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Começa agora a nova comissão de inquérito. Hoje recebemos o antigo ministro da Educação, João Costa. Bem-vindo, que bom ter aceitado o nosso convite.
Bom dia, muito obrigado. Eu consegui andar oito anos no governo sem ir a nenhuma comissão parlamentar de inquérito.
Apanhámo-lo.
Vamos ver como é que isto corre a esta hora da manhã.
Esta é uma comissão radiofónica.
Como ainda é novidade, importa lembrar as regras: temos cinco perguntas para lhe fazer. Cada resposta certa vale cinco pontos. Se tiver ajuda, a nossa, não do público, não pode fazer telefonemas, recebe só dois. Respostas erradas dão-lhe zero pontos.
Ok, provo a gastar um ponto no final.
Importa dizer que ontem a eurodeputada do PSD, Lídia Pereira, fez 16 pontos.
É lá.
Muito bem, vamos a isto então. Está preparado?
Vamos a isto.
João Costa, em 2017 acabou o congelamento da carreira dos professores. Nessa altura, nas manifestações e nos protestos que os professores faziam, os sindicatos, eles exibiam uma combinação de três números que significavam os anos, meses e dias de congelamento.
Mal seria se não soubesse. Nove, quatro, dois.
Isto quase merecia 10 pontos.
Não, eu acho que sim.
Só para referir.
Nem me deixou acabar.
A soma dos três números.
Nem me deixou acabar a pergunta. Eu podia dizer: "É que cor é que eles pintavam estes números?"
Vermelho.
Certificando a imagem. Exato.
Nove anos, quatro meses e dois dias. Era isso, de facto. Portanto, houve uma reposição em 2019.
De dois anos, nove meses e 18 dias.
E passámos a seis.
Seis, seis, 23.
Bem, impressionante.
Bem, vamos lá.
Eu ouvi, eu ouvi. Apesar das acusações de nunca ouvir, eu sabia exatamente o que estava em causa.
Depois de ontem, vamos deixar de ver essas tarjas na rua.
Eu espero que sim. Espero que as coisas fiquem apaziguadas de uma vez por todas.
A FENPROF não deu muito sinal de que fica apaziguada.
Há ali um problema com cerca de um terço dos professores que já estão nos escalões mais altos e que não vão ver efeitos da recuperação. Aliás, quando nós começámos, eram sete professores no último escalão e acabámos com cerca de 18 mil professores no último escalão. Portanto, também houve passos dados nesses anos, mas obviamente fico contente por se ter chegado a um acordo. Acho que é bom para todos. O nosso governo tinha uma estratégia integrada para todas as carreiras da administração pública. E é preciso ver agora se também para as outras carreiras, agora que eu estou na minha condição também de professor do ensino superior, espero que esta onda de conseguir fazer tudo, chegue às outras carreiras, que era a nossa preocupação, mas se esta está resolvida, tanto melhor.
E acha que é um acordo equilibrado, este?
Eu acho que os acordos são sempre os acordos possíveis. Nós também, tudo o que fizemos, nós focámo-nos muito no início da carreira, na vinculação dos professores que estavam precários, foram cerca de 29 mil, que se criaram condições para vincular, também aumentar os escalões dos professores contratados. Aqui, estas medidas são mais para os professores que estão no meio para cima da carreira. Como eu digo, eu acho que é importante olhar para a administração pública como um todo e não gerar situações de desigualdade, tendo em conta que há outras carreiras que também sofreram durante os períodos de congelamento e que não viram, nem vão ver, pelos vistos, os seus direitos também atendidos, mas vamos esperar para ver.
Então vamos à próxima pergunta. Durante três dias, um grupo de estudantes bloqueou o acesso a um dos edifícios da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, que o João Costa conhece muito bem, porque é lá professor. É lá professor e se calhar até deixou de dar aulas nestes dias.
Não, eu estou na outra torre.
