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Este é o Caça ao Voto, o podcast da Rádio Observador dedicado à campanha eleitoral. Começamos por fazer contas a quem ganhou e perdeu votos nesta terça-feira com o Miguel Pinheiro, o Miguel Santos Carrapatoso e a Judite França. E já daqui a instantes vamos ouvir um candidato independente chutar diretamente para canto. Vamos ouvir esse som daqui a instantes. Vamos também medir o pulso às caravanas com os enviados especiais da Rádio Observador e nestes cerca de 20 minutos de excelência de Caça ao Voto, ainda temos tempo para recuperar uma história do baú com a Judite França. Este Caça ao Voto começa agora. E ao segundo dia, o cabeça de lista da AD viu-se obrigado a chutar para canto. Podia ter rematado direto à baliza ou até mesmo ter dado um pontapé para trás, mas Sebastião Bugalho optou por deixar a bola sair pela linha de fundo.

Posso lhe dizer é que não meti os papéis para a reforma. O único desafio que o primeiro-ministro me fez foi ter o melhor resultado possível nas eleições e posso lhe garantir que estou mais do que comprometido com esse desafio e em cumprir e aceitar esse desafio.

Sebastião Bugalho, que ontem foi desafiado por Luís Montenegro, presidente do PSD e primeiro-ministro, a preencher a fichinha de militante do PPD/PSD, mas ao lado de Leonor Beleza, esta manhã, o cabeça de lista sorriu e deixou isso para depois. Donos de um verdadeiro pontapé canhão e certeiro no que toca à análise política, é o nosso tridente ofensivo desta tarde no Caça ao Voto, a Judite França, o Miguel Pinheiro e o Miguel Santos Carrapatoso. Miguel Santos Carrapatoso, vamos começar por ti e vamos começar por perceber quem perdeu votos hoje.

Aproveitando a visita do presidente ucraniano a Portugal e o efeito contágio que isso teve também na campanha das europeias, direi que quem perdeu votos foi quem nunca teve uma posição muito clara em relação ao apoio da União Europeia ou da Europa à Ucrânia. E claro, dentro deste leque de partidos, diria que João Oliveira, da CDU, mostrou mais uma vez dificuldades em explicar a posição do PCP sobre a guerra na Ucrânia, dizendo que esta era uma oportunidade para o governo português clarificar e afirmar a sua disponibilidade para uma solução diplomática que trave a guerra. João Oliveira pode estar distraído, mas o governo português e todos os outros governos da União Europeia têm reiterado várias vezes a vontade de contribuir para a paz. Há só uma pessoa que não está particularmente disponível para o fazer e essa pessoa chama-se Vladimir Putin. E portanto, João Oliveira continua sem conseguir explicar muito bem a posição do PCP em relação à Ucrânia, e isso, tendo em conta todo o contexto que se colocou hoje, em particular com a visita de Zelensky a Portugal, torna ainda mais difícil de explicar e compreender a posição do PCP.

E vamos conferir já junto da ponta de lança, Judite França, ela que também possui um pontapé canhão, como já explicamos.

Com a esquerda.

Com a esquerda. Quem é que perdeu votos hoje?

Eu acho que quem perdeu votos hoje foi de facto o PCP, que tem tido uns dias aziagos depois do resultado das eleições regionais na Madeira. Ter cá o Volodymyr Zelensky e dizer algo tão banal como, já nem me lembro da frase, mas é qualquer coisa como o PCP quer que a Ucrânia tenha um papel na construção da paz. A Ucrânia pode querer ter vários papéis, Vladimir Putin é que não deixa ter o papel principal e, portanto, de facto aqui acho que o PCP hoje mais valia ter passado pelos pingos da chuva, porque é sempre um tema que os prejudica.

Uma vez que a Judite falou no papel principal, Miguel Pinheiro.

Vais cantar Adelaberto Ferreira?

Quem perdeu foste tu, só tu e nunca eu.

