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Conferência de imprensa da Rádio Observador. Passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional, hoje com o jornalista João Costa Campos. Bom dia.

Olá, Nadine.

E começamos pelo jornal Público: as contribuições dos imigrantes para a Segurança Social subiram mais de oito vezes em 11 anos.

Desde 2015 que têm vindo a subir a pique as contribuições dos estrangeiros que escolhem Portugal para viver. As contribuições para a Segurança Social subiram de €491 milhões para €4162 milhões. É uma subida substancial. Os trabalhadores imigrantes estão especialmente concentrados em setores como alojamento e restauração, serviços administrativos, construção e agricultura. Os dados das contribuições da imigração para a Segurança Social passam, a partir de hoje, a ser publicados mensalmente.

O Jornal de Notícias escreve sobre o PTRR, que vai ser hoje aprovado em Conselho de Ministros.

É uma espécie de plano de recuperação e resiliência, mas português, o Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência. Ainda não são conhecidos os detalhes deste plano, que vai servir para responder ao impacto do temporal de forma mais profunda e prolongada no tempo. Ainda assim, o primeiro-ministro Luís Montenegro explicou ontem no debate quinzenal quais são os principais pilares deste plano. Em primeiro lugar, recuperação das empresas e populações. Preparar o país para futuros fenômenos extremos, através do investimento no planeamento e prevenção e, por fim, a transformação, acelerar a reforma no país. São estes os principais pontos deste PTRR. Vamos ficar a conhecê-los melhor depois do Conselho de Ministros de hoje.

E hoje é sexta-feira, dia de Expresso. O semanário escreve que há entre cinco a oito milhões de árvores caídas. Isto só em Leiria.

O que significa um risco extremo de incêndio. O número de árvores caídas será muito superior em toda a região Centro, mas esses dados ainda não foram apurados. Mas o semanário Expresso destaca os alertas deixados pelos vários críticos, que temem que o acumular destes detritos se torne em combustível para chamas já a partir da primavera.

E passamos ao Diário de Notícias. A Câmara Municipal de Lisboa mandou encerrar 40% dos alojamentos locais.

Por inatividade. É o resultado do processo de limpeza de licenças fantasma de alojamento local, que não fizeram prova de vida à Câmara Municipal de Lisboa, ou seja, não apresentaram o comprovativo de seguro de responsabilidade civil. Ao todo, foram encerrados 7000 alojamentos locais na cidade de Lisboa. Nalguns casos, os proprietários mantinham o imóvel, mas já sem o usar como alojamento local. Há ainda casos em que os imóveis foram vendidos sem que a licença fosse cancelada. A Câmara Municipal de Lisboa é assim o primeiro município do país a limpar alojamentos locais inativos. Uma operação que arrancou no ano passado.

Vamos ainda à imprensa internacional. Começamos no Reino Unido com o The Telegraph. Abre o dia com a detenção do ex-príncipe André.

Em grande destaque, uma imagem do filho de Isabel II, que perdeu o título de príncipe, a sair da esquadra da polícia, onde esteve durante horas para o primeiro interrogatório. Este é um verdadeiro terramoto político no Reino Unido. André é suspeito do crime de má conduta em cargo público por alegadamente ter facultado a Jeffrey Epstein dados confidenciais do governo britânico com o objetivo de ganhar vantagem nos negócios. André é o primeiro membro sênior da família real britânica, na história moderna, a ser detido. Continua, aliás, ainda na linha de sucessão, é o oitavo. O rei Carlos reagiu pouco depois da detenção do irmão. Diz que a lei tem de ser cumprida e deve seguir o rumo normal, mesmo com um membro da família real.

E passamos ao The Guardian. Donald Trump mandou afixar uma faixa com a sua imagem na sede do Departamento de Justiça.

Que ostenta um dos slogans Trump: "Make America Safe Again", tornar a América segura outra vez. Este slogan é acompanhado de uma imagem do rosto do presidente norte-americano. As críticas têm sido ferozes, uma vez que o Departamento de Justiça tem sido, ao longo das últimas décadas, um dos órgãos governamentais mais independentes da Casa Branca nos Estados Unidos, o que parece não estar a acontecer com a administração Trump. A própria procuradora-geral dos Estados Unidos tem em funções declarado constantemente o apoio efusivo a Donald Trump, algo que também é inédito, vindo de um dos mais altos cargos da Justiça norte-americana. Perante as críticas à afixação destas faixas com propaganda ao governo norte-americano em edifícios governamentais, surgiu uma explicação do Departamento de Justiça: serve apenas para celebrar os 250 anos dos Estados Unidos e o trabalho histórico que a administração Trump tem feito para tornar a América segura novamente.

Os destaques da imprensa nacional e internacional com o jornalista João Costa Campos. A conferência de imprensa regressa amanhã.