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Esta é a história do dia da Rádio Observador: quem é o futuro cardeal que organizou a Jornada Mundial da Juventude?

Aquilo que eu tenho dito e repetido, sinto-me pequenino. Eu sou o miúdo, o sandaroninho, e olho para a estatura, para a craveira e para a referência destes homens que, ao longo destes tempos, são mesmo importantes. Se pegas no cardeal Clemente, no cardeal Marto e no cardeal Tolentino, são grandes intelectuais. É isso, mas é reconhecidamente. Eu tiro fotocópias e distribuo café. Acho que vai ser preciso no conclave. Alguém tem que fazer isso.

Américo Aguiar é bispo auxiliar de Lisboa e recebeu a missão de organizar a Jornada Mundial da Juventude. Tem sido o rosto da Igreja em Portugal nos últimos meses. Aos 49 anos, recebe a notícia de que em breve será criado cardeal e terá assento no próximo conclave. Irá participar na escolha do próximo papa. Quem é este homem e como chegou aqui? Uma conversa com João Francisco Gomes, jornalista do Observador, que acompanhou um dia de trabalho de Américo Aguiar. Eu sou o Ricardo Conceição e esta é a história do dia. Bem-vindo, João Francisco.

Olá, Ricardo.

Estiveste um dia inteiro com Dom Américo Aguiar, foi isso? Quando é que foi isso?

Foi exatamente quatro dias depois de Dom Américo Aguiar ter recebido a notícia, ao mesmo tempo que todos nós, de que seria criado cardeal em setembro. Passámos, eu e o João Porfírio, um dia inteiro com Dom Américo Aguiar, numa quinta-feira.

A quinta-feira é um bocadinho diferente, porque a quinta-feira começa sempre, sempre que é possível, eu vou celebrar missa às Irmãzinhas de Santa Teresa de Calcutá, em Chelas.

Passámos o dia com ele no gabinete, no carro, almoçamos com ele e tivemos uma longa conversa sobre a sua vida, o seu percurso eclesiástico e os desafios que tem em mãos agora.

Esse dia está num excelente especial que assinas, João Francisco Gomes, com o editor de fotografia João Porfírio. E hoje a história do dia é como os anúncios a produtos financeiros. Atenção que não dispensa a leitura do especial do João Francisco. Vale muito a pena ler para perceber tudo isto em profundidade. E qual é o papel deste bispo auxiliar de Lisboa na Jornada Mundial da Juventude, que arranca oficialmente já para a semana, a 1 de agosto?

Bem, formalmente, o bispo auxiliar de Lisboa é o presidente da Fundação JMJ. O que é isto? A Fundação JMJ é a entidade jurídica que o Patriarcado de Lisboa, a Diocese de Lisboa, criou justamente para organizar a Jornada Mundial da Juventude. Em 2019, quando a jornada aconteceu no Panamá, havia várias cidades que se tinham candidatado a receber a próxima edição. Lisboa era uma delas, era um desígnio antigo da Igreja Católica em Portugal, especialmente de Dom Manuel Clemente, Patriarca de Lisboa. E quando Lisboa ganhou a candidatura a organizar a próxima edição, o Patriarcado, que é a entidade anfitriã, constituiu esta fundação para organizar, a partir da Igreja Católica, este evento. E, portanto, a fundação é a organização que está efetivamente no terreno a preparar todas as dimensões da Jornada Mundial da Juventude, em parceria, quer com as câmaras municipais da zona da Grande Lisboa, quer também com a unidade de missão que foi constituída pelo governo para apoiar nas questões logísticas.

Vamos então tentar perceber como é que Américo Aguiar chega a Dom Américo Aguiar e chega ao papel que tem hoje. Se calhar, vamos começar pelo princípio. Quem era o jovem Américo de Leça do Balio, que não era muito dado à catequese?