Deixa-me só sair aqui da nata e voltar ao nosso som inicial. Ontem, Luís Montenegro, acho que quando estava a discursar numa ação de campanha.

Em Évora.

Certo, disse qualquer coisa do género: "Temos um independente, Sebastião Bugalho, vamos ver durante quanto tempo é que fica independente." E hoje os jornalistas foram perguntar-lhe quando é que está a planear inscrever-se no PSD. O que se passa pela cabeça de Luís Montenegro para fazer um comentário destes? A AD vai buscar um independente, alguém que não é do partido. Apresenta-o como uma grande escolha por ser um independente, como uma forma de ir buscar alguém à sociedade civil, como uma prova de desapego do partido, tendo em conta que Sebastião Bugalho é independente, mas quando se candidatou a deputado até foi pelo CDS. E na primeira vez que aparece na campanha, o que faz é transformar um independente num dependente, sendo que o seu estatuto independente já serviu várias vezes a Sebastião Bugalho para evitar responder a perguntas. Mal, eu não estou a dizer que ele faz bem em fazer isso, mas é uma estratégia que existe e que os políticos usam. E de repente, transformou o independente em alguém que vai deixar de ser. Antes de o ser, já o era. Antes de não o ser, já não o era. Por isso é um independente que não é independente nenhum.

E pior do que isso, ficou sem resposta, não é?

Obviamente, claro que deixou Sebastião Bugalho num-

Num papel difícil .

Num papel difícil. Acho que está tudo maluco.

Isso podia ser uma tática de outro partido.

Mas de onde é que isto vem? O que lhes passou pela cabeça? E agora ligando à Ucrânia, não estou aqui permanentemente ligado a isto, pode ter escapado alguma coisa, mas pelo menos não vi em nenhum dos jornais, o Sebastião Bugalho se falou sobre isso, os jornalistas não acharam suficientemente relevante. Eu penso que ele não falou sobre a Ucrânia

Falou ontem?

Não, falou ontem. Hoje é um novo dia, Ricardo. Hoje é o dia em que está cá Zelensky. Como o Miguel Santos Carrapatooso muito bem disse, é o dia em que quem defende o apoio à Ucrânia estará a ganhar votos e quem é contra estará a perder. E Sebastião Bugalho não falou sobre isso, falou sobre o quê? Qual foi a mensagem de hoje de Sebastião Bugalho? Já agora, segundo dia, segundo vazio. Qual foi a mensagem do dia da AD hoje para os eleitores? Foi pousar ao lado de Leonor Beleza? Foi essa a mensagem política de hoje? Quer dizer.

Pelo amor da santa.

Até Tanger Correia capitalizou a Ucrânia.

E quem ganhou votos, Miguel Santos Carrapatooso?

Por tudo isto que o meu excelso diretor executivo acabou de dizer, eu terei de responder Marta Temido. E o raciocínio pode parecer arriscado, mas acho que se pode fazer.

Arrisca, Miguel. Vai.

Como o Miguel Pinheiro dizia, Sebastião Bugalho tem tido dificuldades em ter uma mensagem, uma agenda que o identifique. E depois, pessimamente coadjuvado por Luís Montenegro, envolve-se nestas polémicas que marcam inevitavelmente a campanha. Marta Temido, apesar de ter tido um arranque um bocadinho frouxo ou tímido, já parece ter aprendido ou compreendido que o seu papel nesta campanha é lembrar vezes suficientes que foi Ministra da Saúde durante o período da pandemia. Dir-me-ão: isso não é exatamente popular porque foram cometidos muitos erros e porque depois, na fase final do seu mandato, já pós-pandemia, havia muitos problemas no Serviço Nacional de Saúde. Mas eu desafio quem nos ouve a olhar e a ler as reportagens que vão sendo feitas e o grau de reconhecimento que Marta Temido tem nas ruas, precisamente pelo papel que desempenhou enquanto Ministra da Saúde naquele período muito concreto, é aparentemente um grande ativo eleitoral de Marta Temido. Portanto, se Marta Temido conseguir não inventar muito e ficar colada ao papel que teve enquanto Ministra da Saúde, as coisas podem lhe correr bem.

