Instituto Internacional de Sociologia de Kiev. No mesmo estudo de opinião, 17% dos inquiridos mostraram discordância com a proposta, ao passo que 8% vão mais longe, dizendo que o cessar-fogo enfraqueceria a Ucrânia. Recordar que Estados Unidos e Ucrânia concordaram com uma trégua ampla de 30 dias, incluindo a interrupção das operações terrestres, mas a Rússia rejeitou a proposta e exigiu que durante esse tempo fosse suspensa a entrega de ajuda militar por parte dos aliados da Ucrânia.

A Ucrânia matou 30 soldados russos em Kursk, que está também em destaque na imprensa de hoje, região invadida pelo exército de Kiev.

A garantia da Força Aérea Ucraniana terá atingido um local onde estavam vários militares russos em Kondratovka. De acordo com a informação do Estado-Maior Ucraniano, partilhada como resultado do ataque, o alvo foi completamente destruído. Kondratovka é uma comunidade rural no oeste da região de Kursk, perto da fronteira com a Ucrânia, e faz parte da região histórica de Slobozhanshchyna.

Uma moradora de Kryvyi Rih, terra de Volodymyr Zelensky, estava a preparar um ataque terrorista. O objetivo era arrebentar uma bomba perto de um centro comercial local.

A notícia foi avançada pelo Serviço de Segurança da Ucrânia, citado pelo Sospel. De acordo com os investigadores, a suspeita deveria ter deixado um explosivo camuflado perto de um posto de controle num dos centros locais de recrutamento e apoio social. As secretas russas planeavam explodir a bomba em plena hora de ponta, durante a manhã. O objetivo seria matar o máximo de cidadãos, incluindo o marido desta mulher, para não deixar testemunhas sobre a preparação do plano. A moradora, à altura do ataque, tem 26 anos, foi recrutada pelos Serviços Especiais Russos em maio, no Telegram, tal qual como aconteceu com outra jovem de 14 anos na semana passada. Conforme avança o SBU, a suspeita chegou a Kryvyi Rih e recebeu a localização de um esconderijo de onde tirou um dispositivo explosivo improvisado. De seguida, levou para um apartamento alugado, onde equipou o explosivo com elementos de ataque adicionais e ligou a um telefone para a ativação remota. Durante todo o processo, o Serviço Especial Russo rastreou os movimentos desta pessoa pelo acesso à câmera do telemóvel.

E pela primeira vez, a Ucrânia utilizou o míssil Long Neptune para atacar uma instalação militar na Crimeia.

É o que revela o Ministério da Indústria Estratégica da Ucrânia. Trata-se de um míssil de cruzeiro que foi também usado para atacar o complexo petrolífero em Tuapse, na Rússia, a 550 km da linha de combate. Este é um equipamento criado pela Ucrânia com alcance até 1000 km de distância e que permite ataques precisos. Foi o que revelou Volodymyr Zelensky.

Fechamos com uma notícia insólita. Uma cafetaria em Kiev chamada Trump vai mudar de nome para Nolan. Em causa, a frustração dos ucranianos com a posição do presidente dos Estados Unidos da América em relação à Ucrânia.

O estabelecimento, Miguel, foi inaugurado em 2019, antes da guerra, está localizado no centro de Kiev. Em janeiro deste ano comemorou a posse de Donald Trump com um coquetel especial chamado Trump Sour. Depois disso, o confronto entre Zelensky e o presidente norte-americano na Sala Oval e a forma como Zelensky foi tratado deixou muitos ucranianos desiludidos. Esta é uma reportagem do Kyiv Independent que diz que uma jovem de 22 anos, que mora ali perto do café, passa por ali e o nome do estabelecimento mexe sempre com ela. O diretor criativo da Nolan admirava Trump como um homem de negócios e esperava dele políticas que favorecessem a Ucrânia. Mas à luz dos desenvolvimentos mais recentes, foi decidido que o nome de Trump tinha de deixar de ser o nome da cafetaria, que na página do Facebook tinha inclusivamente fotos das chávenas de café e de embalagens com a imagem de Trump vestido com a vyshyvanka, camisa bordada tradicional ucraniana. Este diretor tem também outro estabelecimento em Kiev, Miguel, é uma pizzaria chamada Trumpina e vai também mudar o nome para Nolan. É toda uma reformulação da marca. O Nolan, no entanto, vai continuar a servir café americano.

Terminamos assim.