Estes estudantes identificam-se como estudantes pelo fim do genocídio e pelo fim do fóssil. A ação terminou, como sabemos, mas o grupo apelou à participação de uma marcha em Lisboa até ao gabinete de representação do Parlamento Europeu. A minha pergunta é, ou a nossa pergunta: para que data é que está marcado esse protesto?
Eu pensava que ia perguntar qual era o edifício. Já estava aqui preparado para dizer: é o edifício C.
Eu acho que é o D.
Se eu responder à pergunta ao lado, tenho algum ponto.
Não, aqui o aluno não é o aluno que tira zero pontos.
Justíssimo.
A data para essa marcha.
A marcha, a data?
Sim.
É por estes dias, digamos assim. É para breve.
Dá uma ajuda.
É que as faixas que lá puseram não têm o dia.
João Costa, mobiliza aí.
Vá, ajuda do público, vá.
Ajuda do público: é antes das eleições europeias.
Antes das eleições europeias. Portanto, vamos lá ver, dia um é sábado. É o dia 5.
É no período de reflexão. Devia ter ajudado mais. Vai ser no dia oito. Houve exagero neste protesto, João Costa?
Vamos lá ver, eu acho que as causas que movem estes estudantes são causas que nos deviam mover a todos, seja as questões do clima, seja o que se passa em Gaza, que é inacreditável, é inaceitável a todos os níveis. Fiquei muito feliz com as notícias de hoje da Espanha, da Irlanda.
Do reconhecimento do Estado da Palestina.
Do reconhecimento do Estado da Palestina. Espero que Portugal acompanhe este reconhecimento. Já tive a oportunidade de falar com alguns ativistas do clima. Acho que algumas das formas de protesto estão a desfocar.
E estas em particular?
Estas não tanto, mas por exemplo, quando começaram-
Houve aulas canceladas.
Houve aulas canceladas, houve exames cancelados, estou a falar da minha faculdade, daquilo a que pude assistir nos últimos dias. Acho que chega um momento em que ninguém está a falar das causas. Ninguém está a falar da Palestina, ninguém está a falar do clima. Está-se só a falar das formas de protesto. E penso que há ali muitos movimentos misturados, alguns digamos, mais razoáveis na forma de ação Outros que têm o protesto como objetivo. Eu reajo um bocadinho à ocupação de escolas e universidades, não pela ocupação em si, mas porque se pensarmos, por exemplo, nas questões do clima e da sustentabilidade, é nas escolas e nas universidades que há a oportunidade de debater e aprender sobre isso. Portanto, diria que o foco da ocupação está equivocado. Se há esperança de mudança nestas áreas, é exatamente através do ensino, do ensino superior e dos centros de investigação.
E quando isso ocorre, as faculdades devem tomar medidas mais rapidamente?
Eu sou muito contra a presença de polícia e de repressão policial nas universidades. Temos ainda memórias frescas disso acontecer. Acho que, por exemplo, na minha faculdade, o diretor, o meu colega Luís Baptista, geriu muito bem as coisas, ou seja, não foi preciso recorrer a nenhum tipo de intervenção, houve diálogo com os estudantes, apesar de chegar ali um momento em que ele já não queria o diálogo, mas acho que foi uma gestão exemplar, aqui a fazer propaganda à minha universidade e à minha faculdade, até por contraste com outras escolas do país. Também devo dizer, e aqui também conheço o que se passa na minha faculdade, tem havido danos materiais, muitos estragos, e acho que isso é absolutamente desnecessário. Acho que os estudantes aí perdem toda a razão. Quando temos danos de vários milhares de euros nas instalações por conta destas ocupações, perde-se um bocadinho a razão, não nas causas, mas na forma.
João Costa, isto é uma curiosidade, não é uma pergunta. Quando vai na rua, vai distraído a olhar pro chão, pro telemóvel, pras pessoas que se cruzam consigo, pras lâmpadas?
