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Duas horas. As notícias com Teresa Freire. Boa noite. 40% das pessoas que fazem apostas online em Portugal usam plataformas ilegais, que são já milhares. Na semana em que o Parlamento vai discutir este tema, a Associação Portuguesa de Apostas e Jogos Online divulgou um estudo feito pela Eximars, que conclui que quatro em cada 10 jogadores apostam em sites ilegais. Em entrevista ao Observador, o presidente da associação, Ricardo Domingos, considera que nos últimos anos houve uma normalização do jogo ilegal.

Neste momento, eu diria, e nos últimos anos, parece-nos que há uma normalização muito grande daquilo que é a atividade de jogo ilegal, e a diferença entre os operadores regulados e os operadores ilegais é uma mera licença. Os operadores ilegais oferecem tudo aquilo que os operadores regulados oferecem e ainda mais uma série de coisas que não é permitido aos operadores regulados oferecer.

Ricardo Domingos espera, por isso, que a nova lei seja eficaz contra as milhares de plataformas ilícitas. O jogo online licenciado em Portugal existe há uma década. Um estudo revela que 70% dos jogadores gastam até €50 por mês. A associação considera que os influenciadores contribuem para esta normalização do jogo ilegal.

Há aqui um contributo de vários fatores que ajudam a normalização daquilo que é o jogo ilegal. Desde logo, os influenciadores que promovem os operadores ilegais, sem grande consequência. Têm vindo a promover ao longo destes anos e que nós saibamos, sem qualquer consequência criminal. Por outro lado, há também os meios de pagamento que são oferecidos. Os operadores ilegais oferecem os mesmos meios de pagamento que os operadores regulados.

Ricardo Domingos, numa entrevista conduzida pela editora adjunta da economia do Observador, Ana Samlez. O governo vai mexer na Lei dos Jogos e Apostas Online uma década depois desta ter sido criada. O ministro da Economia tinha já remetido as alterações para este verão. Agora, esta quinta-feira, o tema será discutido no Parlamento pela mão do LIVRE. Mais de 1200 operacionais combatem a esta hora três incêndios em Proença-a-Nova, Portel e Mirandela. Os dois focos de incêndio em Proença-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, já estão em fase de resolução. As chamas deflagraram perto das 16h de segunda-feira, numa zona de difícil acesso. O operacional da Proteção Civil, Miguel Oliveira, revela que, ainda assim, estes três incêndios vão dar trabalho durante esta noite.

O incêndio de Alvito de Aveiro teve o seu início ontem, portanto, é sempre um incêndio que nos traz preocupação, no sentido de que todo o trabalho que foi desenvolvido, nomeadamente durante todo o dia de hoje, não tenha qualquer tipo de retrocesso. Há essa aposta no sentido de resolver o incêndio. O incêndio de Cedães, em Mirandela, é um incêndio um pouco diferente, inclusive na sua topografia. É um incêndio que também nos preocupa. Vamos ver como correrá hoje à noite, que se antevê um pouco mais úmida.

Miguel Oliveira, em declarações à Rádio Observador. Neste momento, em Proença-a-Nova, quase 600 operacionais mantêm-se no teatro de operações, apoiados por mais de 200 viaturas. Já em Cedães, no Conselho de Mirandela, quase 200 bombeiros continuam no terreno, com quase 70 veículos. No distrito de Évora, o incêndio no Conselho do Portel continua a lavrar. Às 22h, a Proteção Civil dava conta de quatro frentes ativas. O operacional Miguel Oliveira revela que não há casas em perigo neste incêndio.

O incêndio de Portel é um incêndio maioritariamente em zona agrícola, portanto, com uma velocidade de propagação diferente, e que também nos traz essa preocupação. Foram mobilizados ao longo destas horas muitos meios para o teatro de operações. Vamos ver como corre também a estratégia montada.

O operacional da Proteção Civil, Miguel Oliveira, em declarações à Rádio Observador. A esta altura, estão mais de 300 operacionais no local, apoiados por mais de 100 viaturas. O IP2 continua cortado ao trânsito entre a zona de Portel e da freguesia de Monte do Trigo. Na atualidade política, Luís Montenegro apoia António Costa num segundo mandato como presidente do Conselho Europeu. A notícia é avançada pelo jornal "Expresso", que cita uma fonte do governo. António Costa ainda não se pronunciou sobre o futuro, mas o primeiro-ministro português quer que o antecessor fique mais dois anos e meio à frente do Conselho Europeu. Em causa, a solução proposta pelo presidente do PPE, o Partido Popular Europeu, que defende que não se mexa nos cargos do topo até ao final da atual legislatura, o que implica tanto a reeleição de António Costa, mas também de Roberta Metsola como presidente do Parlamento Europeu. O mandato do português só termina em junho do próximo ano, mas a discussão está já em cima da mesa porque está relacionada com o mandato de Roberta Metsola, que termina já em janeiro. O antigo presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, critica o ruído mediático e político dos últimos tempos. O antigo chefe de Estado esteve esta terça-feira na entrega do prêmio António Champalimaud, uma cerimónia que contou com a presença do primeiro-ministro, do presidente da Assembleia da República e do atual presidente da República. No discurso, António José Seguro insistiu que um pacto para a saúde é necessário, mas acabou por ver um antecessor roubar as atenções à saída do evento. Vasco Maldonado Correia.

Como quem não quer a coisa, Aníbal Cavaco Silva garante que está de fora, mas não resiste a um breve comentário.

Eu não quero acrescentar nada a todo o ruído político que anda por aí, que eu penso que não serve os interesses do país, porque eu estou neste momento na condição de reformado das questões de política.

Sobre a que ruído se refere, ao certo, o antigo chefe de Estado não explica, mas reforça.

Compreendam que eu não quero acrescentar nada ao ruído mediático que existe neste momento no país, demasiado intensivo e se calhar, muito pouco justificativo.

Cavaco esteve sentado ao lado de Marcelo Rebelo de Sousa, esse ainda menos falador, na cerimónia de entrega do Prémio António Champalimaud 2026. Foi da plateia que ouviram o sucessor de ambos, António José Seguro, pedir a defesa do Serviço Nacional de Saúde.

É uma das grandes realizações da democracia portuguesa, porque nasceu de um princípio profundamente democrático: o de que a saúde é um direito de todos e não um privilégio de alguns.

Ideia que leva o Presidente da República a insistir numa das principais bandeiras eleitorais.

É dever de todos melhorar uma das maiores conquistas da democracia portuguesa. É esse o sentido do pacto para a saúde que lancei no início do meu mandato e para o qual é necessário canalizar todas as nossas energias.

António José Seguro esteve com o Primeiro-Ministro e com o Presidente da Assembleia da República na entrega do Prémio António Champalimaud. Este ano os vencedores foram dois investigadores, o húngaro Botond Roska e o francês José-Alain Sahel, pelo trabalho que permitiu a deficientes visuais ou cegos devido a doenças da retina recuperarem a visão.

Vasconal do Correia a acompanhar a entrega do Prémio António Champalimaud em Lisboa. Na plateia esteve também o antigo primeiro-ministro Pedro Santana Lopes, o Procurador-Geral da República e a Provedora de Justiça. Notícia de fecho deste jornal das 14h. Informação está de regresso às 14h30.