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Bem-vindos ao "Caça ao Voto", um podcast especial da Rádio Observador que ativamos sempre em período de campanha eleitoral. É um daqueles programas que temos guardados no armário e que vamos buscar quando entramos na campanha. É sempre de segunda a sexta, durante os 15 dias da campanha eleitoral. E começamos por medir o pulso às prestações dos candidatos, num segmento a que chamamos "quem ganhou e perdeu votos". E aqui contamos com o olho de lince de Miguel Pinheiro, Rui Pedro Antunes e Judite de França. Vamos também à estrada ao encontro dos jornalistas do Observador, que estão a acompanhar as caravanas eleitorais. E antes de fechar, histórias de eleições passadas. E aqui contamos com a preciosa ajuda da Judite de França. Eu sou o Ricardo Conceição e o "Caça ao Voto" começa agora. Primeiro dia em pleno de campanha eleitoral, com Marta Temido sem medos de enfrentar 15 dias de correrias, beijinhos e carne assada.
Sábado, domingo. Se não os vimos lá outra vez, fica para a próxima.
Vão ser dias tão preenchidos como estes? Começou muito cedo, vai ter energia para duas semanas depois disto.
Acha que é muito ritmo?
Não sei, diga-me.
Eu não acho. Ainda só estou cansada-
Não está cansada por ter começado tão cedo também hoje?
Estou cansada, estou como estamos todos, mas tem de ser, faz parte do nosso trabalho.
Tem de ser, Marta Temido, que começou o dia bem cedo, por volta das 7h, na margem sul do Tejo e passou o dia no distrito de Setúbal com sete ações de campanha. Os candidatos também ainda vão vivendo o dia seguinte às regionais da Madeira, que ditaram aquele nó difícil de desatar e alguns tentam afastar o fantasma dos contágios. Mas está na hora de saber quem ganhou e quem perdeu votos neste primeiro dia de campanha. Miguel Pinheiro, vamos perceber, para ti, quem ganhou votos hoje. Vamos começar por quem ganhou, para não começarmos pelo lado negativo.
Olha, ganharam todos, menos as pessoas que têm um bugalho. Porque os partidos estão a se focar naquilo que são os temas que seduzem os seus eleitorados. Marta Temido está a fazer aquilo que se esperava, que é fazer uma campanha de sorrisos e simpatia, e falar muito sobre saúde. Os relatos que nos chegam da estrada dizem-nos que ela fala muito sobre o tempo em que foi ministra da Saúde, sobre aquilo que a União Europeia pode fazer na área da saúde. Está a ser seguida por jovenzinhos da JS que estão a gritar um slogan que se resume nisto: "Venceu a pandemia com saber e empatia". Não, não são os Santos Populares. Não, não é Quim Barreiros, mas é o PS em campanha.
Como é que é? Repete lá.
Eu estou a dizer isto com um tom mal disposto.
Queres que eu faça?
Faz favor, Rui.
Rui Pedro Antunes.
Então começa a dizer como é que é.
Venceu a pandemia com saber e empatia.
Venceu a pandemia com saber e empatia.
Vês? É por isso que ele é editor de política e tu és diretor executivo.
Ele é editor de política e é também o mestre de escola de Marvila para os Santos Populares. Não o percam a descer a avenida, vai ser em breve.
Márcia, já sabem quem é que podem convidar para padrinho.
Exatamente. André Ventura falou sobre imigração. É o grande tema do Chega nestas eleições, mesmo não havendo um problema de imigração acentuado em Portugal, mesmo não havendo um problema de violência acentuada e de insegurança em Portugal, André Ventura está a fazer tudo para que isto se transforme num tema português. E é difícil, porque a imigração é muito mais um tema em Itália, em Espanha, nos países que são confrontados com entradas diretas e em grandes números de imigrantes. Mas enfim, fez o seu papel. O PAN a pedir, como ouvimos aqui, um comissário para o bem-estar animal. Podemos concordar, podemos discordar, mas o tema que distingue o PAN nestas campanhas, especialmente agora que há vários partidos, como o LIVRE também e o Bloco, com discurso ecologista e questão animal, e por isso o PAN bem está a focar-se nesta área. O LIVRE a falar de mobilidade, lá está, a falar de assuntos ecológicos, etc. E por isso todos eles estão a ir aos pontos certos para o que lhes interessa.
