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Está no ar o Boa Moeda, Má Moeda com a Judite França, manhã de segunda-feira. Bom dia, Judite.

Bom dia.

Hoje vamos começar o Boa Moeda, Má Moeda com notícias da taxa de inflação.

Vamos falar da taxa de junho, que em relação ao ano passado caiu para 2,8% na zona euro, segundo o Eurostat. Os dados divulgados pelo serviço estatístico da União Europeia na área do euro mostram que o indicador abrandou em junho, depois de três meses de subida causada pelos preços da energia. Em maio, o valor chegou aos 3,2%. No conjunto dos 27 Estados-membros, a inflação anual desacelerou para 2,9%, face aos 3,3% do mês anterior, e aumentou na comparação com o ano passado para 2,3%. O indicador avançou em março, abril e maio em ambas as áreas como consequência da subida de preços da energia provocada pela guerra no Oriente Médio e o encerramento do estreito de Ormuz à navegação comercial. Entre os Estados-membros, as menores taxas de inflação foram observadas em junho na Suécia, 1% apenas, República Checa 1,1% e Dinamarca 1,8%. Enquanto as mais altas registaram-se na Roménia, 9,2%, Lituânia 5,4% e Bulgária 5,2%. Em Portugal, a taxa de inflação anual manteve-se nos 3,1% na comparação em cadeia, mas subiu face à de 2,1% de junho de 2025.

E agora olhamos para o preço das casas. Upa, upa! Parece que não param de subir. As casas vendidas em Portugal atingiram o máximo histórico.

E curiosamente, o número de casas vendidas caiu no início do ano e, portanto, os preços continuaram a aumentar e a atingir novos recordes, ou seja, vendem-se menos casas, mas por valores cada vez mais altos. O INE revela que depois de ter subido 19,8% no último ano, o preço mediano das casas vendidas foi de €2.337 por metro quadrado no início deste ano. É o valor mais alto de sempre. Nos primeiros três meses de 2026, foram vendidas quase 36 mil casas, menos 10,5% face ao mesmo período do ano passado. É uma queda grande. É o segundo trimestre seguido em que o número de casas vendidas cai, enquanto os preços da habitação continuam a subir. A tendência de queda do número de casas vendidas foi sentida na maioria do território português, com maiores reduções nas regiões da Madeira, Aveiro, Alentejo Litoral e Leiria. Segundo o INE, a Grande Lisboa e a Área Metropolitana do Porto, embora tenham registado quedas nos números de transações, concentraram 34,7% das vendas no primeiro trimestre. Tanto os dados do INE como os do Eurostat concordam: Portugal continua a ser o país da União Europeia onde a habitação mais encareceu.

Parece que não para de aumentar o preço das casas em Portugal. Está feito o Boa Moeda, Má Moeda, com a Judite França nesta manhã de segunda-feira. Amanhã voltamos a recebê-la para olhar para as notícias que mexem com o nosso bolso. Até amanhã, Judite.

Até amanhã.