Eu sou coxo, como sabe, e então tenho que ter muito cuidado com o chão, que a calçada portuguesa é muito traiçoeira pra quem tem um pé que não funciona. Portanto, muitas vezes vou olhar pro chão, mas o que gosto mesmo é de olhar pras pessoas, que eu gosto muito de meter conversa com quase toda gente. No meu bairro, toda gente me conhece e eu conheço toda gente, porque eu sou um conversador nato.
Ainda bem que sim.
E um bocadinho cusco, gosto de saber da vida das pessoas, gosto de contar a minha.
Bem informado.
Não, é mesmo cusco.
São palavras suas.
São assumidas.
De vez em quando olha pra cima e para os outdoors que estão à beira das estradas, nas rotundas?
Sim.
Então, ainda bem, porque esta vai ajudá-lo. A pouco mais de duas semanas das eleições, quais os partidos que nos cartazes pras europeias usam a palavra futuro? São dois. Esta não conta como ajuda.
Ora, eu penso que a AD tem.
Não tem.
Não tem. Boa, posso começar de novo?
Pode começar de novo. Vamos lá.
Mas ainda não bloqueou a resposta.
Ainda não bloqueou.
Estou me lembrando da cara da Marta Temido.
Pois, eu ia perguntar se não sabe o slogan do seu partido.
Não, eu sou muito mau pra essas coisas. Sou muito lento. Agora lembro-me do das legislativas, que era mais ação, mas na altura não me lembrava. Portanto, quando forem as autárquicas, talvez eu me lembre das europeias. Mas não sei se ela tem Portugal na Europa ou se isso é da Marta Temido.
A pergunta era se tem futuro.
Pois, nem um nem outro.
Não, o PS tem.
O PS tem.
O Portugal na Europa acertou, faltava futuro. É o futuro de Portugal na Europa.
É isso, portanto, já tenho meio ponto.
Já cantaste com as três figuras.
Portanto, é o PS.
E há um outro.
E sei lá, espero que não seja o Chega, porque é um partido sem futuro nenhum, espero eu.
Também não é.
PCP.
Também não é.
O Bloco.
É o Bloco. É o Bloco de Esquerda. Bloco de Esquerda: Europa por ti, salvar o futuro. Quanto aos outros, PSD: voz na Europa; o Chega: a Europa precisa de uma limpeza; a Iniciativa: com Cotrim, sim, e depois a frase que antes cedo vai variando; CDU: sempre contigo pro que der e vier.
Pronto, claramente o do PS é o melhor slogan. Claramente. É uma opinião completamente independente e sem qualquer enviesamento.
Já agora vamos aos outros. Livre: por uma Europa unida e livre; e PAN: pelo planeta, por ti, pelos animais. João Costa, quem é a pessoa certa para nos garantir uma Europa coesa, segura, competitiva?
Está a fazer perguntar a pergunta óbvia. Mal seria se eu não dissesse. Eu não falo da pessoa, eu diria que os cabeças de lista são apenas o número um destas candidaturas. Obviamente, têm um lugar importante em cada uma das listas. Falo das listas como um todo e falo, sobretudo, do equilíbrio de forças políticas no Parlamento Europeu. Nós não nos podemos descentrar do que estas eleições são. Nós corremos o risco de ter um grande crescimento a nível europeu dos partidos populistas e de extrema-direita, num momento em que a coesão na Europa é fundamental, num momento em que a Europa tem que se entender de uma vez por todas sobre o melhor acolhimento possível para os imigrantes que chegam. Ainda esta semana escrevia isso. Custa muito ouvir nos debates dizer coisas como: nós precisamos dos imigrantes porque a Europa está envelhecida ou porque é preciso de trabalhadores. Não, são pessoas que estão a fugir de países em guerra, estão a fugir de situações de pobreza extrema.
Mas acha que essa racionalidade, de alguma maneira, desse tipo de argumentos, não pode ajudar, de fato, a que uma parte da população aceite melhor os imigrantes?