Vamos continuar nesta ronda para saber quem ganhou votos neste primeiro dia de campanha eleitoral. Judite de França, para ti, quem ganhou?
Olha, posso começar por quem perdeu?
Não, não estragues o alinhamento. Já lá vamos.
Eu acho que hoje quem ganhou votos, escolhendo só um, acho que Marta Temido entrou no tom que lhe pode ser grato nesta campanha, que é esse tom fofinho, em que de repente diz que afinal está tão entusiasmada que não quer nove eurodeputados, quer 10, e depois diz que quer 10 cafés. Pronto, foi o momento que deu uma reportagem
Engraçada, com vozes menos afinadas que as do Rui Pedro a cantar esta musiquinha. Portanto, acho que é aquilo que Marta Temido melhor pode esperar é que todos os dias sejam assim, em termos de campanha na rua.
Rui Pedro Antunes, quem ganhou votos para ti?
Eu concordo que Marta Temido, aparentemente, mesmo não compreendendo muito bem por quê, nos testes de notoriedade, mesmo que as sondagens não lhe sorriam por qualquer razão, porque as pessoas também estão um bocadinho fartas do PS, enfim, há vários outros fatores, normalmente aparece bem posicionada nos estudos de notoriedade. Inclusivamente, chegamos a ver sondagens no passado, que contam um pouco para agora, em que ela estava melhor posicionada do que Pedro Nuno até para candidata a primeiro-ministro. A presença dela junto das pessoas, sendo que é a ministra que ficou marcada pela pandemia quando havia distância de segurança, é curioso, mas aparentemente o PS acha que isso puxa por ela e tendo em conta a prestação nos debates, que não foi nada de especial para ser simpático, é preciso procurar outra estratégia. E de facto, ela estar na rua não é mau, e mostrar trabalho, e mostrar presença. Essa presença mediática hoje parece que andou tudo um bocadinho à volta de Marta Temido e Sebastião Bugalho não conseguiu aproveitar muito. E depois Sebastião Bugalho, que é a comparação direta, a dizer: "Madeira, não falo sobre isso, aqui não tem que fazer geringonças". Parece que está sempre a fugir, ele é o candidato da AD.
Mas está sempre a dizer que é independente.
Certo.
Sente essa necessidade constantemente.
É bom que comece a assumir também o legado, quer do próprio governo, porque aquilo não é a candidatura do Sebastião Bugalho para o futuro político dele, é a candidatura da AD. E Marta Temido, nesse aspecto, teve ali outra coisa por dentro, que às vezes nestas questões dos cafés, pediu 10 cafés, picaram-na logo a dizer assim: "10 cafés, quer 10 deputados?" E ela: "Sim, pedimos 10". E depois foi logo muito rápida a dizer que essa não era a fasquia. Sebastião Bugalho está muito confortável com a fasquia que definiu, que é os 29, pode ser logo acusado ou não. Se agora de perder, caso não chegue a esses 29, mesmo que fique em primeiro, tem ali uma coisa para lidar que era desnecessária. Ela foi rápida para Pedro Nuno não ficar agarrado a esse número dos 10, que é muito difícil do PS ter. Mais um destaque positivo para Marta Temido, é que houve uma metáfora com cafés e ela não disse que o principal adversário era um garoto.
Já sabemos quem é que devias ter mandado para a campanha. Bom, quem é que perdeu votos? Foi Sebastião Bugalho?
Foi, porque foi um dia sem mensagem. Sebastião Bugalho esteve no Algarve e agora está-
Um dia sem mensagem é quase o título de um livro, Miguel
Não é? "Raul de Minha Alma".