Não era. Na entrevista que lhe fiz para este especial de que falavas, Américo Aguiar conta um pouco a sua história de vida. Ele nasceu em 1973, poucos meses antes do 25 de abril, em Leça do Balio, Matosinhos, numa família que ele próprio classifica como católica de casamentos, batizados e funerais. Portanto, como creio que muita gente em Portugal se poderá talvez identificar. Não era especialmente praticante da Igreja Católica, a sua família. Américo Aguiar, como tantos amigos da sua idade, entrou na catequese no primeiro ano, mas de facto, como dizias, acabou por desistir quando viu que não tinha grande interesse naquelas aulas e quando preferia ficar aos domingos de manhã a ver banda desenhada na RTP. Essa terá sido, segundo ele, a grande razão que o levou a desistir da catequese.

E depois veio a política, João?

Sim, é verdade. Dom Américo Aguiar, na sua juventude, com cerca de 19 anos, teve uma curta experiência na política, que tem as suas raízes justamente neste processo de infância que eu estava a falar. Dom Américo Aguiar, quando evitava ir à catequese e ficava a ver banda desenhada na RTP em casa, apaixonou-se especialmente pelo Tio Patinhas e pelo Pato Donald, e sobretudo pelos três sobrinhos do Pato Donald, que eram o Huguinho, o Luizinho e o Zezinho.

Os escoteiros mirins.

Justamente, que eram escoteiros mirins. E portanto, a partir do contacto com essas bandas desenhadas, o jovem Américo Aguiar tornou-se muito apaixonado pela ideia de se tornar escoteiro. Certo dia, na paróquia de Leça do Balio, abre um agrupamento de escoteiros católicos e Américo Aguiar inscreve-se imediatamente. E é no contexto dos escoteiros que se começa a interessar pelas questões ambientais, sobretudo pela defesa do Rio Leça, que foi considerado um dos cursos de água mais poluídos da Europa durante muitos anos. E no contexto dos escoteiros, com um conjunto de colegas escoteiros, o Américo Aguiar criou uma associação de amigos do Rio Leça para defender a causa do Rio Leça. E é nesse contexto que começa a interagir com os presidentes de câmara daquela região, Matosinhos, Maia, Santo Tirso, etc. E portanto, quando ele era um jovem ativista ambientalista Empenhado na defesa do rio Leça e contactava com os presidentes de câmara. E é nessa altura que recebe um convite da parte de Vieira de Carvalho, presidente da Câmara da Maia.

PSD?

PSD, justamente, para trabalhar como ecoconcelheiro da autarquia. Ele diz que foi o primeiro ecoconcelheiro do país.

Isso com 20 anos?

Tinha 19 anos. E ao mesmo tempo que foi trabalhar para a Câmara da Maia como ecoconcelheiro, aventurou-se também na política propriamente dita, ingressando nas listas do PS à Assembleia de Freguesia de Leça do Balio e à Assembleia Municipal de Matosinhos, na altura lista encabeçada por Narciso Miranda, que também o conheceu no contexto da luta ambientalista.

E foi eleito? Foi militante?

Foi militante, foi eleito e fez parte da Assembleia de Freguesia de Leça do Balio e da Assembleia Municipal de Matosinhos durante dois anos.

E no meio disso tudo, de toda essa atividade, de onde vem o chamamento?

O Américo Aguiar costuma dizer que o chamamento veio de um lugar misterioso, em que um certo dia, no verão de 1995, era ele funcionário da Câmara da Maia, estava a conduzir e, por alguma razão inexplicável, desviou-se do caminho para ir ao seminário de Ermesinde falar com o reitor do seminário. É preciso contextualizar tudo isto. O jovem Américo Aguiar, escoteiro, já no contexto dos escoteiros em adolescente, tinha sido desafiado a fazer uns encontros do pré-seminário no Porto. Aquela iniciativa de discernimento vocacional dirigida aos jovens que estão a ponderar essa possibilidade. Por causa dos escoteiros que lá foi parar e ainda experimentou, em 1993, ser interno no seminário durante alguns meses, mas acabou por desistir, sobretudo por questões familiares, porque considerava que não podia assim, de repente. O pai dele tinha morrido e ele sentia-se responsável pelo sustento da família. E é nesse interregno, entre a sua primeira experiência de seminário, motivada ainda por um desafio dos escoteiros, e esta entrada no seminário em 95, que ele vai trabalhar pra política, que ele passa esses dois anos a trabalhar na política. E, portanto, depois de ir falar com o reitor do seminário Ermesinde, percebe que já desde da sua primeira passagem por ali, desde 1993, que eles estavam à espera dele, mas que era preciso que ele se libertasse da sua vida mundana, da sua vida na vida política e, portanto, nessa altura, ele percebeu claramente que o caminho do sacerdócio católico era o seu caminho.

