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Conferência de imprensa da Rádio Observador. Passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional. Eu sou a Teresa Freire, a edição de hoje é do jornalista Miguel Pina Andrade. Bom dia, Miguel.

Olá, Teresa, bom dia.

E hoje é o debate sobre o Estado da Nação, é essa a manchete do Público, que também destaca com uma imagem de Messi e Enzo Fernandes a vitória da Argentina no Mundial de Futebol.

Que valeu, de resto, a classificação da atual campeã mundial para a grande final de domingo. O título dá ênfase à alma e às sete vidas de Messi. O número 10 da Albiceleste fez as duas assistências decisivas que garantiram a reviravolta frente à Inglaterra.

E voltamos à manchete. O Público deixa a pergunta: como vai a nação?

A sondagem da Católica para a RTP, para a Antena 1 e para o Público afirma que a maioria dos inquiridos diz que Portugal está pior, mas que 79% querem o governo a cumprir o mandato até ao fim, num contexto marcado pelo aumento do custo de vida, pelas dificuldades no setor da saúde e agora pela incerteza em torno deste processo de classificação digital dos exames nacionais, 51% das pessoas inquiridas na sondagem defendem que Portugal está pior do que há um ano. Já 12% dizem que o país está melhor, 35% afirmam que Portugal está igual ao que estava no ano passado. Sobre a classe política nesta sondagem da Universidade Católica, o primeiro-ministro teve a melhor nota, 10,2 valores. O líder do PS surge logo atrás. José Luís Carneiro tem uma nota média de 9,8 valores, arredondado para 10. Falamos ainda do líder da oposição. André Ventura teve uma nota de 7,5, o que é uma melhoria face aos 6,2 alcançados em abril do ano passado.

Seguimos com o Diário de Notícias, que diz que as alfândegas interceptam cerca de 750 medicamentos contrafeitos por dia.

Esta média diária corresponde ao total de 276 mil medicamentos contrafeitos apreendidos durante o ano passado em Portugal. São dados do relatório de atividades referente ao ano passado do grupo de anticontrafação. Embora as apreensões tenham diminuído cerca de 28% em relação ao ano anterior, as alfândegas continuam a impedir a entrada de medicamentos contrafeitos que representam um risco para a saúde. O relatório refere que estes fármacos correspondem a pequenas remessas de mercadorias na via postal, alvo de compras realizadas na internet. Afirma também que os medicamentos para emagrecimento falsificados ganharam muita procura em Portugal no ano passado.

O Jornal de Notícias diz que Braga é a região em que o salário médio mais subiu na última década.

Subiu 57% de 896 para cerca de 1400 euros, mas mesmo assim os moradores de Braga continuam a ganhar menos 530 euros do que na Grande Lisboa. Até no Porto, perde 316 euros face à Grande Lisboa. O JN apresenta uma análise da evolução de empresas e dos salários dos trabalhadores por região. Lisboa e o Porto mantêm o monopólio do tecido empresarial. Quarenta por cento das empresas estão nas duas maiores áreas metropolitanas do país.

Olhamos agora para o Jornal de Negócios, que diz que o Ministério das Finanças vai construir a proposta de orçamento do Estado do próximo ano com os dados atualmente disponíveis.

Sem esperar, por isso, pela revisão oficial das contas nacionais e com a possibilidade da revisão em alta da população residente em Portugal, feita recentemente pelo INE, poder alterar os valores do PIB nominal. O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, diz que o cálculo do PIB é responsabilidade do INE e por isso vai ter de construir o orçamento com os dados que existem. O responsável pela pasta das Finanças foi ouvido esta quarta-feira, ontem, no Parlamento, tal como o ministro da Economia e da Coesão Territorial. Manuel Castro Almeida admitiu uma queda do PIB per capita para 80% com a revisão.

Ainda há tempo para olharmos para a imprensa internacional. O britânico The Guardian afirma que os Estados Unidos estão a produzir uma nova moeda de um dólar com a imagem de Donald Trump.

É uma moeda comemorativa dos 250 anos dos Estados Unidos. Vai ser lançada este outono e marca a primeira vez que um presidente em exercício aparece numa moeda. Os funcionários do Tesouro norte-americano afirmam que o desenho final foi aprovado no início deste ano pela Comissão de Belas Artes dos Estados Unidos, cujos membros foram nomeados por Donald Trump. A lei federal proíbe que presidentes vivos apareçam nas moedas dos Estados Unidos, mas o secretário do Tesouro tem autoridade em determinadas situações para autorizar a cunhagem e a emissão de moedas.

Estes foram os destaques da imprensa nacional e internacional com o jornalista Miguel Pina Andrade. A conferência de imprensa regressa amanhã.