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Começa agora mais uma Comissão de Inquérito das manhãs 360. Hoje é nosso convidado o presidente do PPM, Gonçalo da Câmara Pereira. Bom dia, bem-vindo.
Olá, bom dia.
Vem completamente ao desconhecido.
Vem completamente às arengas.
Esse é que é o bom.
São cinco perguntas.
Sim.
Por cada resposta certa, recebe cinco pontos. Se pedir ajuda, tem escolha múltipla, e se acertar, recebe dois pontos. Se não acertar, não recebe nada.
Sim.
Isto é mais difícil do que ganhar eleições.
Estou a ver.
Esta semana recebemos cá o André Abrantes Amaral, que fez 14 pontos. Ontem o Miguel Frasquilho fez 17 pontos. O máximo são 25. Vamos ver como se safa. A primeira é facílima. Quer ver? O Gonçalo da Câmara Pereira fez de coala no programa "Máscara" da SIC. Qual é a esperança média de vida deste animal? Mais ou menos.
Não sei, mas acho que deve ser 30 anos.
Vou dar-lhe uma ajuda. 5-9, 13-18 ou 30-35.
13 qualquer coisa.
13-18. Levas dois pontos. Gonçalo, o PPM está a chegar ao fim do seu ciclo de vida?
Não, eu acho que começou agora um novo ciclo de vida.
Então por quê?
Porque mexeram com o seu ADN.
Espicaçaram o orgulho.
Espicaçaram, exatamente.
Mexeram com o seu ADN ou com o seu AD?
E também com o AD.
Já lá vamos.
Exatamente. Portanto, eu acho que despertaram um monstro. E não há dúvida nenhuma que eu agora vou na rua e toda a gente quer vir pro PPM, que é uma coisa incrível.
Tem aumentado?
Aumentado todos os dias.
Tem sentido isso? O que é que dizem?
Todos os dias. Se eu disser que tivemos à volta de mil e tal pessoas a pedirem pra vir pras nossas listas e a serem candidatos, as pessoas não acreditam nisto. Eu vou na rua e as pessoas estão chocadas com o que fizeram ao PPM.
Mas o que fizeram agora ou o que fizeram já no ano passado? Porque o Gonçalo esteve praticamente ausente da campanha eleitoral.
Exatamente, mas nós sempre fizemos isso. Os nossos militantes do PPM são pessoas da sociedade civil que não querem entrar na política, porque são pessoas discretas, dão o seu contributo para o PPM, mas não se querem meter na política. Por quê? Porque normalmente são insultados. As pessoas de bem não querem vir pra política hoje em dia. Não querem, não estão para ser insultados, como eu, que sou permanentemente insultado pelos políticos. Insultam-nos, nós somos enxovalhados e não há ninguém dentro do PPM, numa sociedade. A política é pra pessoas sérias e pessoas civilizadas. E pra política não estão a vir, porque não querem ser enxovalhadas na praça pública.
Não querem vir para a política ou para o PPM?
Não querem vir pra política, a maior parte não quer vir pra política, não estão pra ser enxovalhados, como eu sou permanentemente. Eu fui enxovalhado durante um ano.
Mas por quê?
Por quê?
Por quem?
Por quem? Por dois Betinhos, um chamado Montenegro, o outro chamado Hugo Soares. Dois Betinhos que durante um ano pediram a nossa sigla. Há 11 meses, o acordo era integrar. Não é integrar a gente na lista, a gente não quer lugares, porque não estamos interessados, todos nós trabalhamos. Não estamos interessados. Queríamos uma representação parlamentar, não nos deram, mas ao menos que aceitassem integrar dentro do programa da AD o nosso ADN, que era a ecologia, o ambiente e a cultura portuguesa.
Mas o PPM não foi ouvido, acha que não foi ouvido.
Não foi ouvido, nunca foi ouvido.
Então por que queria fazer parte da coligação à mesma?
Agora?
Sim.
Não, agora não.
Agora não queriam fazer parte.
Agora não queríamos fazer, portanto, nós recusámos fazer.
