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Guerra traduzida na Rádio Observador. Trazemos os destaques da imprensa russa e da imprensa ucraniana. Hoje com o jornalista José Rafael Lopes. Vamos começar com a imprensa ucraniana e com novidades sobre o possível acordo de paz, sendo que Zelensky deu instruções para que as garantias de segurança dos Estados Unidos sejam uma prioridade.
É notícia em grande destaque no Ukrinform, que dá conta das instruções de Volodymyr Zelensky para que o documento se torne prioritário perante tudo. O presidente ucraniano quer que as garantias de segurança dos Estados Unidos sejam apresentadas o mais rapidamente possível a Donald Trump, de modo a que sejam retificadas. O objetivo é tentar acelerar todo o processo, de modo a que possa entrar em vigor o quanto antes, isto na procura de um acordo de paz com a Rússia. A equipa de negociações da Ucrânia recebeu esse briefing, que está agora em destaque na imprensa ucraniana. Em cima da mesa já estão duas reuniões para preparar o documento que será entregue aos Estados Unidos. O Ukrinform cita palavras de Zelensky, que terá considerado este documento como um papel de importância histórica para a Ucrânia. O artigo dá ainda conta da agenda do presidente ucraniano, que esteve em várias reuniões com membros do Executivo para tentar agilizar e receber atualizações sobre o processo de reconstrução da Ucrânia. Teve ainda uma reunião com o ministro da Economia e com o ministro da Agricultura para receber pontos de situação de ambos os governantes.
Sendo que, José, este tema está também noutros jornais ucranianos.
É o caso do Pravda ucraniano, que também tem em manchete a história das garantias de segurança por parte dos Estados Unidos. O Pravda vai mais longe, fala num Zelensky desejoso e a trabalhar de forma extra no documento. Neste artigo é descrito todo o processo das garantias de segurança por parte dos Estados Unidos e a forma como entram num possível acordo de paz para a Ucrânia. Diz também que o presidente Zelensky está a tomar este ponto como o principal, com o objetivo de entregar o quanto antes o rascunho aos Estados Unidos para que seja analisado. A notícia do Pravda dá ainda conta da intenção de Zelensky de negociar a duração das garantias de segurança. Para já estão 15 anos em cima da mesa, renováveis, sendo que o presidente ucraniano não desiste de tentar que este número suba para 50 anos.
José, também em destaque na imprensa ucraniana continua a estar a crise energética do país.
Derivada dos ataques constantes russos contra a infraestrutura energética da Ucrânia. Tem marcado os últimos dias e há perto de 1 milhão de pessoas que estão sem aquecimento, quando as temperaturas em certas zonas da Ucrânia estão abaixo de zero. É o drama trazido para a manchete pelo Kyiv Independent. O artigo é acompanhado pelo relato de uma nova ofensiva russa durante a madrugada. Fala o jornal em centenas de drones dirigidos a Kiev, mais especificamente a centrais de energia. Diz também o Kyiv Independent que esses drones tinham o objetivo de cortar o fornecimento de energia na capital. Fala numa ofensiva do frio por parte da Rússia, com menção às temperaturas negativas. Este é um tema que está presente em vários jornais, mas é o Kyiv Independent que está a dar mais destaque.
Avançamos agora para uma notícia que dá conta da cooperação entre o Reino Unido e a Ucrânia num novo míssil.
Notícia em destaque no Kyiv Post, dá conta do trabalho em conjunto do Reino Unido e da Ucrânia no desenvolvimento de um novo tipo de míssil para ser utilizado no campo de batalha. O jornal escreve que a maior parte do trabalho está a ser feito pelo Reino Unido e que o campo de batalha de teste será ucraniano. Em cima da mesa está um equipamento balístico tático para ser introduzido ainda este ano, embora apenas para o final de 2026, que terá capacidade para atingir alvos em profundidade na Rússia. Trata-se de uma arma de precisão com mais de 500 km de alcance. Cada um destes mísseis vai custar cerca de 1 milhão de euros e pode carregar explosivos de elevada qualidade. Chama-se Nightfall e é uma forma de equilibrar a ausência de mísseis norte-americanos, uma vez que o apoio norte-americano à Ucrânia tem sido perdulário e sem grande consistência.
Temos ainda tempo para dar conta de ataques ucranianos.
Que vêm descritos no jornal The New Voice of Ukraine. Dão conta de uma ofensiva com drones por parte das Forças Armadas da Ucrânia contra alvos estratégicos em Rostov, perto da fronteira. O jornal fala em ataques bem-sucedidos a refinarias de petróleo que incapacitaram a refinaria e que podem estar a afetar a logística das forças russas junto à fronteira. O jornal relata ainda um incêndio de largas dimensões que está a trazer dificuldades para os bombeiros russos, que foram chamados de emergência para o local. O artigo sublinha que esta refinaria já tinha sido alvo no passado e que é uma das mais importantes em Rostov, junto à fronteira entre a Rússia e a Ucrânia.
E fica por aqui a primeira parte da guerra traduzida. Voltamos já a seguir com a imprensa russa.