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É a conferência de imprensa da Rádio Observador. Vamos passar em revista os destaques da imprensa nacional e da imprensa internacional com o jornalista João Costa Campos. João, bom dia.
Olá, João, bom dia.
Vamos começar a olhar para o jornal Público. A TAP e a SATA estão obrigadas a devolver parte das ajudas que receberam do Estado.
Para a TAP, são €25 milhões de multa por atraso na venda da Cateringport e do Handling SP DH, e opera até junho com teto máximo de aviões. É esta a sanção para a TAP. No caso da SATA, terá de reembolsar €3 milhões ao Estado. Isto porque falha o compromisso que assumiu em junho de 2022 de reestruturar para privatizar, data em que a Comissão Europeia, 2022, aprovou uma ajuda estatal portuguesa para o apoio à reestruturação da SATA em empréstimos e garantias estatais, com a condição de reestruturar a empresa.
João, vamos olhar para o Diário de Notícias, que escreve que os alunos do interior continuam a ser os mais penalizados no acesso ao ensino superior.
É a conclusão a que chega a um estudo do Centro de Reflexão da Fundação Belmiro de Azevedo. A fundação relembra que, para além das propinas, os estudantes do interior suportam ainda o alojamento, o transporte, estão longe das famílias e muitos deles conciliam estudos com trabalho. A fundação sugere que sejam criados apoios para os estudantes em mobilidade, reduzir os custos associados aos transportes e alojamento e ainda reforçar a presença do ensino superior no interior do país. É um reflexo da falta de desenvolvimento no interior e que empurra os estudantes do interior do país para situações de esforço financeiro e psicológico.
E o Jornal de Notícias conta que a Agência Portuguesa do Ambiente quer rever as defesas do baixo Mondego. Isto, João, para fazer face às alterações climáticas.
Para evitar novas cheias na região, como aconteceu no início deste ano, a Agência Portuguesa do Ambiente assume que o sistema de defesa do baixo Mondego pode já não estar preparado para o aumento da frequência de cheias, neste que já é o ano hidrológico mais chuvoso de sempre em Coimbra, segundo o IPMA. Vai, por isso, a APA reavaliar as infraestruturas de gestão do rio Mondego. Em primeiro lugar, a Agência Portuguesa do Ambiente vai identificar os pontos ao longo dos diques e canais que apresentam maior pressão, para depois reforçar a proteção para evitar novas rupturas. Vai ainda rever o modelo de articulação com outras entidades para que a tomada de decisão seja mais célere.
A fechar esta ronda de imprensa nacional, o Correio da Manhã, que revela, João, que o governo gastou milhares de euros em maquilhagem e cabeleireiro.
Um serviço por ajuste direto superior a €11 mil. O acordo prevê 50 sessões ao longo de um ano, antes das conferências de imprensa, fazendo as contas, João, cada serviço saia a €230. O objetivo é ter um serviço mais profissional de maquilhagem e cabeleireiro para os ministros e secretários de Estado.
Tempo ainda para olharmos, João, para a imprensa internacional. Começamos aqui ao lado, em Espanha, com o El País. O Papa está preocupado com o crescimento da extrema-direita espanhola.
E por isso alertou os bispos espanhóis para estarem atentos. O El País diz que este sinal vermelho foi dado no primeiro encontro com a liderança da Conferência Episcopal Espanhola, em novembro do ano passado. O Papa Leão XIV revelou estar preocupado com os grupos ultraconservadores que querem conquistar o voto católico e, por isso, instrumentalizam a Igreja. O Papa pede cautela e proteção intransigente dos valores católicos.
Ainda na Europa, mas em França, o Le Parisien destaca que depois de uma semana marcada por cheias, as águas começaram finalmente a baixar.
Ainda assim, as autoridades continuam a pedir às populações que sejam adotadas todas as cautelas, até porque há ainda três regiões sob alerta vermelho para cheias em França, outras três sob alerta laranja. Apesar de haver ainda seis regiões que preocupam as autoridades, a água começa a dar tréguas na maior parte das regiões francesas.
E nos Estados Unidos, onde fechamos esta edição da conferência de imprensa, o New York Times escreve que Donald Trump está a considerar um ataque em duas partes contra o Irão.
Primeiro, João, um ataque direcionado a infraestruturas críticas iranianas e depois um ataque de larga escala. O objetivo será que, com um primeiro ataque mais estratégico e de menor escala, o Irão fique fragilizado e possa assim os Estados Unidos pressioná-lo a sentar-se à mesa para assinar o acordo para abandonar a produção nuclear no país. Se depois deste primeiro ataque, que poderá acontecer já nesta semana, ao que diz o jornal, o Irão continuar a não querer aceitar os termos norte-americanos, Donald Trump tem uma opção mais amarga preparada. Este segundo ataque de larga escala, com fogo e fúria, como nos habituou Donald Trump, mas aí já com o objetivo de derrubar o regime iraniano dos aiatolás.
O que contam os jornais de Portugal e do mundo com o João Costa Campos. A conferência de imprensa está de regresso já amanhã.