Recusaram depois do PSD e do CDS não terem aceito as condições que impuseram.
Exato. Quer dizer, eram exatamente as mesmas condições. Queríamos, mas queríamos integrar o nosso ADN dentro da AD. Nós queríamos exatamente manter essa nossa ecologia e a cultura, praticamente estas duas vertentes grandes que o PPM defende, a cultura popular portuguesa, e integrá-las. Era uma garantia que eles tinham dado. Nós há 11 meses não tínhamos representação parlamentar, mas aceitavam integrar dentro do programa. Nunca fomos ouvidos. Aconteceu a mesma coisa também com o Carlos Moedas. No dia das eleições, tudo bem, beijinhos e abraços. E no dia seguinte desliga o telefone. Faz parte deles, não sei.
Mas tentou falar com o presidente da Câmara de Lisboa.
Exatamente, há um ano que não falo. Há um ano, há 10, há três.
Qual era o objetivo de falar com ele?
Foram cinco partidos que ganharam a Câmara de Lisboa. Foram cinco partidos, os chamados Novos Tempos. É evidente, nem todos podem ter representação na vereação. Foram dois partidos que tiveram na vereação. A Câmara é muito mais que isto. Tem programas de habitação, tem programas de cultura, tem programas de trânsito, e os outros três partidos não foram chamados para integrar.
Então não estará disponível pra fazer parte de uma coligação nas autárquicas novamente com Carlos Moedas?
Com certeza que não. Com este candidato, se não nos ouviu durante três anos, com certeza que não vamos integrar os Novos Tempos. Eles também se calhar vão fazer exatamente a coisa, vão manter o nome Novos Tempos sem o PPM. Mas isso já é tradicional, quando o Tribunal Constitucional deste país...
É precisamente aí que vamos agora na segunda pergunta.
Já tem dois pontos.
Já tem dois pontos?
Já tem dois pontos.
Graças ao coala.
Vamos chegar a essa questão do tribunal, mas vamos aqui por outro caminho. Em 1991, o PSN elegeu pela única vez um deputado, Manuel Sérgio. O que queria dizer a sigla PSN?
Partido Socialista, acho. Aí não sei.
Quer uma ajuda?
PSN.
PSN era o partido dos reformados.
Era o partido dos reformados.
Era o partido dos reformados.
Grão a grão já vai, cumpre os pontos.
Há pouco falou da decisão do Tribunal Constitucional ao autorizar a utilização da sigla AD, acrescentando coligação PSD/CDS. Por que o PPM considera esta decisão a maior fraude da democracia?
Eu vou explicar. O próprio Tribunal Constitucional é uma fraude. O Tribunal Constitucional é um tribunal, são juízes. Juízes são isentos, independentes. Em qualquer país da Europa, sem ser Portugal e os Estados Unidos, que impuseram essa coisa em 75, os juízes do Tribunal Constitucional são nomeados pelos partidos da Assembleia da República. São 13. Aquilo é constituído por 13. Oito são nomeados pela Assembleia da República, portanto pelos dois partidos maioritários, outros dois são cooptados entre eles, um é nomeado pelo Presidente da República, o único juiz isento e independente é nomeado pelo Supremo Tribunal de Justiça. Portanto, é um tribunal que julga em causa própria.
É um órgão partidário.
Não é partidário. E julga em causa própria. É o único tribunal que eu conheço.
Deu parte da razão ao PPM ao não permitir a utilização tradicional da sigla.
A primeira relatora destriu-se. O silêncio foi tanto que nós sabíamos, quando reclamámos para a segunda seção, sabíamos o silêncio que se deu pelos líderes desta nova AD. A gente sabia que ia perder. E quando reclamámos para o Plenário, nós sabíamos perfeitamente que íamos perder. Agora, também estão sujeitos a que nós façamos uma queixa ao Tribunal Internacional, ao Tribunal Europeu.
Mas uma sigla é assim tão importante, Gonçalo da Câmara Pereira?
