Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Eu ouvi a pergunta, mas ela não é uma pergunta.
A pergunta parte de um princípio errado.
Eu respondo-lhe a isso quando me disser aqui olhos nos olhos.
Eu às vezes tenho mais para fazer do que estar a responder diariamente.
Estas perguntas são uma antecipação daquelas que a comunicação social vai fazer.
Isto parece que é cada tiro, cada melro. Ou será que com Gouveia e Melo é mais tiros na água?
É cada tiro, cada melro, porque de cada vez que fala há uma polêmica qualquer e os tiros são na água, porque até agora só lhe têm trazido dissabores. Gouveia e Melo virou-se contra a Agência Lusa, ou a campanha de Gouveia e Melo respondeu e acusou a Agência Lusa de publicar uma notícia falsa, tal que dizia que a decisão de avançar para a candidatura foi tomada como reação a uma alegada tentativa de Marcelo Rebelo de Sousa de travar a candidatura. A Lusa, entretanto, veio rejeitar e repudiar as acusações que vieram da candidatura de Gouveia e Melo, que também teve de ouvir Marques Mendes dizer que o almirante só diz disparates e está sempre a contradizer-se. Gouveia e Melo, entretanto, respondeu também, disse que isso é pequena política, não sabemos o sentido de pequena política, e também atacou pelo caminho Cavaco Silva.
Se calhar só tu é que não fazes isso.
Sou eu, exato.
Não foste o único.
Não fui o único. Obrigado.
Quando li nas notícias .
Pensaste isso. Não, mas também respondeu a Cavaco Silva. E foi com algum acinte, porque se referiu ao protetor de Marques Mendes. Mas a verdade é que Gouveia e Melo precisa urgentemente de afinar a pontaria, a não ser que queira acertar noutro sítio que não no próprio pé, que é onde tem acertado nos últimos tempos.
Paulo, então se funciona no Porto, por que não funciona em Lisboa?
É uma boa questão. Por quê? Porque parece que estamos aqui num país de dois sistemas.
Durante anos perguntei isso, mas era sobre futebol.
Exato. E sobre as pensionistas, que sabem bem no Porto e não sabem em Lisboa. Se calhar nas últimas semanas também tens perguntado.
Aqui é um tema menor. Estamos só a falar do Serviço Nacional de Saúde.
Pronto, ok.
Falamos, neste caso, do SNS. Aliás, o Observador tem uma reportagem sobre a articulação entre as equipes das várias unidades de saúde. No Porto, a urgência pediátrica integrada do Hospital de São João funciona há quatro décadas, da mesma forma que o governo quer implementar agora na região de Lisboa e que tem dado grande brado. E no Porto funciona bem. Trabalham equipes de quatro hospitais e quando o modelo foi desenhado, não houve resistência dos profissionais. Eles dizem que basicamente basta ter em atenção o utente. Em Lisboa, é o que se tem visto. Os clínicos recusam esta integração, recusam-se a trabalhar a 30 km de distância do hospital onde estão hoje a prestar serviço. O país é o mesmo, o Estado é o mesmo, mas parece que de fato estamos a falar de dois continentes e duas culturas diferentes. E se calhar até estamos.
Olha, na educação também acontece o mesmo.
Exato.
Bruno, então já nem na BBC se pode confiar.
Nem na BBC, essa instituição quase milenar da televisão, do serviço de informação. O que me leva a pensar que faz-lhes falta uma ERC. Se houvesse um regulador tão eficiente como o nosso, a BBC de certeza não estaria a viver este momento complicado, em que no domingo se demitiram o diretor-geral e a CEO da BBC News. Mas o problema não foi apenas a manipulação de um discurso de Donald Trump. Manipulação, ou seja, juntaram ali coisas que Donald Trump tinha dito com um intervalo, um lapso temporal grande, como se tivesse dito em continuidade, isto em janeiro de 2021, aquando da invasão do Capitólio. Mas também envolve aqui vários aspectos relacionados com a política editorial do serviço público de televisão britânico. Gaza, transgêneros, racismo, aqueles temas a que ninguém consegue escapar nas redes sociais e em que a BBC foi muito seguindo ao sabor do vento, divulgando notícias mal pesquisadas que contribuíam para as teses do racismo estrutural ou então censurando notícias potencialmente polêmicas, como as da participação de atletas transgênero em provas desportivas femininas. Os diretores que agora se demitiram continuam a defender a imagem da BBC, admitem que foram cometidos alguns erros, mas que não há um enviesamento institucional e sistemático. Mas há muitas dúvidas que põem em causa a credibilidade da estação e quando se põe em causa a credibilidade, depois é difícil voltar atrás.
Entretanto, Luanda está a inaugurar, imaginem, um novo aeroporto. Vamos lá aprender como se faz, Paulo.
Devíamos ir. Perceber como é que se faz um aeroporto em cerca de 15 anos. O novo Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto já começa a receber voos. A partir de um dezembro, a própria TAP vai passar a voar para lá, passa a ser o aeroporto de Luanda, se quisermos. A estrutura antiga vai ter outra finalidade. A construção demorou 15 anos, desde a tomada de decisão política de avançar com o projeto. A capital angolana fica assim com uma infraestrutura moderna, que vai ajudar vários setores econômicos, não só o turismo. Os chineses financiaram a obra e certamente que vão querer o retorno devido. E longe de estarmos aqui a sugerir que o regime angolano deve ser exemplo para o que quer que seja, pelo menos neste caso, eles foram muito mais eficazes do que o engonhanço português, que já dura há mais de cinco décadas. E, portanto, se calhar temos que ir ver a Angola.
Eu ouvi a pergunta, mas ela não é uma pergunta.
A pergunta parte de um princípio errado.
Eu respondo-lhe a isso quando me disser aqui olhos nos olhos.
Eu às vezes tenho mais para fazer do que estar a responder diariamente.
Estas perguntas são uma antecipação daquelas que a comunicação social vai fazer.