"Um Dia Sem Mensagem".
Raul de Minha Alma se quiser.
É do Paulo Coelho, é um livro do Paulo Coelho.
Tem um valor simpático. Falou vagamente sobre mar, falou vagamente sobre pescas, depois falou muito sobre Ucrânia. O que a AD acha que ganha em falar sobre Ucrânia a propósito da vinda de Zelensky? Nada. A Ucrânia só os distingue da CDU, mais lá nenhum. Não tira votos a mais ninguém. E Sebastião Bugalho esteve no Algarve e no Alentejo, supostamente em terras em que o voto da direita foi para o Chega. E o que ele disse para recuperar esse voto? Ele acha que ia falar de pescas e de mar, da importância do mar, que vai tirar os votos do Chega? Não entendo. E depois, mesmo quando se falou da hipótese de Luís Montenegro entrar na campanha, a única coisa que tem a dizer é: "Estou muito grato". Está muito grato? Não, ele tem que aproveitar a popularidade que o primeiro-ministro terá no momento em que está a cumprir promessas eleitorais e a tomar medidas simpáticas. Ainda hoje houve um Conselho de Ministros sobre habitação, houve o IRS Jovem, houve uma série de decisões, o novo aeroporto, a travessia da ponte, o TGV. Aproveitar o fato de o governo estar a tomar essas medidas para apelar ao voto na AD, não é dizer que está muito grato. O que interessa se o candidato está muito grato ao primeiro-ministro? O que isso nos interessa? Não nos interessa para nada, acima de tudo, não interessa aos eleitores.
Rui Pedro Antunes?
Já tinha dito há pouco que se o principal adversário de Marta Temido era Sebastião Bugalho, por hipótese, se ela pode estar a ganhar com esta presença mediática, naturalmente Sebastião Bugalho pode perder. Tem aqui uma vantagem grande, tem os dois. Hoje, os líderes vão estar ambos na campanha. Não vou aqui aflorar muito, porque podemos falar disso ao longo do dia, mas Pedro Nuno Santos vai estar, Luís Montenegro também. Vamos ver se Luís Montenegro puxa um bocadinho por Sebastião Bugalho e se ele ainda vai a tempo de inverter a tendência do dia, que me parece que entre os dois principais candidatos, Marta Temido foi quem mais ganhou.
Mas se inverter a tendência, é Montenegro a inverter a tendência mais uma vez, não é?
Sim.
O Sebastião Bugalho tem que fazer por ele, não pode estar à espera que Luís Montenegro venha fazer política. De facto, parece que não está a fazer política, está a fazer diplomacia. Assim é difícil.
Judite de França, agora sim, quem perdeu votos?
Para mim, quem perdeu foi quem levou às costas a derrota do desaparecimento ontem. Acho que nos primeiros dias não será fácil para Bloco de Esquerda e PCP aparecerem e dizer: "Aquelas eleições não têm nada a ver com esta, nada, zero". Sabendo o que sabemos, e sabemos das diferenças, mas não é nada fácil ter o grande rótulo de derrotado no dia em que se começa uma campanha eleitoral.
Está feito o balanço de quem ganhou e perdeu votos neste primeiro dia de campanha eleitoral. Agora vamos para a estrada. E vamos, sem demoras, para a estrada, ao encontro do editor adjunto de política do Observador, o Miguel Santos Carrapatoso, que está a acompanhar a caravana da Iniciativa Liberal. E hoje, bem-vindo a este Caça ao Voto, Miguel. Cotrim Figueiredo assumiu que quer roubar votos ao Chega, é isso?