Só uma coisa aqui, já agora. E muito bem.

Sem esquecer quem ganhou.

Não, eu vou antes a quem não ganhou, se me permites.

Permito, mas só desta vez. Vamos lá.

Isto está-me a incomodar. Portanto, Marta Temido, e muito bem, puxa por aquilo que acha que é o seu grande ativo, que é a sua ação enquanto Ministra da Saúde durante a pandemia. Do ponto de vista do PSD, qual é o grande problema de Marta Temido? É ter sido Ministra da Saúde de um SNS a cair aos bocados. Hoje, Sebastião Bugalho decidiu ir a uma unidade de saúde.

Ao Centro Champalimaud.

Já lá ia. Obrigado por teres estragado a punchline. Decidiu ir a uma unidade de saúde. Decidiu ir a um hospital público onde haja reconhecidamente problemas. Decidiu ir ao Garcia de Orta. Decidiu ir a um hospital onde as urgências de obstetrícia e de pediatria estão fechadas semana sim, semana não, dia sim, dia não. Decidiu mostrar ao país as consequências da ação de Marta Temido como Ministra da Saúde e a sua visão ideológica do sistema de saúde? Não. Decidiu ir onde, Ricardo?

Ao Centro Champalimaud.

Precisamente. Ao Centro Champalimaud. Mas decidiu ir a um centro privado para mostrar que os privados fazem falta ao Sistema Nacional de Saúde? Não. Decidiu ir lá para ouvir Leonor Beleza dizer que ele era um belo candidato.

E quem ganhou, Miguel?

Não ganhou ninguém.

Judite França.

Quem ganhou para mim-

Não, desculpa. Com tudo isto, claro.

Estás super indisciplinado.

Claro, ganhou Marta Temido. Miguel Santos Carrapatooso tem toda a razão. O excelso Miguel Santos Carrapatooso tem toda a razão.

Eu tinha posto Marta Temido a vencer, mas só para trazer aqui mais alguma coisa, senão não tenho nada para dizer. Vou dizer que quem ganhou foi João Cotrim Figueiredo, que conseguiu fazer o pleno, nomeadamente fez uma coisa muito interessante, que foi para já acusar Marta Temido de ter sido Ministra da Saúde, ou seja, não usar isso como uma vantagem, uma virtude, mas como um defeito. E depois aproveitou para colar Bugalho a Temido, ainda conseguiu mandar umas farpas a Tanger Correia. Depois foi Catarina Martins, João Oliveira, portanto, ninguém foi poupado. Aliás, o teu título é muito bom: todos em todo lado ao mesmo tempo.

O teu título é Miguel Santos Carrapatooso, foi o Miguel que escreveu.

Hoje é só elogios ao Miguel.

Já acabou.

Interrompeste este momento.

Não, é sério.

Mas o que se passa contigo? Interrompes a punchline do Miguel Pinheiro, interrompes o elogio que a Judite está a fazer. Estás a boicotar aqui. Não, amanhã há mais.

Vai ao Manuel Acácio, pelo amor de Deus.

Amanhã vamos continuar a fazer contas a quem perdeu e ganhou votos. Agora está na hora de ir para a estrada. E vamos tomar o pulso às campanhas eleitorais e hoje paramos nas caravanas da AD e do PS. Vamos começar pelos socialistas, já aqui muito elogiada, Marta Temido, que são acompanhados pela jornalista Mariana Lima Cunha. Mariana, Marta Temido quer ser a mulher do leme?

