Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Eu ouvi a pergunta, mas ela não é uma pergunta.
Eu percebo as vossas perguntas, mas vamos com calma, tá bem? Não quero que ninguém se magoe.
Eu respondo-lhe a isso quando me disser aqui olhos nos olhos.
Eu às vezes tenho mais para fazer do que estar a responder diariamente.
Calma, Jesus.
Paulo, e já se começa a falar de crise política com demasiada frequência?
Já, Luís, e ainda que seja para rejeitar ou para alertar para as suas consequências, o fato é que se vai falando do assunto. Ontem voltou a acontecer, foi nas jornadas parlamentares da AD, que se realizam em Cascais. Luís Montenegro estava fora, ele foi à bola, que é sempre mais importante, como sabemos, e por isso coube a Nuno Melo a abertura dos trabalhos. O líder do CDS disse que só mesmo alguém irresponsável é que pode desejar uma crise política. No final, diz Nuno Melo, essas pessoas poderão ter uma desilusão. Mas Nuno Melo não tem dúvidas, diz que o fato é que já se antecipa por aí outra crise política. É possível que nos cálculos da oposição faça parte, de facto, o derrube do governo e a antecipação de eleições. Mas o governo também tem um bom antídoto para isso. Basicamente, é governar muito bem para que o Chega e o PS não tenham sequer essa tentação. Vamos ver se conseguem agora.
Bruno, o que se passa? Não há água em Almada?
Há muita água em Almada, Maria João. Há no rio, nas praias, só não há água nas torneiras. E não sou eu que o digo, são os moradores da Costa de Caparica que na última semana em particular têm convivido com o problema da falta de água. São falhas diárias no abastecimento e que se prolongam por horas. No passado havia alguns problemas pontuais, mas nada perto daquilo que se verifica agora. Um problema que tem afetado os moradores, mas também os negócios, cafés, restaurantes também em particular, mas outros negócios, centros comerciais, outras lojas. Choveu muito no inverno? Isso não interessa, a água falta na mesma. A autarquia liderada por Inês de Medeiros do PS sacou logo dos números. Este ano houve um aumento do consumo de água de 4,3% no conselho em relação aos primeiros seis meses do ano passado. E é o maior consumo, diz a Câmara, dos últimos 75 anos. E a pergunta que se faz é: e então? Os políticos às vezes acham que os problemas se mitigam com dados e os dados, mesmo estes dados, não explicam como é que parte de um conselho como Almada tem problemas tão graves no abastecimento de água. Paulo, e agora um tema que te é muito caro. Como é que as seleções de futebol aceitam jogar um campeonato viciado?
Essa era uma pergunta que muitas pessoas estavam a fazer ontem depois da FIFA ter anulado a suspensão de um jogador norte-americano, isto após um telefonema de Donald Trump para Gianni Infantino, o todo-poderoso presidente da FIFA. O caso conta-se rapidamente, o avançado norte-americano, o Folarin Balogun, é assim?
Está correto.
É este mesmo, foi expulso com cartão vermelho no jogo contra a Bósnia, por ter pisado um defesa da outra equipe e há uma suspensão automática, as regras ditam uma suspensão automática de um jogo aos jogadores que recebem vermelhos. Mas neste caso, quem entrou em campo logo a seguir foi Donald Trump, ligou a Infantino, o homem que há uns meses lhe tinha dado o Nobel da Paz, e a FIFA retirou essa suspensão de um jogo e assim o jogador podia jogar a próxima partida, que foi esta madrugada contra a Bélgica. Mas todas as outras equipes continuaram serenamente, como se nada tivesse passado. A Bélgica ainda protestou porque ia jogar contra os Estados Unidos, de resto, silêncio absoluto. Não admira, as federações nacionais são muitas vezes cúmplices da FIFA e em muitos casos não têm um padrão moral que seja muito diferente deste.
Eu ouvi a pergunta, mas ela não é uma pergunta.
Eu percebo as vossas perguntas, mas vamos com calma, tá bem? Não quero que ninguém se magoe.
Eu respondo-lhe a isso quando me disser aqui olhos nos olhos.
Eu às vezes tenho mais para fazer do que estar a responder diariamente.
Calma, Jesus.