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Boa moeda, má moeda, sempre com o Paulo Ferrari. Paulo, era expectável, os mercados reagiram ao anúncio do acordo no Médio Oriente.
Reagiram positivamente. No caso das bolsas, em alta, registaram quase todas, sobretudo as americanas, novos valores máximos históricos. O petróleo, naturalmente, caiu e ontem esteve uma queda média de 5%, andou ali à volta dos $82. Só pra termos uma ideia, ontem, dados citados pela agência Bloomberg, ontem havia quase 600 navios retidos no exterior, no Golfo Pérsico, para lá, no interior do estreito de Ormuz e outras centenas do lado de fora, vazios, à espera de poderem entrar, carregar e voltar pra trás. É basicamente desta dimensão das coisas que nós estamos a falar.
Também por causa disto, há estimativas pra descida dos preços dos combustíveis, não é, Paulo?
É verdade. Estimativas feitas pela própria NAREC, a Associação Nacional dos Revendedores de Combustíveis, tendo em conta, obviamente, os preços de ontem do petróleo, ali à volta dos $80 por barril, um pouco mais acima, diz que a redução dos combustíveis na próxima semana, atenção, isto são estimativas que ainda carecem, obviamente, de verificação.
Senão anda na reserva até segunda-feira.
Sem dúvida, não vale a pena ficar de carro parado à conta desta descida potencial do preço dos combustíveis. Que a quebra na próxima semana pode ficar ali entre os €0,15 e os €0,20 por litro, se se mantiverem as condições de ontem. Nós sabemos que essas coisas são todas muito frágeis.
E hoje é terça-feira.
E hoje é terça-feira, portanto, ainda faltam quatro dias de mercado pra isto. A estimativa mais proeminente aponta pra uma redução ali próxima dos €0,15 por litro. Atenção que o preço do petróleo, do crude, é apenas um dos elementos que interfere no preço. Depois há os aditivos, os refinados, os impostos, e depois há o preço e a margem de cada marca e de cada posto de combustível. Mas de qualquer forma, mantendo-se o preço do petróleo a estes níveis, podemos esperar, na próxima semana, uma descida substancial do preço dos combustíveis.