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Começa agora mais uma Boa Moeda, Má Moeda. Paulo, praticamente tudo na mesma quando enchemos o depósito, não é?
Esta semana nem se vai notar a diferença em relação à semana passada.
Os 20 € continuam a ser 20 €.
Exatamente. Por incrível que pareça, é essa a cotação, o câmbio. O preço do gasóleo deve descer um cêntimo, ou seja, nem se dá conta do ajustamento que algumas bombas de gasolina podem fazer. E o da gasolina deve manter-se. Isto são preços de referência sempre, portanto, mesmo quando mudam, as bombas de gasolina não são obrigadas a mudar, como é evidente. E por quê? Porque o Brent, sabemos disso há cerca de duas semanas, teve uma forte queda, depois daquele memorando de entendimento a ser assinado na altura entre os Estados Unidos e o Iraque. Entretanto, as cotações estabilizaram na casa dos $70 por barril. Ontem, ao fim do dia, estavam nos 72,60. Portanto, aqui o efeito de queda que já se verificou na semana passada e que agora também foi compensado de alguma forma pelas cotações internacionais do gasóleo e da gasolina, que mexeram um pouco. E, portanto, agora há uma certa estabilidade depois da queda da semana passada, que essa sim, foi forte. Agora vamos continuar a olhar para o preço das matérias-primas para saber se há aí uma nova queda substancial que venha a refletir-se depois, proximamente, no preço dos combustíveis.
E continuar a olhar para as negociações, não é?
Exatamente.
Uma coisa é certa, daqui a três dias vamos pagar mais por algumas compras online.
Já falámos disso em tempos, mas depois o tempo passa e a data em que as medidas entram em vigor vai chegando e é já a partir do dia 1 de julho. Estamos a falar do quê? Das compras online feitas na União Europeia, de produtos de baixo valor, até considerado aqui baixo valor 150 €, que são feitas nas plataformas de venda internacionais, nomeadamente aqui o alvo são as plataformas chinesas como a Temu ou a Shein, não sei como é que vocês costumam dizer, mas que são conhecidas por venderem muitos produtos, por venderem quase tudo e a preços muito baratos. Enfim, depois o critério da qualidade, cada um fará a sua avaliação. Mas são medidas da União Europeia. Estes produtos entravam sem pagar taxas aduaneiras na União Europeia, precisamente porque eram produtos de baixo valor. Esta isenção termina no dia 30 de junho e a partir de agora cada produto destes, atenção, vai pagar 3 € à entrada.
Cada produto ou cada embalagem?
Cada produto, mesmo. 3 € à entrada nas fronteiras europeias. A ideia aqui é tentar que estes produtos não tenham uma vantagem competitiva por virem de fora e por estarem livres de impostos à entrada. Isto é uma medida temporária, este preço fixo de 3 €. Por quê? Porque na União Europeia está a ser tratada uma plataforma que todos os países vão aplicar e que depois permite taxar os produtos em função do seu real valor, em vez de ser isto, 3 € para tudo o que custa até 150 €. Mas isso só vai estar pronto daqui a dois ou três anos, provavelmente só em julho de 2028, e portanto, até lá, há esta medida. Agora, cada um tem que fazer as contas para saber até que ponto é que continua a compensar. Nalguns casos, os 3 € ainda pesam, digo eu, numa encomenda. Se pensarmos numa encomenda de 30 € ou num produto de 30 €, 3 € são 10% de aumento à partida.
Ontem vi um vídeo da Helena Garrido. Se fossem, imagina, três t-shirts, era 3 €. Se fosse uma t-shirt e umas calças era 6 €, porque eram categorias diferentes.
Depois depende da descrição também que vem no produto. Enfim, isto não é fácil de aplicar, porque é difícil o que vem dentro das embalagens.
Pode haver surpresas, só para não contar.
Sem dúvida. Há aí um certo fator também de uma decisão aleatória, que aliás, para nós consumidores, quando somos chamados a pagar taxas alfandegárias de um produto que vem não sei de onde, há muita surpresa. Nunca sabemos se vai ser cobrado, se não vai ser cobrado e quanto é que vai custar. Enfim, há assim um bocadinho um certo borrachado económico e fiscal nestas coisas, mas pelo menos a medida é essa, 3 € por produto que venha de plataformas fora da União Europeia.