Que uma parte da população aceite melhor os imigrantes. Eu acho que nós temos de olhar para os imigrantes como pessoas como nós. São iguais a nós, tal como muitos portugueses emigraram e ainda emigram, e são sempre pessoas que estão à procura de melhores condições. Portanto, nós temos que fazer tudo para os acolher bem e para abandonar estes discursos do nós e do eles. São cidadãos que vão ser cidadãos europeus, alguns já são cidadãos europeus, fazem parte da nossa comunidade. E portanto, respondendo à pergunta, eu acho que é muito importante que a Europa não abandone a sua matriz humanista, não abandone os princípios daquilo que caracterizou a Europa. Por exemplo, em comparação com os Estados Unidos, durante muito tempo, foi ser uma aposta num Estado social forte. Eu às vezes ouço os jovens liberais, aqui no Observador a dizeres, a falar. E eu tive a experiência de viver nos Estados Unidos. E viver nos Estados Unidos é estarmos sempre cheios de medo de adoecer, não vá o seguro já não cobrir e nós ficarmos à porta do hospital doentes. E portanto, esta matriz social da Europa, de Estado social, é absolutamente fundamental. E são os grupos parlamentares da esquerda moderada que melhor defendem esta matriz social e humanista da Europa. E, portanto, quem nos melhor defende eu já disse, não vou apelar ao voto, claro, mas sobretudo acho que todas as forças democráticas, para combater aquilo que pode ser um crescimento do populismo e da extrema-direita no Parlamento Europeu, e isso preocupa-me mais do que saber se vamos ter uma Europa mais com sociais-democratas, mais com PPE. Tudo o que seja combater o populismo e a extrema-direita, eu acho que é muito importante.
Vamos agora a um programa que muito contribuiu para que os europeus se conhecessem melhor entre si, também para que houvesse cooperação entre universidades, entre instituições do ensino superior, tornou-se um dos símbolos maiores de uma Europa moderna e integrada. Falo do programa Erasmus. Ao longo dos anos, este programa marcou a vida de milhões de estudantes.
Eu sou um deles.
O João Costa é um deles e muitos outros, muitos portugueses que beneficiaram deste programa. A pergunta é: em que ano foi criado o programa Erasmus?
Ora bem, eu sou um dos primeiros Erasmus, mas não sou do primeiro ano. Eu penso que é 87, 88.
Está certo.
Fica com 87, não diga mais nada.
A minha questão é: já vou à frente da eurodeputada do PS?
Ainda não.
Vamos lá mais 10 perguntas, faz favor.
Vão 12.
Fez a Elisinha, duas fez, 16.
Sim, fez 16.
Está quase.
E como é que é essa experiência?
Mas eu tive 10 na primeira, lembram-se? Foram vocês que disseram, não fui eu.
Como é que é essa experiência do Erasmus?
Olhe, foi uma experiência que transformou mesmo a minha vida. Transformou pelo seguinte: eu fui pra Holanda, pra Universidade de Groningen, no último ano da minha licenciatura, fiz lá o ano todo, e no final desse ano resolvi ficar. Fiquei a fazer o doutoramento na Holanda, com contrato com uma universidade, também dei aulas lá. E, portanto, a minha carreira começa, uma carreira que tive a sorte, também há muitas coisas que são circunstanciais, até por algumas publicações que fiz logo relacionadas com o tema da minha tese, de ter algum impacto a nível internacional.
Qual era o tema, já agora?
Diga?
O tema da tese.
O tema da minha tese é sobre variação da ordem de palavras. Portanto, é sintaxe na linguística, sobre como as palavras se organizam nas frases em diferentes línguas do mundo.
As inversões no inglês, por exemplo.
Exatamente. Em japonês diz-se: "O João a sopa comeu." Em português é: "O João comeu a sopa."
E aí vamos pro alemão.
Exatamente. Portanto, é sobre isso. E isso, de facto, condicionou a minha carreira, a forma como eu olho pro mundo também, porque a experiência internacional ajuda-nos a relativizar muito, às vezes até as percepções negativas que temos sobre o nosso próprio país. Quando nós vemos aquilo que nós nos queixamos aqui, é o mesmo que outros se queixam noutros lugares.
