Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
A questão é difícil. Eu acho que a sua questão é muito importante.
Eu não lhe vou responder essa pergunta, porque não me apetece.
Ficará eventualmente a pergunta no ar. É uma boa pergunta essa.
7:19, ainda bem que me faz essa pergunta com o Paulo Ferreira e Miguel Cordeiro nas manhãs 360. E hoje começamos pela Comissão Nacional de Eleições.
Isso mesmo, e para saber se é desta que a Comissão Nacional de Eleições deixa de usurpar poderes sobre a informação durante os períodos eleitorais.
A Comissão Nacional de Eleições já tinha perdido a regulação dos debates eleitorais.
Esse foi um primeiro passo aqui há dois anos ou três, com a alteração da lei eleitoral, mas agora os tribunais desautorizaram também a Comissão Nacional de Eleições sobre a informação naquele chamado dia de reflexão, aquele sábado antes das eleições, onde quem aterrar não percebe se no dia seguinte vai haver uma eleição, porque não há uma única linha nos jornais, nem nas televisões, nem nas rádios. Por quê? Porque desde sempre a CNE quis viver na lei o que lá não estava. A lei proíbe, de facto, a propaganda política na véspera e no dia de cada eleição, mas a entidade decidiu desde sempre impor uma censura à informação também nesses dias, ameaçando e levantando processos aos mídia que publicassem notícias ou fizessem comentários sobre o ato eleitoral. Até que em 2017, o programa Governo de Sombra, então na TVI, decidiu basicamente que não devia deixar de comentar as eleições na véspera das eleições.
Claro.
A CNE levou o caso à Justiça, mas agora o Ministério Público deu razão ao Ricardo Araújo Pereira, ao Pedro Mexia, ao João Miguel Tavares e ao Carlos Vaz Marques. Por quê? Porque arquivou o caso com o argumento óbvio: o comentário e a informação são uma coisa, a propaganda política dos partidos em campanha eleitoral é outra. Vamos ver então se desta vez a CNE agora se remete definitivamente à sua incompetência sobre esta matéria.
E eu olho para fora de portas. Será que no Reino Unido devia ser criado um simplex para processos de saída?
Eles, de facto, estão a precisar disso. O Brexit, a Escócia.
E agora é a família real. Ontem, depois de uma reunião familiar, a rainha disse que a família tem questões complexas para resolver, que há mais trabalho pela frente e pediu que as decisões finais fossem tomadas nos próximos dias. Para além disso, ficou também a saber-se que há um período de transição, onde é que já ouvimos isto, em que Harry e Meghan vão passar tempo no Canadá e no Reino Unido. Apesar da rainha ter assumido que quer resolver esta situação com rapidez, há muitas questões por esclarecer, principalmente a nível de segurança e também a nível da liberdade financeira do casal. Ora, com o Reino Unido a querer sair da Europa, a Escócia a querer sair do Reino Unido e os Sussex a quererem deixar a família real, talvez seja mesmo melhor criar este simplex.
Dá muito jeito, sem qualquer dúvida. Olhe, por falar em separações, será que o Livre e Joacine Katar Moreira vão mesmo meter os papéis para o divórcio?
De facto, já esteve mais longe esta separação.
E o próximo fim de semana pode ser decisivo neste processo. É que uma das 18 moções ao Congresso do Livre defende precisamente que ou a deputada abdica do lugar, do lugar de deputada, claro, ou o Livre então deve desvinculá-la ou desvincular-se dela, assumindo assim a perda de um representante do Parlamento. Vamos ver como é que o partido vai votar esta moção, que é apresentada por um conjunto de militantes, tem que ser sujeita agora à assembleia máxima do partido, e depois o passo seguinte é saber se o Livre, de facto, resiste como partido a este desejo, logo na primeira vez em que conseguiu eleger um deputado. A pergunta que se vai pôr seguramente é quem é que no futuro dará a confiança de voto ao Livre depois disto. Não é fácil de adivinhar, de facto.
E resumindo, Paulo, o que esta moção diz, na verdade, é que no Parlamento ou Joacine, ou o Livre, ou por outras palavras, e aqui com alterações a um ditado popular, esta moção diz: mais vale fora do que mal representados.
Exatamente. E no governo, Pedro Nuno Santos já está a preparar o país para mais uma derrapagem nos níveis de investimento público que estão previstos.
Se isso acontecer, não será propriamente nada de novo.
E este ano pode repetir-se. Por quê? Porque o ministro das Infraestruturas esteve ontem durante sete horas a apresentar e discutir no Parlamento o orçamento do seu ministério, é o que estão a fazer os ministros um a um, e Pedro Nuno Santos disse: "O orçamento não é uma fraude política, podemos é falhar a executar aquilo com que nos comprometemos." Ora, cá está, foi isso mesmo que aconteceu durante os últimos quatro anos, um após o outro. O governo prometia no início do ano, no orçamento, uma coisa e depois, ao longo do ano, só investia uma pequena parte dessa promessa quando se fala de investimento. É óbvio que há concursos que atrasam obras complexas, há outros concursos que são impugnados por concorrentes, como aconteceu agora no concurso da ferrovia, há atrasos em obras, enfim, sabemos disso tudo. São contratempos que acontecem sempre. Isto sempre aconteceu. O que se passa é que as previsões já deviam contar com estas possibilidades. A falta de prudência pode ser então depois confundida com a tal fraude política no orçamento que o ministro agora nega.
E para fechar, qual é a diferença entre um desastre eleitoral e um resultado jeitoso? Eu aproveito para responder. 0,4%, senhora professora, porque quando em outubro o PS teve mais 8,5% do que o PSD, eles acharam que houve um desastre e agora que perderam por 8,1, acham que tiveram um resultado jeitoso. Esta não é uma pergunta minha.
Também não é tua.
Também não faz esta pergunta. Nem a pergunta, nem a resposta passaram pelo nosso teclado e este, na verdade, é um tweet de Rui Rio ontem ao final da tarde, numa crítica à leitura dos resultados pela oposição. Por isso, Carla e Marijó, com políticos a fazerem as perguntas por nós, se calhar eu e o Paulo amanhã chegamos um pouquinho mais tarde. Só se trouxerem cá os políticos. Só desculpas.
E com jeito, o Rui Rio tem jeito aqui nesta rábula da professora e de Joãozinho, basicamente.
Mas vamos aproveitar aqui as contas didáticas de Rui Rio para fechar este Ainda Bem Que Me Faz Essa Pergunta com Contar pelos Dedos, uma canção do projeto infantil criado por Maria Vasconcelos.
Conto com os dedos das mãos, mas se o total é mais que 10, tenho de tirar os sapatos e usar os dedos dos pés. Não é mesmo nada prático ter de estar a descalçar sapatos, meias, collants, só para somar sem me enganar. A professora ensinou-me que posso usar a cabeça, pôr a parcela meia encostada no meio da testa. Junto coisa mais pequena que nas mãos já vai caber e conto a partir da grande para o total vir a saber.
Contar pelos Dedos, de Maria Vasconcelos, a fechar o Ainda Bem Que Me Faz Essa Pergunta de hoje, com o Paulo Ferreira e Miguel Cordeiro. Amanhã há nova edição.
A questão é difícil. Eu acho que a sua questão é muito importante.
Eu não lhe vou responder essa pergunta, porque não me apetece.
Ficará eventualmente a pergunta no ar. É uma boa pergunta essa.
Obrigada por ter ouvido este podcast. Se gostou, pode subscrevê-lo, pode partilhá-lo e também pode ouvir a Rádio Observador online em 98.7 em Lisboa e em 98.4 no Porto.