Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Conferência de imprensa da Rádio Observador. Passamos em revista o que dizem os jornais em Portugal e no mundo. A edição de hoje é com o jornalista João Gama. Bom dia.
Bom dia, Nadine.
Começamos a olhar para o jornal Público, que escreve que o PS vai voltar a enviar a perda da nacionalidade para o Tribunal Constitucional.
E não vai assim esperar pela avaliação do Presidente da República, António José Seguro. Há uma diferença do que aquilo que foi feito aquando da primeira versão da Lei da Nacionalidade. O Público esclarece que, apesar de os socialistas manterem uma divergência clara sobre a Lei da Nacionalidade, desta vez a bancada não vai enviar o diploma para os juízes do Palácio Ratton. O PS não encontra inconstitucionalidades na Lei da Nacionalidade, mas encontra, sim, na alteração ao Código Penal, um documento votado à parte, que prevê a possibilidade de perda de nacionalidade mediante determinados crimes. O Público cita também uma entrevista de António Rodrigues ao Observador para concluir que o PSD está confortável com este cenário, uma vez que a perda da nacionalidade é um cavalo de batalha do Chega e não dos sociais-democratas.
E duas sondagens a marcar os jornais deste dia. Começamos pelo Correio da Manhã, que escreve, João, que os portugueses preferem José Luís Carneiro para primeiro-ministro.
É uma das conclusões do barómetro da Intercampus Nadine. 29,8% dos inquiridos acreditam que o secretário-geral do PS é o homem certo para estar à frente dos destinos do país. A diferença, ainda assim, é curta. Luís Montenegro é o preferido por 28,5% e André Ventura por 23% dos inquiridos. A ordem é exatamente a mesma quando o que está em causa é a intenção de voto em futuras eleições legislativas. Estes resultados mostram que são os socialistas a capitalizar com o desgaste do governo e o descontentamento da população por causa, por exemplo, do aumento do custo de vida. Há algumas diferenças face à última sondagem, principalmente à esquerda. Bloco de Esquerda, CDU e PAN crescem acima de um ponto percentual face ao último estudo de opinião.
E a sondagem da Aximage para o Diário de Notícias tira esta mesma conclusão: se as eleições fossem hoje, o PS venceria.
Aqui com a margem ainda maior face ao PSD. Os socialistas lideram com 30,6% de intenções de voto, depois da distribuição dos indecisos, encontra os 24,3% do PSD e 23,6% do Chega. O DN acrescenta que a margem entre os dois maiores partidos é inédita. A suportar o crescimento do PS está, sobretudo, o reforço das intenções de voto socialista nas áreas metropolitanas de Lisboa, um aumento de sete pontos percentuais face a março deste ano, e do Porto, um aumento de seis pontos percentuais. O DN escreve que a subida da avaliação negativa do governo coincide com o reforço do PS nas intenções de voto, uma vez que aumentou também a percentagem dos inquiridos que dão uma nota negativa ao governo, são 54% das pessoas, e os que avaliam a ação do Executivo com uma nota muito má, 17%. Destaca também um aumento do Livre, um recuo da IL, que agora estão separados por pouco mais de um ponto percentual.
E o jornal Expresso escreve que o governo trava o museu dedicado ao 25 de Abril.
Ou seja, ainda não libertou verbas para este centro interpretativo e, por isso, o museu, cuja inauguração está planeada para 2026, está num impasse. Por isso, o governo adiou indefinidamente este projeto. Falamos de um investimento que custa € 5 milhões e seria utilizado nas instalações do Ministério da Administração Interna, no Terreiro do Paço. Desde que Luís Montenegro tomou posse como primeiro-ministro, o projeto parou de avançar. Ao contrário do que estava previsto, o governo não transferiu para a Associação 25 de Abril os 10% do orçamento total destinado a financiar projetos de arquitetura e de especialidade deste museu. O Ministério da Presidência não respondeu às questões do Expresso sobre de que forma prevê concretizar este projeto, sendo que o jornal escreve ainda que António José Seguro promete intervir depois dos apelos da Associação 25 de Abril.
E tempo ainda para espreitar a imprensa internacional. O diretor interino do ICE planeia renunciar do cargo e já em maio.
É o destaque no New York Times. Todd Lyons fez saber ontem que vai renunciar ao cargo no final de maio, o que vai provocar uma grande mudança na liderança da agência, que é responsável por implementar a campanha de deportação em massa de Donald Trump. O diretor do ICE justificou esta saída, de acordo com uma carta analisada pelo New York Times, com motivos familiares. A saída levanta ainda assim algumas questões. Há sondagens que revelam que a maioria dos norte-americanos dizem que acreditam que esta agência de imigração foi longe demais durante a administração de Donald Trump. Vale sempre a pena recordar que dois cidadãos norte-americanos morreram no Minnesota no início deste ano, com tiroteios por agentes do ICE. Em particular, estas duas mortes geraram indignação e pedidos de reformas da agência que está a levar a cabo esta deportação em massa.
Os destaques da imprensa nacional e internacional hoje com o jornalista João Gama. A conferência de imprensa regressa na próxima segunda-feira.