Parece que sim, Ricardo. Nós estivemos com Marta Temido na Escola Superior Náutica Infante D. Henrique, que é em Oeiras, e só para explicar a referência ao leme, fomos ver a candidata ao leme de um simulador de um navio. A escola pôs ali um cenário de tempestade com que ela tinha de lidar e foi aí que a candidata disse que o Ministério da Saúde nos prepara para tudo na vida e, portanto, que está pronta para liderar a lista nesta eleição. A referência, mais do que a metáfora do momento, é importante porque o que vimos ontem, e como vocês estavam a comentar agora mesmo, foi Marta Temido a puxar a cada passo deste início de campanha pela experiência como Ministra da Saúde. E o que é certo, pelo menos até agora, nós ontem tivemos um dia muito intenso com Marta Temido, com cinco ações de rua só num dia, algumas até colocadas de improviso, e o que vimos até agora foram, de facto, reações maioritariamente positivas, com bastantes pessoas a pararem para lhe agradecer na rua. Houve quem lhe chamasse heroína, quem lhe agradecesse por tudo o que fez durante a pandemia. A ex-ministra, que foi referida como ministra várias vezes na rua, respondeu por várias vezes que o trabalho não foi só meu, que é um trabalho coletivo, mas enfim, esse reconhecimento ficou bastante evidente. Isto, obviamente, não são propriamente conversas sobre a questão europeia, nem sobre o papel que pode ter na Europa, mas são de facto características em que o PS está a apostar como grande trunfo, por um lado, toda esta questão da pandemia, por outro, essa simpatia de Marta Temido na rua.

E mais logo há debate a oito é isso? Já não há mais ações de campanha hoje?

Hoje já não há mais. De facto, como Marta Temido parece que se sai bem na rua, no PS há consciência de que, por outro lado, os debates não são o seu ponto forte. Aliás, a própria admitiu isto ontem, dizendo que eles estão a ir, crescer, mas que tem mais facilidade em lidar com pessoas. Por isso, esta noite vai ser mais uma oportunidade de perceber se Marta Temido já está, entretanto, mais à vontade com os temas europeus e com esta fórmula, ou se prefere passar mais entre os pingos da chuva e apostar tudo na rua.

Mariana Lima Cunha a acompanhar a caravana socialista. Do outro lado está a Aliança Democrática. Bem-vinda, Rita Tavares. Como ouvimos no arranque deste caça ao voto, Bugalho chutou para canto. Isto sob desilusão ou estratégia de um exímio jogador, alguém que sabe ler o jogo?

Estamos a falar daquela questão de ele não ter respondido à provocação de Luís Montenegro, ou desafio, que lhe quisermos chamar, sobre inscrever-se no PSD. Eu diria que Sebastião Bugalho ficou um bocadinho enrascado e respondeu de forma cautelosa, se quisermos ser simpáticos, já que responder de outra forma a essa questão nesta altura ia tornar-se ensurdedor, porque a questão que ia tomar o maior palco era o que é que este novo militante do PSD ou futuro novo militante do PSD ia pretender com o partido e se ia ser líder e sucessor de Montenegro e tudo mais. Além disso, também perdia um argumento que o próprio Luís Montenegro tem usado muito relativamente a esta escolha do cabeça de lista, que é a questão da independência de Sebastião Bugalho e de o PSD estar com a escolha de Sebastião Bugalho, provar que é um partido aberto à sociedade civil. Portanto, o que Sebastião Bugalho fez foi não responder a esse desafio, porque qualquer resposta que desse o iria comprometer e ia ser prejudicial para a sua campanha. Fintou essa questão assim como pôde e dizendo logo de seguida que vai lutar pelo melhor resultado possível e que é nisso que está focado e não tanto em militâncias. E neste ponto do resultado e do tal melhor resultado possível, nega.

Uma fasquia.