Mas sendo um jovem tão ativo, tão participativo, comunicativo como é, não havia aí namoradas pelo meio?

Ele diz na entrevista que teve uma, mas que ela nunca soube. Agora, não sei se podemos considerar que era namorada ou não. Ele diz que era um amor platônico.

Ela nunca soube. Como é que é? É platônico?

Platônico. Ela nunca soube.

Não. Já voltamos à conversa com João Francisco Gomes. Vamos tentar perceber como um jovem de Leça do Balio chega a cardeal e vai ter uma palavra a dizer na escolha do futuro papa. Regressamos à conversa com João Francisco Gomes, jornalista do Observador, que vai acompanhar o papa Francisco na visita a Portugal. Vai estar no voo papal. João, e depois de sair do seminário, no Porto, Américo Aguiar desempenha vários cargos naquela diocese.

Sim, Américo Aguiar foi ordenado em 2001, tornou-se padre em 2001, e a partir daí teve uma, podemos chamar-lhe carreira eclesiástica, bastante fulgurante. Ele foi pároco apenas durante cerca de um ano, em Azevedo de Campanhã, uma paróquia rural na periferia do Porto. Mas já nessa altura, o então bispo do Porto, Armindo Lopes Coelho, tinha outros planos para aquele jovem sacerdote, que já na altura era muito dado às questões da comunicação. E logo em 2002, Américo Aguiar foi chamado à Cúria Diocesana para se tornar o chefe do gabinete de comunicação.

Muito jovem?

Muito jovem. Ainda recém-ordenado, torna-se o porta-voz do bispo e da diocese. E depois, em pouco tempo, torna-se também vigário-geral, ou seja, o número dois da diocese, e chefe de gabinete do bispo. E como chefe de gabinete, passou por vários bispos do Porto, Armindo Lopes Coelho, depois Manuel Clemente e depois António Francisco dos Santos. Portanto, durante cerca de 15 anos desempenhou funções de alto nível na diocese do Porto.

Ou seja, e é no Porto que conhece dom Manuel Clemente, que na altura era bispo do Porto e hoje é o cardeal patriarca de Lisboa.

Exatamente. Américo Aguiar era vigário-geral da Diocese do Porto quando dom Manuel Clemente, na altura era bispo auxiliar de Lisboa, curiosamente a função que agora tem dom Américo Aguiar, e foi nomeado bispo do Porto para suceder a Armindo Lopes Coelho. E Américo Aguiar, que era o vigário-geral da diocese, foi quem teve, no fundo, de contactar com o novo bispo para preparar todos os pormenores logísticos. E desde essa altura que os dois desenvolveram uma relação de trabalho de muita proximidade e que Américo Aguiar se tornou, no fundo, um braço direito, um cão de fila, uma expressão que ele próprio usa, de dom Manuel Clemente, durante todo o seu percurso na Diocese do Porto.

E é dom Manuel Clemente que o traz depois para Lisboa?

