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O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), manifestou esta segunda-feira solidariedade para com os manifestantes pelo direito à habitação e apelou à serenidade de todos, recusando-se a comentar a intervenção policial na madrugada de domingo no Rossio.

“Eu estou aqui do lado daqueles que têm esta causa [pelo direito à habitação] e, portanto, ela é absolutamente importante. Em relação àquilo que são as imagens [da intervenção policial na madrugada de domingo], eu não iria fazer aqui nenhum comentário, apenas pedir serenidade e calma”, declarou Carlos Moedas.

O autarca de Lisboa falava após uma cerimónia de entrega de chaves, no âmbito do Programa Renda Acessível, de um novo edifício de habitação no Bairro da Flamenga, na freguesia de Marvila, onde também esteve o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, que não prestou declarações aos jornalistas.

Ainda assim, numa curta intervenção no início da cerimónia, o ministro pronunciou-se sobre os protestos pela habitação: “eu sei que há muita gente a manifestar-se, e bem, tem que haver esse direito à manifestação, nós temos que estar preocupados com o tema da habitação, mas deve ser muito mais aquilo que nos une do que aquilo que nos separa.”

“E, antes de atirarmos pedras, olharmos para aquilo que está a ser feito, e a primeira preocupação dos municípios e do Governo foi entregar mais casas públicas e aumentar o apoio às rendas”, declarou Miguel Pinto Luz, recusando contribuir para “divisões artificiais” quanto ao problema da crise da habitação em Portugal.

Na madrugada de domingo, a PSP dispersou, à bastonada e com recurso a cães, as manifestações em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas.

Os manifestantes não acataram as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação, e a PSP interveio.

Segundo a PSP, registaram-se, no total, 33 feridos e 33 detidos por desobediência, nas duas cidades. Em comunicado, as organizações das acampadas referiam dezenas de feridos.

Os manifestantes exigem a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos “verdadeiramente acessíveis” à renda.

Os partidos de esquerda criticaram a carga policial, pediram esclarecimentos ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, e a intervenção do Presidente da República, António José Seguro.

À direita, o Chega defendeu a intervenção da polícia, sustentando que “o Estado se não podia acobardar”, e voltou a criticar o silêncio do primeiro-ministro, acusando-o de se esconder, enquanto a Iniciativa Liberal considerou que a resposta ao “falhanço nas políticas públicas de habitação” não pode passar pelo uso de “força repressiva sob a forma de cassetete”.

O PSD, partido do Governo, também defendeu a atuação policial.

[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]