Não é bem uma sigla, é uma ideia. O problema não foi a sigla, foi a ideia em si. Eles utilizaram uma ideia. O símbolo à Aliança Democrática vinha realmente de Sá Carneiro, uma imagem, um político extraordinário. O Freitas do Amaral nos seus melhores dias, porque depois também não agradou bem. E depois tinha a ginja, que era a ecologia do Gonçalo Ribeiro Telles. Eu quando digo a ginja não é a cor da ginja em si. A gente pode olhar para um bolo e ver a ginja, mas dentro da ginja tem um caroço, que tem uma semente que germina e que pode dar muito mais coisas. Isto é o efeito da ginja. E era exatamente isso que o PPM trouxe para aquela AD.
Mas ainda seria capaz de acrescentar. O PPM, nas últimas eleições em que concorreu sozinho, teve 260 votos.
Quer dizer, nós não concorremos no país inteiro, só concorremos no ciclo eleitoral, acho que foi na Madeira ou nos Açores. Então esses 200 votos são lá, porque a gente deixou cair as listas noutro lado.
Agora que já tem imagem para participar nas eleições.
Não tenho problemas nenhuns.
O PPM é uma ideia. Toda gente fala do PPM, mas é o único pequeno partido que ainda tem força.
Vamos ver então. E já que fala em Açores e Madeira, a pergunta é muito simples: quem descobriu os Açores? Ainda se lembra? Dos livros de História. Dos livros de História.
Exatamente. Tristão Vaz. Não me lembro, mas sei que vai fazer agora 350 anos.
Foi em 1427, exatamente. Vai fazer um número redondo agora.
Vai fazer agora 350 anos.
Mais, são 500 anos. 600 anos. Quer ajuda? Tenho aqui três hipóteses para lhe dar.
Tristão Vaz foi à Madeira. Deixe-me ver. Se tem as hipóteses, eu digo já.
Vasco da Gama, Bartolomeu Dias ou Diogo Silves.
Diogo Silves.
Em 1427.
Eu sei que vai fazer 350 anos agora, a primeira colonização.
A colonização, porque a descoberta foi anterior. E a pergunta aqui é óbvia: o PPM também descobriu os Açores, porque fez três congressos relativos nos Açores. O que se passa nos Açores?
Realmente, porque temos lá um tipo fantástico, é o doutor Paulo Stevão, que é um monárquico convicto.
Mas isso não dificulta a dinâmica de um partido que tem uma base nacional, ou quer ter uma base nacional, obrigar os congressistas a ir aos Açores por três vezes consecutivas?
Isso é um bocado sectário. Desculpe lá. Eu acho que os açorianos são tão portugueses como nós.
A logística é diferente, não é?
Não sei por quê. Por que a gente não pode ir aos Açores? Se podemos ir atrás dos montes, se podemos ir ao Algarve.
Mas três vezes?
Eu não vejo qual é o problema, se é lá que nós temos força, se nós temos lá dinâmica, cá não temos muita dinâmica, não sei qual é o problema. Lá tínhamos a certeza que tínhamos um bom congresso, com pessoas interessadas. Estamos no governo dos Açores.
Quantos congressistas é que tiveram nesse congresso?
O PPM é dos quatro partidos Que teve responsabilidades governamentais. Só há quatro partidos. O PPM teve poucos votos, poucas pessoas. Mas o que não há dúvida nenhuma é que já formou por várias vezes governo. E estamos a contar o governo dos Açores. O PSD, neste momento, deve ao PPM ter tirado o Partido Socialista dos Açores. Foi com os nossos dois deputados nos Açores. Tínhamos dois deputados, um nas Flores e outro no Corvo. Por que a gente não há de fazer congressos lá? Se é lá que a gente tem a representação parlamentar.
Já não é fazerem congressos lá, é que são três consecutivos. Nenhum outro partido o fez, seguramente.
E quando fizemos 10 congressos seguidos em Lisboa? Ninguém criticou. Não sei qual é o drama de fazer nos Açores. Está a ver o que eu estou a dizer? Mas fez-se 10 congressos na capital do império.
Como o Gonçalo da Câmara Pereira sabe, há quem diga que foi para controlar o congresso de alguma maneira, dificultando a ida de mais congressistas aos Açores. Basicamente, é isso que conhece as críticas.