Sim. Depois de um período longo como bispo do Porto, dom Manuel Clemente foi nomeado patriarca de Lisboa. E nessa altura, o padre Américo Aguiar já se tinha tornado uma espécie de padre celebridade na Diocese do Porto, porque foi ele que liderou as obras de reconstrução da Torre dos Clérigos. É ainda a grande obra pela qual Américo Aguiar é celebrado na Diocese do Porto. D. Manuel Clemente tinha em Américo Aguiar um homem de muita confiança e, portanto, em 2015, 2016, ele é nomeado para algumas funções bastante importantes na Conferência Episcopal, designadamente de director do Secretariado das Comunicações Sociais, um órgão da Conferência Episcopal que pensa a relação da Igreja com os media e, ao mesmo tempo, assume a presidência da Rádio Renascença, o grande grupo de comunicação da Igreja Católica. Alguns anos depois, o padre Américo Aguiar, no meio disto tudo, ainda é secretário e chefe de gabinete do outro bispo do Porto, António Francisco dos Santos. Mas em 2019, é D. Manuel Clemente que pede à Santa Sé mais um bispo auxiliar. E quando um bispo de uma diocese destas maiores pede um bispo auxiliar, normalmente dá alguns nomes de sugestão à Santa Sé. E foi nesse momento, entre 2018 e 2019, que D. Manuel Clemente se tornou o responsável por Américo Aguiar ser elevado a bispo e ir para Lisboa como bispo auxiliar.

Convém dizer que não fiz para isso. Não fiz requerimento, não fiz papel, não fiz nada.

Mas D. Manuel Clemente ajudou.

Ajudou, na aula a culpa é dele.

João Francisco Gomes, por tudo o que já explicaste, isso pode-nos levar a pensar que D. Manuel Clemente traz Américo Aguiar para Lisboa com objetivos claros, por ser um homem de ação?

Claramente. O Américo Aguiar, quando chega a Lisboa, já vem com uma missão concreta, que é a de organizar a próxima Jornada Mundial da Juventude. A jornada do Panamá é em janeiro de 2019, a nomeação do Américo Aguiar para bispo auxiliar é em fevereiro de 2019. Já antes disso, quando ainda havia nos bastidores uma campanha da Igreja Católica em Portugal para ser a próxima organizadora da jornada, era o padre Américo Aguiar quem estava a liderar esses esforços internos. Tanto que, no final de 2018, o padre Américo Aguiar tinha estado no Panamá a trabalhar, digamos assim, clandestinamente, entre aspas, com a organização da jornada do Panamá, para tomar notas e para perceber que se Lisboa ganhasse, quais seriam os encargos que a Igreja em Portugal teria que suportar. Quando é anunciada a vitória da candidatura portuguesa, passa a ser necessária uma figura de relevo para tornar esta organização possível. Ao mesmo tempo, o mês em que Américo Aguiar é nomeado bispo auxiliar de Lisboa é o mês em que o Papa Francisco organiza no Vaticano aquela grande cimeira relativamente à questão dos abusos sexuais, que tinha sido um tema quente em 2018. Uma das decisões que sai dessa cimeira é a criação de comissões diocesanas de proteção de menores e do Américo Aguiar, a primeira função que recebe formalmente é logo a de coordenar a Comissão de Proteção de Menores do Patriarcado de Lisboa. E já agora, durante os anos que se seguiram, em que a crise dos abusos esteve particularmente quente em Portugal, ele foi uma das figuras que mais apareceram a falar em nome da Igreja relativamente a este assunto.

Estiveste com ele quatro dias depois da notícia de que vai ser criado cardeal e reparei num pormenor quando falaste nisso. Ele soube ao mesmo tempo que nós?

Até terá sabido depois de alguns de nós. Ele conta essa história com alguma graça, efetivamente.

Vou à aplicação da Renascença. Novo cardeal, Dom Américo, não sei o quê.

Viu pelas Renascença.

Ia dizer Observador, não é?

Era.

Mas por acaso não foi. Tu não mandaste mensagem, se calhar?

Eu mandei.

A que horas?

Logo que soube. É preciso contextualizar. No dia anterior, ele tinha feito o seu aniversário de ordenação sacerdotal, 22 anos, e tinha ficado com os voluntários da Jornada da Juventude a celebrar até mais tarde, creio que num jantar com febras grelhadas, num sítio em que estavam a montar os kits para os peregrinos. E no dia seguinte, o seu compromisso pastoral era a celebração do Crisma em Óbidos, que ainda faz parte do Patriarcado de Lisboa. Ele queria dormir mais durante aquela manhã. Ele conta que se levantou relativamente tarde nessa manhã e tinha como primeiro objetivo passar no Centro Comercial Vasco da Gama para ir comprar 1500 cápsulas de café, para levá-las ao armazém onde os voluntários estavam a preparar os kits dos peregrinos, porque ali naquela zona industrial não há cafés, nem há nenhum sítio onde os voluntários pudessem ir comer ou beber um café. Lá vai ele, atravessa a ponte, vai até Setúbal com as 1500 cápsulas de café, chega lá e vai trabalhar também nos kits. Até que, segundo ele conta, o telefone começou a tocar insistentemente. Recebeu inclusivamente uma mensagem do comandante da polícia do Vaticano, que lhe dizia:

"Eminenza, tantissima auguri".