Exato. É dessa fasquia que ele coloca, que é o melhor resultado possível, que em si não parece uma coisa muito ambiciosa. Ele ao mesmo tempo refreia aquilo que Luís Montenegro tinha dito na noite anterior, em Évora, no comício, onde parece ter baixado um pouco a fasquia ao chegar a Évora e a dizer que era muito difícil ganhar-se a quinta eleição consecutiva. O líder do PSD referia-se à quinta eleição, esta depois de Madeira, Açores, Madeira e depois as legislativas, todas elas ganhas pela AD, pelo PSD, no caso das últimas eleições da Madeira. Mas Bugalho parece não ter ficado muito confortável com esse travão colocado, de alguma forma, por Montenegro e disse hoje que não há nenhum baixar de fasquia aqui e preferiu olhar para isto como uma gestão de expectativas, que é o que os políticos fazem nesta situação. Seja como for, fica aqui a ideia de que Sebastião Bugalho passou o dia, que foi um dia muito curto, teve uma única ação de campanha, porque é o dia de preparação dos debates, quase a gerir aquilo que Luís Montenegro foi deixar na sua primeira aparição em campanha oficial, tanto na questão do desafio da militância como nesta questão da fasquia eleitoral. Parece que esteve mais a tentar aqui conter danos das declarações do líder do que outra coisa.

E logo há então o debate, não é? Portanto, também não há mais atividade logo à noite.

Não há mais novo. Houve apenas uma visita de manhã à Fundação Champalimaud. De resto, o dia foi passado pelo cabeça de lista da AD a preparar o debate da noite, o debate da televisão com todos os adversários. Ficou essa preparação a tomar o dia de campanha oficial da AD.

Obrigado, Rita Tavares, e boa viagem para esta campanha eleitoral que ainda só agora está a arrancar. São duas semanas na estrada. Já a seguir vamos ao nosso baú. Nada como uma harpa para fazer um flashback. Hoje vamos recuar a 1987 e isto pede Rádio Macau. E, Rita França, estamos no verão de 87.

Muito quente. Houve duas eleições, muito calor. Julho foi mês de europeias e de legislativas. Na rádio tocava esta, o "Anzol" dos Rádio Macau, e havia notícias de duas campanhas simultâneas.

Isso foi em 87 e eu lembro-me bem, foi a 19 de julho. Ainda não eras nascido. Não, por acaso era. E em Portugal votou-se pela primeira vez para o Parlamento Europeu, a 19 de julho de 87.

Exatamente. No mesmo dia, nas mesmas mesas de voto, escolhia-se a composição da Assembleia da República e a do Parlamento Europeu. Da Assembleia da República, PS, PRD, PCP e MDP-CDE tinham feito cair o governo minoritário de Cavaco Silva, aprovando uma moção de censura apresentada pelo PRD. No final da dupla campanha, o PSD havia de conquistar a primeira maioria absoluta de Cavaco Silva. O PS, com Vítor Constâncio, sofria uma das suas maiores derrotas e o PRD entrava em declínio. A queda do PRD deixava a CDU como o terceiro maior grupo parlamentar, numa assembleia onde cabia um CDS reduzido a partir do táxi. Melhor sorte teve o partido de Adriano Moreira, que chegou aos 15% nas eleições para o Parlamento Europeu.

E se bem me lembro, em 87, à porta ficou o PPM, que ainda tentou eleger Miguel Esteves Cardoso, o MEC. A postura do partido à época também era, vamos ser simpáticos, pouco europeísta.

O Partido Popular Monárquico entrou na campanha com orçamento muito reduzido, tão reduzido que a certa altura se aperceberam de que não teriam dinheiro para pagar a impressão a cores dos cartazes.

A cores. E como é que isso se resolveu, Rita França?

Olha, era um dilema, não é? Então tiraram à sorte e imprimiram a cores a propaganda para as europeias e a preto e branco a que se destinava às legislativas. E até ficou bem, porque o slogan do PPM para as europeias era: por uma Europa colorida. Antes de haver maiorias e eurodeputados eleitos, houve campanha. E se uma campanha conta muitas histórias, duas campanhas contam muito mais, mas essas ficam para o baú das europeias de amanhã.

O "Caça ao Voto" regressa amanhã, com os olhos postos na campanha eleitoral. É de segunda a sexta, nos dias úteis. Aos feriados não caçamos votos. Isto é, na rádio, depois das 18h, hoje deslizou para a 19h por causa da visita de Zelenskyy. E claro, o "Caça ao Voto" está sempre disponível em podcast.