E que os outros também têm de nós.
Exatamente. E também a forma como nós nos posicionamos em relação a uma série de coisas. Falámos há pouco da imigração e dos preconceitos, etc. Eu fui vítima de preconceitos na Holanda sobre os povos do Sul da Europa, em ambiente acadêmico. Portanto, sei exatamente o que sentem alguns dos imigrantes que aqui chegam quando olham pra eles como uma categoria e não como pessoas.
João Costa, vamos tentar mais cinco pontos na nossa contagem?
Se vencer.
Pra passar a Lídia Pereira, vamos lá. Se vencer, passa a Lídia Pereira.
E aí cancela o programa, que assim eu fico.
É uma frase, quem disse, e vamos situá-lo, é dezembro do ano passado, é muito recente, até posso ser mais concreta, dia 5 de dezembro do ano passado, clima pré-eleitoral. Quem disse: "As eleições fazem milagres, ou pelo menos aparentam fazer milagres"?
Essa é muito difícil.
Não é nada, é alguém que conhece muito bem.
Conhece muito bem.
Com quem já sentou à mesa muitas vezes.
Muitas vezes.
Quer ajuda do público?
Quero.
Mário Nogueira, André Pestana ou Pedro Barrajos. As eleições fazem milagres ou pelo menos aparentam fazer milagres.
Quem fala há mais tempo é o Mário Nogueira.
Vejamos, João, muito generosa.
Vamos assumir que é o Mário Nogueira.
Mário Nogueira, depois da entrevista que o João Costa deu à Rádio Renascença nesse mesmo dia a dizer que era possível descongelar toda a carreira dos professores. Pois é.
Todos os programas eleitorais puseram isso.
Por que não fez isso?
Porque não houve condições e porque, como eu disse, focámo-nos numa resposta integrada à administração pública toda e não por responder apenas a um setor.
E as eleições fizeram milagres, portanto.
Está arrependido disso ou não? Se soubesse coisas que sabe antes de ter sido governo.
Passar por cargos de governação traz-nos sempre coisas boas, frustrações, coisas que gostávamos de ter feito e não fizemos, e a certeza também de que não conseguimos fazer tudo aquilo em que acreditamos ou que achamos que é justo. Eu nunca pus em causa a justiça da reivindicação dos professores e de todas as outras carreiras. Houve ali uma opção assumida pelo governo, que foi, como eu dizia há pouco, uma resposta integrada a toda a administração pública. Por exemplo, agora revoga-se o acelerador da carreira dos professores, mas não sabemos o que é que vai acontecer ao acelerador que foi feito para as carreiras gerais da administração pública. Estou curioso para saber. E houve um foco muito grande no combate à precariedade na profissão dos professores. E isso, para mim, era tão importante quanto este tema. Ou seja, nós sabermos que fizemos um enorme combate à precariedade, vinculando milhares e milhares de professores que viviam, alguns há mais de uma dezena de anos em contratos sucessivos, parece-me que não foi uma coisa má. Claro que se tivesse tido condições, opções para fazer tudo, era fantástico. Mas sabemos que quem passa por cargos governativos não consegue fazer tudo.
Isso já tem a ver com o Ministro das Finanças, essencialmente.
Tem a ver com tudo.
Vamos às contas, 14 pontos.
Epa!
Está em segundo lugar.
Exato, em segundo lugar. Tendo em conta que eu uma vez participei num campeonato de pingue-pongue e fiquei em terceiro lugar, a anos três.
É 爸 爸 de pingue-pongue?
Era a anos três.
Já se superou.
Exato.
João Costa, antigo ministro da Educação, muito obrigada por ter aceitado o nosso convite. Foi um gosto tê-lo connosco.
Obrigado.
Foi um gosto.
Foi mais uma comissão de inquérito das manhãs. "360" regressa amanhã, depois das notícias das 9:30.