Isso é estranho, porque o núcleo do PPM nos Açores pagava as viagens a toda a gente. Portanto, isso é tudo uma falácia.
Também há muitos açorianos recenseados nos Açores, agora nas listas para essas eleições legislativas por vários círculos nacionais. São pessoas que vivem cá ou que vivem nos Açores?
Uns vivem nos Açores, outros vivem cá.
E é normal viverem nos Açores e estarem a integrar a lista de Vila Real ou de Bragança?
Então, desculpe lá. Eu respondo. Então e aqueles que são de Lisboa e que são candidatos pelo Porto e por Bragança? Por que os açorianos não podem ser candidatos por Lisboa? Faz-me confusão. Por que é este sectarismo e esta raiva aos açorianos? Não percebo.
Gonçalo da Câmara Pereira, vamos então a Lisboa agora para a quarta pergunta. É outro domínio onde está muito confortável. Qual é a casa de fados mais antiga de Lisboa?
A casa de fados mais antiga de Lisboa. O A Edega Machado, o Luz.
São tantas.
Pois.
Pode pedir ajuda. Este questionário tem estado a funcionar.
Talvez a Angelina Santos. Não sei.
Peça ajuda. São tantas. E tem corrido bem. A Faia, a Parrilhinha de Alfama ou a Severa?
É a Severa.
1955.
Exato.
1955 é a casa de fados mais antiga de Lisboa.
Esteve fechada durante muitos anos.
É verdade.
E agora reabriu.
E o ambiente do fado é considerado marialva, machista, e tem sido apontada também uma crítica ao Gonçalo, e se calhar é por isso que os outros partidos da AD não o quiseram, é que faz umas declarações sobre as mulheres que não caem bem. Acha que é uma voz um bocadinho incômoda também neste momento.
Também é. Os comentários que eu fiz sobre as mulheres eram programas de televisão que a TVI me pedia pra eu fazer. Eu durante 10 anos.
Era um papel.
Era um papel. Como vivo no Alentejo e sou fadista, eles faziam propósito para comigo.
Fazia o papel do marialva.
Exatamente, eu fazia o papel do marialva e respondo. Eu vou só lhe dizer, a minha mãe é que me criou. Se me criou como macho e marialva. O meu pai não estava em casa, minha mãe é que me criou.
A culpa é das mulheres.
Exatamente. Agora já falando assim um bocadinho. O que não há dúvida nenhuma, os portugueses têm uma coisa muito engraçada, é que são criados pelas mães. Temos uma sociedade matriarcal. As mães é que nos educam, os pais saem de casa de manhã e voltavam à tarde. Hoje em dia já não, que as mulheres também saem. É uma frase que as mulheres têm quando falam pras amigas, assim: "O meu filho tem três namoradas, quatro namoradas." Com orgulho. Isto é o que normalmente as mães dizem. E o filho chega à casa: "Quantas namoradas tens?" "É que o meu filho."
Então acha que esse machismo é transversal? Chega a homens e a mulheres.
Não é machismo, é uma cultura diferente.
Uma cultura machista, ou não?
Eu não acho machista, sempre pejorativo. Ser macho não faz mal nenhum. Não percebo qual é. Também as mulheres têm que ser fêmeas. Mas hoje em dia há um leque, mas admite-se todos. Eu nunca tratei mal nenhuma senhora, continuo a beijar a mão a uma senhora casada, faz parte de mim, faz parte da minha educação. Não me caio estendido na lama de beijar a mão a uma senhora. Respeito uma mulher como respeito a minha mãe. Portanto, chamarem-me machista, eu não sei por que me chamam machista. Sou macho, não tenho complexos.
Machão é um pouco por causa daquelas declarações.
Mas era só pra brincar. Nunca tomei atitudes de superioridade.
E por isso a sua presença numa campanha eleitoral não o tornaria desconfortável por aquilo que disse.
