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Começa agora mais uma edição do "Conferência de Imprensa". Vamos saber o que contam os jornais de Portugal e do mundo. Hoje a edição volta a ser com o jornalista João Costa Campos. Bom dia, João.

Olá, Carlos.

Vamos começar com o jornal "Público" e pelo desporto. O Casa Pia é acusado de ter violado as sanções da União Europeia.

O Ministério Público acusa o clube de ter participado num esquema para ocultar a origem de € 1 milhão do clube russo FC Akhmat, uma operação que poderá ter violado as sanções da União Europeia à Rússia. A investigação aponta que o clube lisboeta e o diretor executivo Tiago Lopes sabiam que as transferências configuravam uma infração às restrições europeias, mas ainda assim tentaram disfarçar a origem dos fundos, nomeadamente perante o banco Montepio. O negócio remonta a julho de 2024, quando o Akhmat, detido pelo líder tchetcheno e aliado de Vladimir Putin, Ramzan Kadyrov, acordou a compra do jogador Filipe Cardoso por € 1,5 milhão. Para contornar as sanções, o pagamento terá sido feito por uma empresa registrada nos Emirados Árabes Unidos, que aconselhou o Casa Pia a não mencionar o clube russo nos documentos bancários.

Vamos agora para o Diário de Notícias. Acusados de tortura, os dois polícias que agrediram e sodomizaram pessoas vulneráveis.

O Ministério Público acusa-os de torturarem repetidamente pessoas particularmente vulneráveis, em situação de toxicodependência, sem-abrigo e frequentemente estrangeiros. As agressões, que terão ocorrido sobretudo de madrugada, foram em vários casos filmadas pelos próprios agentes e uma das vítimas terá sido mesmo sodomizada pelos agentes da PSP. Segundo a acusação, estes dois polícias aproveitavam a ausência do comando da esquadra para atuar sem supervisão efetiva, recorrendo a espancamentos, humilhações e tratamentos desumanos contra os detidos. As vítimas descrevem episódios de violência gratuita, incluindo pontapés, murros, insultos e posições de grande sofrimento físico aplicados como forma de castigo e intimidação. A situação acabou por ser denunciada por outros elementos da própria esquadra da PSP, que comunicaram ao Comando Metropolitano de Lisboa o padrão de abusos que se repetia no interior da esquadra.

Por cá seguimos agora para o Jornal de Notícias. Estão a disparar as denúncias por burlas com crédito fácil e criptomoedas.

As denúncias ao Banco de Portugal por atividades financeiras ilegais aumentaram 83% nos últimos cinco anos. Entre 2021 e 2025, o supervisor bancário instaurou mais de 1700 processos de averiguação, cerca de nove por semana em 2025. O crescimento é atribuído sobretudo à proliferação destas práticas nas redes sociais, onde entidades não autorizadas se fazem passar por intermediários ou financiadores. Nos casos com indícios criminais, o Banco de Portugal encaminhou 157 comunicações à Procuradoria-Geral da República. A DECO junta-se a este alerta, avisa que o esquema repete-se sempre. As vítimas são levadas a pagar antecipadamente taxas de análise ou abertura de processo, mas o crédito nunca é concedido, resultando na perda dos valores transferidos.

Vamos agora à imprensa internacional, João. O The Guardian escreve hoje sobre Maria Corina Machado, que ofereceu a medalha de Nobel da Paz a Donald Trump.

A líder da oposição venezuelana e Nobel da Paz entregou a medalha ao presidente Donald Trump durante um encontro privado na Casa Branca esta quinta-feira. Corina Machado diz que se trata de um gesto de reconhecimento do papel do presidente norte-americano na luta pela liberdade venezuelana e pretende simbolizar a união entre os dois povos. Perante o episódio, o Comitê Nobel da Paz relembrou que o título do laureado é pessoal e intransmissível, ainda que a peça física, a medalha, possa ser cedida ou oferecida a terceiros. A entidade salienta que qualquer eventual transferência não altera o estatuto oficial de vencedor do prêmio, que permanece exclusivamente associado ao nome de Corina Machado.

Vamos agora até ao Brasil, à boleia do jornal Folha de São Paulo. Jair Bolsonaro foi transferido de estabelecimento prisional.

A transferência do ex-presidente brasileiro para a chamada prisão da Papudinha foi determinada depois de a defesa pedir prisão domiciliar, um pedido que não foi acedido pela Justiça. Na decisão de transferir Bolsonaro, o juiz Alexandre Moraes indicou que o ex-presidente já cumpria pena em condições muito superiores às dos restantes presos e que esta transferência atende ao pedido da defesa sem transformar a pena em estadia hoteleira ou colônia de férias. É o que diz o juiz Alexandre Moraes. Para além de estar numa cela mais espaçosa e com mais condições, a Justiça autoriza ainda agora que Jair Bolsonaro receba visitas da mulher e dos filhos.

Fecha-se assim este "Conferência de Imprensa". Regressa na próxima semana.