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A questão é difícil.
Eu acho que a sua questão é muito importante.
Eu não lhe vou responder essa pergunta, porque não me apetece.
Ficará eventualmente a pergunta no ar.
É uma boa pergunta, essa.
Ainda bem que faz essa pergunta com Paulo Ferreira e Júlio Magalhães. Esta quinta-feira com perguntas sobre a região do Douro, uma nova auditoria. E Paulo, Rui Rio.
É verdade, o banho de ética que Rui Rio pediu para a política vai acabar mal?
Ontem soubemos que há investigações ao ex-líder do PSD por suspeitas na gestão do partido.
É verdade, as suspeitas prendem-se com salários de funcionários do partido que estariam a ser pagos através do orçamento do Parlamento. Na prática, funciona assim: os partidos têm direito a contratar assessores parlamentares, que acabam por fazer trabalho nas sedes do partido e não nos gabinetes da Assembleia da República. A Polícia Judiciária fez ontem várias buscas, já sabemos, também à casa de Rui Rio. Aliás, o espetáculo a partir da varanda foi evidente. O líder do PSD, que em tempos disse que a política precisava de um banho de ética, pode agora vir a confirmar essa sua avaliação. Vamos então aguardar pelo desenvolvimento do caso.
Aqui uma expressão conhecida: Lisboa não deu cavaco às dropas.
Ontem a Câmara apresentou o plano para a Jornada Mundial da Juventude.
É sim, algumas câmaras à volta não gostaram particularmente disto, sobretudo Loures. Há um plano geral que vai ser apresentado dia 15 e o combinado era as autarquias que recebem as jornadas adaptarem e fazerem planos próprios depois de conversas conjuntas. Ora Lisboa antecipou-se e ao que parece não deu satisfações, ou seja, cada um por si. Alguém estranha ainda que Lisboa tenha o seu próprio ritmo e o país tenha outro, até mesmo para os vizinhos? É caso para dizer: bem-vindos ao clube. E depois do quartel roubado, trancas à porta.
São várias as suspeitas na defesa, mas, Paulo, agora vem aí uma nova auditoria.
Vem uma auditoria que chega muito tarde, como é evidente. Marco Capitão Ferreira demitiu-se de secretário de Estado da Defesa por ser constituído arguido com várias suspeitas relacionadas com as suas anteriores funções no setor público empresarial da área da Defesa. E agora a Ministra da Defesa pediu ao Tribunal de Contas uma auditoria à IDD Portugal Defence, precisamente a unidade que foi presidida pelo agora demitido. Mas as suspeitas não são de agora, agora só se concretizaram judicialmente. Se queria atuar a tempo e de forma preventiva, a defesa só tinha que ter pedido auditorias há uns anos, quando as suspeitas começaram. Agora já se assumiu o custo político e os danos que podem resultar para o governo com a saída do secretário de Estado. A partir daqui os danos serão menores. Aliás, como aconteceu na TAP.
Quem olha para a região do Douro.
Há um alerta para ainda salvar a região vitivinícola.
É isso. Chama a atenção uma carta ontem publicada e assinada por muitos importantes produtores que alertam para a grave situação da Região Demarcada do Douro, que tem mais de 19 mil viticultores e mil empresas, e que estão sujeitas a um quadro regulamentar que já tem 100 anos. Foi prometido alterar, porque o vinho DOC Douro cresceu muito e o vinho do Porto decresceu, mas até agora ninguém se mexeu. Conhecida internacionalmente e considerada um património, esta região corre um sério risco. No passado dia 10 de junho foram vários os alertas, mas ao que parece está tudo na mesma e com isto a desertificação cresce. Nada de novo.
Júlio Magalhães e Paulo Ferreira com as perguntas que marcam a atualidade.
A questão é difícil.
Eu acho que a sua questão é muito importante.
Eu não lhe vou responder essa pergunta, porque não me apetece.
Ficará eventualmente a pergunta no ar.
É uma boa pergunta, essa.