Pode ser desconfortável pra eles, pra mim, não. Eu ia tomar a minha posição de cultura portuguesa. Eu não sou macho com resultado da cultura portuguesa e defendo a minha cultura popular até ao último limite.
Então vamos continuar aqui, Gonçalo da Câmara Pereira.
O que diferencia os povos é a cultura.
Gonçalo da Câmara Pereira, vamos falar aqui também uma espécie de cultura na última pergunta. Na primeira edição do Big Brother, um dos concorrentes, Telmo, popularizou uma expressão relacionada com o serviço militar. Que expressão era essa? Ainda se lembra da primeira edição? O Gonçalo da Câmara Pereira.
Eu entrei na segunda.
Mas tipo na quinta das celebridades.
Das celebridades, mas não me lembro.
Não se lembra?
Nem sei quem era o Telmo.
O Telmo tornou-se uma das personagens famosas com esse primeiro "Big Brother". Então andas a brincar com a tropa, é como na tropa ou nunca foste à tropa.
Frase que não existe.
São frases muito parecidas.
É com o errar ver televisão.
Ele tinha experiência militar e usava uma expressão recorrentemente.
Qual é a desculpa?
Então andas a brincar com a tropa, é como na tropa ou nunca foste à tropa?
Cheira-me que andas a brincar com a tropa.
Não, é como na tropa. Tem-se falado muito de defesa ultimamente. O Gonçalo da Câmara Pereira é a favor do regresso do serviço militar obrigatório. E o PPM?
Eu acho que numa altura destas, Portugal, quando entrou na Europa, arrisca-se a ter que entrar numa guerra como fez na Primeira Guerra Mundial. E está sujeito a que morram 9 mil militares lá ou na Ucrânia, em Kiev. É esse o medo que eu tenho desta entrada na Europa, sem ser uma união de Estados, mas federação de Estados. Eu acho que nós somos um país mais Atlântico do que europeu. Nunca fomos um país europeu, fomos sempre um país Atlântico e cada vez que nós nos metemos com a Europa, somos cilindrados. Isto é a minha posição. Acho que na Europa nós devíamos estar numa união de Estados e numa federação de Estados que se caminha para um federalismo. Acha que devíamos sair da União Europeia ou pensar nisso? Não, fazer uma união de Estados é completamente diferente, em que nós também tínhamos representação.
Mas é assim que está.
É, mas a caminho de um federalismo muito forte. Aliás, há de reparar que os líderes da Alemanha e a França dominam a Europa.
Sei. Sendo a Cavaco, nós andamos aqui, a moeda única é uma boa ideia ou devíamos estar fora? É talvez o traço mais federalista nisto.
Pois é. Mas eu acho que a moeda é que distingue às vezes as economias, aguenta as economias, e nós estamos numa economia forte, num país de economia fraca. As fronteiras nunca foram fronteiras de terreno, foram sempre fronteiras económicas. A moeda é que fazia praticamente as fronteiras e é essa diferença. As economias dependiam muito das moedas e as fronteiras. Portanto, eu sou a favor. Nós devíamos virar mais para os PALOP. Nós somos um país que temos o quinto maior país do mundo. As pessoas às vezes esquecem-se disso. Porque o Atlântico. O nosso Atlântico. Porque a Terra é constituída por dois terços de mar e um por terra, e nós temos o maior mar. Nós temos em terra, temos pequenino, mas o planeta Terra é muito mais que isso. São dois terços de água e nós temos uma grande parte de água, esta plataforma. Nós temos fronteiras com os Estados Unidos, temos fronteiras com o Brasil, temos fronteiras com o Norte de África. É preciso ver que as nossas 200 milhas batem nas 200 milhas.
Está a falar da zona económica exclusiva.
Chame-lhe o que quiser, mas a nossa plataforma marítima é nossa. E cedemos à Europa. A Europa também não tem lá Portugal pelos lindos olhos.
Gonçalo da Câmara Pereira, só faltou mesmo cantar o fado. Obrigada.
Se quiseres, posso.
Fica para uma próxima oportunidade. Obrigada por ter vindo. Sabe a opção que era. Foi um gosto. Obrigada. Um bom dia.