É verdade, João Cotrim Figueiredo está a começar a ganhar alguma vontade de concorrer diretamente com o Chega. É verdade que é um sonho de uma noite de verão, os próprios liberais assumem isso mesmo. As sondagens apontam ainda para uma grande distância entre os dois partidos, mas há um aproximar em algumas sondagens que torna este desafio eleitoral da IL um bocadinho mais ambicioso. Ou seja, se o discurso oficial, e João Cotrim Figueiredo disse hoje mesmo, é eleger um eurodeputado, a verdade é que nas interações que foi tendo esta manhã, chegou a referir-se aos partidos que faziam muito barulho e como era importante impedir que esses partidos barulhentos, disse ele, crescessem. E depois, desafiado pelos jornalistas a concretizar essa ideia, João Cotrim Figueiredo disse claramente que falava do Chega. E, portanto, João Cotrim Figueiredo assumiu que estas eleições podem ser uma oportunidade para travar o crescimento do Chega. Sabemos que o partido liderado por André Ventura tem tido uma trajetória ascendente bastante consistente e exponencial, já agora, em todas as eleições em que tem ido a votos. João Cotrim Figueiredo assumiu isso mesmo hoje. Ou seja, estas eleições podem ser importantes para travar o crescimento do Chega, de alguma forma esfriar as expectativas de André Ventura e, por que não, servir de alavanca à Iniciativa Liberal, que por sinal, teve nas últimas eleições legislativas um resultado que foi agridoce. Por um lado, manteve o grupo de oito deputados, por outro lado, não cresceu nem se tornou essencial ou determinante na governação de Luís Montenegro, que era parte também do objetivo da Iniciativa Liberal. Portanto, João Cotrim Figueiredo começa aqui a afinar um discurso. Vamos ver se o mantém ao longo da campanha, mas começa aqui a afinar um discurso para pelo menos beliscar André Ventura e o Chega.
E antes de partires de novo para a estrada, há mais ações de campanha hoje, Miguel?
Há, sim senhor. Hoje há um jantar-comício.
Olha que bom!
É verdade, o primeiro desta campanha, que vai juntar Rui Rocha e João Cotrim Figueiredo, enfim, e outros protagonistas da Iniciativa Liberal. E portanto, já hoje Rui Rocha marcou presença na ação que decorreu durante a manhã. Será, pelo calendário que tivemos acesso, uma figura assídua na campanha da Iniciativa Liberal. Mas vai ser muito interessante perceber como é que os dois discursam e orientam o discurso para lá destas questões que são sempre um bocadinho mais para o boneco, como é hábito dizer, a interação com a senhora que veio do Porto, a festa no canídeo que se cruza durante um passeio na rua.
A festa no canídeo.
É verdade. Aconteceu duas ou três vezes, eu não quero exagerar, mas duas vezes foram seguramente, talvez um piscar de olho ao eleitorado do PAN, ou só um fascínio que João Cotrim Figueiredo tem por cães, como sabemos que tem. Vamos ver se para lá do boneco, o discurso, o sumo da orientação política de João Cotrim Figueiredo e Rui Rocha vai ou não nesse sentido. Ou seja, orientar a campanha para um combate também por uma afirmação no espaço da direita, que nas últimas legislativas não correu assim tão bem.
Obrigado, Miguel Santos Carrapatoso, que está a acompanhar a Iniciativa Liberal e o João Francisco Gomes está com o Bloco de Esquerda, já está aqui parado há alguns minutos em quatro piscas. João, bem-vindo a este Caça ao Voto. Olha, o sino anunciou a tua chegada. O que nos podes contar da agenda do Bloco de hoje?
Bem, o Bloco de Esquerda está neste momento na segunda ação de campanha deste primeiro dia oficial de campanha eleitoral. Depois de uma passagem de Catarina Martins por Espinho esta manhã, a comitiva do Bloco fez 300 km para a cidade de Lisboa, onde vai nos próximos dias ficar pela zona da área metropolitana de Lisboa e neste momento Catarina Martins está acompanhada pela coordenadora do Bloco, Mariana Mortágua, numa arruada em Moscavide, portanto, no Conselho de Loures, e está justamente neste momento a terminar, Mariana Mortágua, de falar aos jornalistas. No início falou também Catarina Martins com o tema da guerra na Ucrânia, assim a marcar um bocadinho o início dessas declarações com a cabeça de lista do Bloco de Esquerda a defender a posição do partido, que tem sido a de que é preciso defender a capacidade da Ucrânia de se defender, mas ao mesmo tempo conduzir esforços no sentido de uma conferência de paz que permita um desfecho para esta guerra.
