Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Eu ouvi a pergunta, mas ela não é a pergunta.
A pergunta parte de um princípio errado.
Eu respondo-lhe a isso quando me disser aqui olhos nos olhos.
Eu às vezes tenho mais para fazer do que estar a responder diariamente.
Estas perguntas são uma antecipação daquelas que a comunicação social vai fazer.
O mundo está mesmo a ficar mais perigoso, Bruno.
E basta olhar para aquilo que está a acontecer no Médio Oriente e todas as reações no resto do mundo. Podemos olhar aqui para mais perto de nós. Em França, o presidente Emmanuel Macron declarou numa base militar em Brest que a França vai aumentar o número de ogivas nucleares do seu arsenal e que deixará de divulgar publicamente o número exato dessas ogivas. Afirmou também, Macron, que o país entrou numa fase que chamou de dissuasão nuclear avançada, isto neste contexto de riscos e tensões geopolíticas crescentes, e sublinhou ainda que a Europa não deve depender sempre de terceiros para a sua defesa, referindo-se aos Estados Unidos, e apelou aos parceiros europeus para se juntarem à discussão sobre a segurança e estabilidade do continente. Dito assim, até parece bem, até parece que é o caminho a seguir para a segurança do continente, mas como ontem dizia o Paulo, ninguém sabe onde é que isto vai parar. Já sabemos como é que começou, mas aquilo que se vê no horizonte são nuvens negras. Hoje são o Paulo.
O Paulo, o nosso Paulinho, não é o Paulo Rangel, é o nosso Paulinho.
Não é o Paulo, não é o ministro dos Negócios Estrangeiros que vamos ouvir no Explicador.
Ó Paulo, porque que o Paulo Ferreira ...
Paulo Jorge.
Paulo Jorge, por que o governo demorou dias a revelar que o acordo da Base das Lajes foi cumprido?
Não se entende, de facto, por que se deixou crescer a polêmica.
É verdade.
A polêmica que, aliás, o Paulo Rangel fez nascer quando fez umas declarações equívocas e tentou chutar pra canto, num primeiro momento, esta questão dos pedidos de autorização dos Estados Unidos para utilizar as Lajes. Ele disse que não era necessário. Mas disse aquilo num momento em que referia-se a um momento, segundo bem percebi, e daqui a pouco já vamos perceber melhor, referia-se talvez a um momento em que ainda não tinham sido iniciados os ataques ao Irão. Por quê? Porque o acordo entre Portugal e os Estados Unidos diz que a utilização da base açoriana para operações militares que não sejam decididas por organizações internacionais em que os dois países são membros, Portugal e Estados Unidos, portanto, nesse contexto, essa utilização requer uma autorização prévia de Portugal. É claramente esse o caso, portanto, esta é uma decisão unilateral dos Estados Unidos de Israel, este ataque ao Irão. Portugal, nesse sentido, não foi tido nem achado sobre o ataque em si. E o ministro dos Negócios Estrangeiros esclareceu ontem, finalmente, que a autorização foi pedida e foi dada. Só que há uma questão de timing. Em que momento é que isso aconteceu? De facto, há essa dúvida ainda.
Foi depois.
Mas pelo menos esta polêmica até agora tinha sido facilmente evitada se, obviamente, o governo tivesse esclarecido tudo direitinho, já agora com horas e minutos.
Paulo Artur.
Sou este.
Paulo Renato.
Não, é Artur.
É Artur. Pronto.
Bruno, há cada vez mais portugueses sem médico de família.
Já nem devia ser notícia, mas só num mês há mais 36 mil utentes sem médico de família e ao todo o número já ultrapassa 1 milhão e 600 mil, sendo que mais de 1 milhão e 100 mil destes utentes são da região de Lisboa e Vale do Tejo. Para se ter uma ideia, o número de utentes sem médico de família na região Norte é de 104 mil. Será isto um dos sintomas do centralismo? Uma das explicações para estes números reside também no aumento do número total de inscritos nos centros de saúde, um recorde. São atualmente 10.746.324. É muita gente para tão poucos médicos e não há maneira de os governos assim cumprirem a promessa que todos fazem de todos os portugueses virem a ter médico de família.
Paulo, AD, CHEGA e PS estão a precisar de uma terapia conjugal.
De facto, eles não se entendem nem por nada. E se nós sabemos que os entendimentos a dois já são difíceis, relações a dois, quando passam pra relações a três, que na verdade até são a quatro, porque a AD em si já tem dois partidos, o PS e o CDS, embora a tensão não esteja aí, quando isto passa para o nível de relações a três, tornam-se praticamente impossíveis alguns entendimentos. E é isso que se tem visto com as tentativas de nomeação de responsáveis para uma série de órgãos externos, que têm que ser feitas por maioria no Parlamento, e obriga a entendimentos entre as três maiores bancadas, até porque há aqui equilíbrios que é importante manter. Ontem adiaram pela quinta vez a tentativa de chegarem a consenso. Desta vez foi novamente o CHEGA a pedir o adiamento. Anteriormente tinham sido outros partidos. Estão em causa aqui as nomeações para o Conselho de Estado, para o Tribunal Constitucional, três vezes o Tribunal Constitucional, o cargo de Provedor de Justiça, que está em aberto depois da saída da anterior Provedora para o governo, que entretanto também já deixou. E há outros órgãos, aqui são algumas dezenas de cargos. Tudo atirado para as calendas, instituições a funcionarem com quórum reduzido ou sem liderança. É uma casa portuguesa, com certeza, é esta.
Eu ouvi a pergunta, mas ela não é a pergunta.
A pergunta parte de um princípio errado.
Eu respondo-lhe a isso quando me disser aqui olhos nos olhos.
Eu às vezes tenho mais para fazer do que estar a responder diariamente.
Estas perguntas são uma antecipação daquelas que a comunicação social vai fazer.