"Muitos parabéns, eminência", em italiano. Eminência é o título que é dado aos cardeais, é preciso contextualizar isso. Ele não ligou, achou que estavam a gozar com ele. Até que se tornou insuportável, os telefonemas que continuavam a cair no telefone. Ele diz que preferia ter dito ao Observador, imagino eu, mas foi ao site da Rádio Renascença e percebeu que a manchete era: "Américo Aguiar nomeado cardeal". Ele viu pelos meios de comunicação.

"Ecco i nomi dei nove cardinali. Monsignor Américo Manuel Alves Aguiar, vescovo auxiliare di Lisbona".

Isto leva-nos a uma pergunta que tem sido inevitável desde que Dom Américo Aguiar se tornou, possivelmente, no rosto mais visível da Igreja em Portugal D. Manuel Clemente já completou os 75 anos e será substituído como Patriarca de Lisboa. Américo Aguiar vai ser o próximo?

A prudência manda que nós não devemos especular, porque podemos ser desmentidos pela realidade e fazemos má figura. Agora, olhando para alguns indícios, sobretudo olhando a tradição, parece que esse não será o caminho para Américo Aguiar. Por exemplo, alguns pequenos elementos. A tradição diz que o Patriarca de Lisboa é sempre elevado a cardeal no consistório seguinte à sua nomeação, ou então quando o seu antecessor completar 80 anos e deixar de poder votar num conclave. Por quê? Porque não pode haver dois cardeais eleitores da mesma diocese. Também é costume que o Patriarca de Lisboa seja levado a cardeal depois de ser nomeado patriarca e não antes. Ao mesmo tempo, sabemos, e isso é público, que existem grandes resistências entre o clero da Diocese de Lisboa a Américo Aguiar, quer pelo seu estilo muito descontraído, tipicamente do Norte, quer também, e essa é uma acusação à qual ele próprio também responde, por alguma falta de densidade intelectual, por não ser um intelectual como é, por exemplo, Manuel Clemente, António Amado.

Que eu sou o operacional, sou, isso tenho consciência. Sou tipo, como é que chama aquele carro do Salgueiro Maia? A Chaimite. Eu sou o cara da Chaimite.

Sente que há um tom depreciativo nessas classificações?

Às vezes, acredito. Às vezes não. Eu também não sou um anjinho.

Ao mesmo tempo, o seu desempenho claramente tem agradado muito ao Papa Francisco na organização da Jornada Mundial da Juventude e não é de descartar que o Papa o possa chamar para uma posição importante em Roma, no Vaticano.

E sendo cardeal, vai ter lugar no próximo conclave, ou seja, vai escolher o próximo papa.

Exatamente. Se o próximo conclave acontecer nos próximos 30 anos, o que é provável que sim, será um dos cardeais eleitores, um dos vários cardeais eleitores portugueses. E no limite, poderá ele próprio ser eleito papa.

E, portanto, ainda pode sair de um conclave com outra roupa.

Espero que sim. Espero que não precise.

De fato. Estou farto de branco, roupa branca.

Obrigado, João Francisco.

Obrigado, Ricardo.

João Francisco Gomes é jornalista do Observador e acompanha, entre outros temas, religião. Vai viajar com Francisco para Portugal e acompanhar a visita do Papa nesta primeira semana de agosto. Esta foi a História do Dia. A sonoplastia é da Beatriz Martelo Garcia, a música do genérico, do João Ribeiro. Eu sou o Ricardo Conceição. Até segunda.