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Está no ar o conferência de imprensa da Rádio Observador. Passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional. Eu sou o Carlos Pedro, a edição de hoje é com a jornalista Teresa Ferreira. Bom dia, Teresa.

Bom dia, Carlos.

Vamos começar pelo tema da saúde, que está em destaque no Jornal Económico. A regularização das dívidas do SNS levam o Estado de volta ao déficit de abril, Teresa.

O Estado registou, nos primeiros quatro meses deste ano, um déficit de mais de 1500 milhões de euros, invertendo assim o excedente registrado no primeiro trimestre. A despesa cresceu consideravelmente graças à regularização de dívidas do Serviço Nacional de Saúde e também devido às moratórias para as empresas que foram afetadas pelas tempestades do início do ano. Do lado das receitas, o IRS foi o que mais compensou o decréscimo nos restantes impostos diretos. Já o IVA continuou a ser a principal fonte para as contas públicas.

Vamos agora ao Público. O imposto que rendeu mais de 500 milhões de euros vai deixar de ir para o Serviço Nacional de Saúde.

Trata-se do mais conhecido imposto Coca-Cola. Desde 2017 que este imposto sobre as bebidas adicionadas de açúcar rendeu mais de 500 milhões de euros ao Estado, um valor que seguiu sempre para as contas do SNS. Os dados mais recentes da Conta-Geral do Estado de 2025 revelam que no ano passado este imposto rendeu 60 milhões de euros. Apesar disto, no Orçamento do Estado de 2026, o governo decidiu fazer uma alteração, sem que esta fosse discutida no Parlamento. A partir deste ano, o imposto Coca-Cola deixa de ir para o SNS, passa a ficar no bolo geral dos impostos arrecadados pelo Estado.

E olhamos agora para o Diário de Notícias. Há três anos que as entradas na PSP não compensam as saídas.

É a conclusão a que se chega quando se analisa o balanço social da Polícia de Segurança Pública. No fim de 2023, registraram-se 20.800 agentes. Já no fim de 2025, foram contabilizados 20.600 efetivos, que incluem carreiras de oficiais, de chefes e de agentes. Ao DN, o presidente do Sindicato Nacional da Polícia, Armando Ferreira, adianta que este ano vão passar 900 polícias à pré-aposentação, que pode ser pedida por agentes com 55 anos e 36 anos de serviço.

Vamos fechar a imprensa nacional com o Jornal de Notícias. A época balnear arranca com menos 265 nadadores-salvadores certificados nas praias, Teresa.

De acordo com a Autoridade Marítima Nacional, há dois anos existiam perto de 5200 vigilantes. Já no início deste mês, estavam registados apenas 4900. O JN falou com a Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores, que alerta para a necessidade de 6 mil profissionais para garantir a cobertura de todas as praias e piscinas do país. Já a Federação Portuguesa de Concessionários de Praia alerta para a crescente dificuldade de contratar nadadores salvadores. Isto porque, segundo a presidente da Federação, Paula Vila Faña, 90% dos vigilantes são estudantes que estão indisponíveis para trabalhar nos primeiros meses da época balnear, devido à época de exames das universidades.

Passamos agora para a imprensa internacional e a começar por França, onde o destaque do Le Figaro vai para a vitória do Paris Saint-Germain na Liga dos Campeões.

Mas apesar do triunfo da equipe parisiense, o jornal destacou o ângulo da violência. Foi uma noite de muitos zacatos em Paris e em todo o país. Um jovem de 24 anos morreu depois de embater com uma mota em blocos de betão, que foram colocados pela polícia numa rampa de acesso a uma autoestrada. O acidente ocorreu por volta da 01h. Outro jovem de 17 anos está em coma depois de ter sido esfaqueado pelas 04h. Em todo o país foram detidas 780 pessoas, com especial foco em Paris. O mais recente balanço aponta ainda para seis carros destruídos e danos em duas lojas e em várias paragens de autocarros.

Fechamos com o jornal britânico The Guardian. Os Estados Unidos anunciaram que realizaram ataques durante este fim de semana no sul do Irão.

Esta onda de ataques visou sistemas de radar e controle de drones, com alvo na cidade de Goruk e numa ilha perto do estreito de Ormuz. O Comando Central do Exército dos Estados Unidos revelou que estas operações surgem em resposta às ações agressivas do Irão. Dão como exemplo o abate de um drone norte-americano que operava em águas internacionais.

Os destaques da imprensa nacional e internacional com a jornalista Teresa Ferreira. O conferência de imprensa da Rádio Observador regressa amanhã.