Isso é sempre difícil de aferir, não é, João Francisco Gomes, mas sentes entusiasmo na caravana?
Exatamente. Ainda é o primeiro dia, ainda é talvez difícil de medir exatamente o entusiasmo da caravana do Bloco de Esquerda. Neste momento, aquilo que eu posso fazer é descrever aquilo que tenho à minha frente, uma comitiva composta talvez por umas 30, 40 pessoas, muitas bandeiras do Bloco de Esquerda, tambores a abrir caminho pelas ruas de Moscavide, por onde a líder e a cabeça de lista vão passando. Também bastante contacto com as pessoas que estão nos cafés, nas lojas, muitos abraços, muitos beijinhos, muitos flyers a ser distribuídos. E esta é também, de resto, a primeira vez no período da campanha oficial que Mariana Mortágua se junta à caravana, que segue agora para um jantar-comício.
Também vais ter direito a jantar-comício.
Exatamente. Aqui também na zona da Portela, também no concelho de Loures, por volta das 20h, com intervenção de Catarina Martins.
Obrigado, João Francisco Gomes, jornalista do Observador que está a acompanhar a caravana do Bloco de Esquerda. Caminhamos também para o fim desta primeira edição do Caça ao Voto nesta campanha eleitoral para as europeias 2024. Resta-nos ir buscar aquela história deliciosa do baú. O baú estava um pouco perro. Judite França, que história nos traz hoje?
Quando Mário Soares aceitou o convite de António Guterres para liderar a candidatura do PS ao Parlamento Europeu em 1999, surpreendeu tudo e todos, mas não foi difícil perceber o que queria o antigo presidente da República. Assim que saiu de Belém, tentou obter o que lhe faltava: projecção internacional. Logo que chegou a Bruxelas, confiou no seu prestígio, no facto de ser mais velho e baralhou logo os hábitos ao tentar ser eleito presidente do Parlamento Europeu. Era um cargo que lhe traria reconhecimento e que podia ser o trampolim para outros no estrangeiro. Apareceu-lhe a francesa Nicole Fontaine à frente. Achou que mesmo com uma maioria de direita desfavorável no Parlamento Europeu e acordos já celebrados entre os grupos políticos, podia meter a francesa no bolso. Enganou-se e ficou fulo. Ainda houve uma tentativa de divisão do mandato ao meio, mas também isso falhou. Depois da votação, disse que Fontaine tinha um discurso de dona de casa. De outra geração e com laivos de discurso marialva e machista, Soares não percebeu que a Europa moderna, sobretudo a do Norte, já não tolerava este tipo de pérolas. Acabou derrotado pela eurodeputada francesa do PPE e ganhou o rótulo de mau perdedor. Sem remédio, aceitou em plenário e fez um discurso a felicitar a nova presidente, em que aproveitou para mandar umas bocas a Portugal, onde os críticos, dizia Soares, não se fizeram rogados para expor a humilhante derrota. Mas os que pensavam que Soares não teria atingido o objetivo e abdicaria da cadeira de eurodeputado, enganaram-se redondamente. Para o histórico socialista, o Parlamento Europeu foi uma fonte extraordinária de aprendizagem e de informação especializada sobre os grandes temas internacionais. Se há quem consiga, de um momento menos bom, tirar o que de melhor se pode, sempre foi Soares.
Uma história retirada do baú por Judite França. É sempre assim, a fechar o Caça ao Voto. O Caça ao Voto que se mantém de segunda a sexta, durante as duas semanas de campanha eleitoral. Vai ser assim na hora das 18h00 da Rádio Observador e claro, fica disponível em podcast. Eu sou o Ricardo Conceição e amanhã, terça-feira, há mais Caça ao Voto.