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Abrimos agora a conferência de imprensa. Vamos saber o que contam os jornais de Portugal e do mundo, hoje com a edição do jornalista Miguel Gato. Bom dia.
Bom dia, Nadine.
O Jornal Público destaca o debate de ontem entre os dois candidatos à Presidência da República.
António José Seguro e André Ventura concorrem nesta segunda volta para um lugar no Palácio de Belém. Distantes em tudo, só a recusa à lei laboral juntou os dois candidatos. O Público escreve que este último debate, antes do dia 8 de fevereiro, soou a repetição comparativamente ao debate da primeira volta, ainda em novembro. O jornal que faz ainda um artigo sobre os concelhos onde é mais fácil e mais difícil cada candidato vencer. Seguro e Ventura vão ter de fazer um esforço maior no Norte e Centro do país para conquistarem os votos que foram para outros candidatos na primeira volta, se querem chegar à Presidência da República.
No Diário de Notícias, o destaque é na saúde. O INEM realizou mais de 270 partos em situações de emergência no ano passado.
Duzentos e setenta e sete no total. O número de partos em contexto pré-hospitalar tem vindo a aumentar desde o ano de 2022. Só no ano passado, em 2025, foram realizados 60 em ambulâncias, 23 na via pública, 153 em casa, dois em centros de saúde e ainda 39 partos, sobre os quais não há qualquer tipo de informação. Os dados são do Instituto Nacional de Emergência Médica, em destaque hoje na capa do DN.
E o Jornal de Notícias destaca a habitação, escreve que há mais de dois milhões de casas arrendadas que fogem aos impostos.
Contratos não declarados ao fisco correspondem a 60% das habitações negociadas entre senhorios e inquilinos. Os especialistas ouvidos pelo JN defendem uma maior regulação do setor para combater a evasão fiscal e também a precariedade.
E o Correio da Manhã tem em destaque uma notícia sobre o empresário Manuel Serrão.
O jornal escreve que o Tribunal da Relação do Porto considera que a mãe de Manuel Serrão não tem qualquer crédito sobre a empresa Selectiva Moda, em tempos dirigida pelo filho, e que não provou ter um alegado crédito de quase 2,5 milhões de euros. Maria do Rosário Souto reclamou o crédito no processo de insolvência desta empresa, mas o administrador não reconheceu e o tribunal vem agora dar-lhe razão. O DCIAP, Departamento de Investigação e Ação Penal, está a investigar um alegado esquema fraudulento da antiga empresa de Manuel Serrão para obter fundos europeus.
E passamos à imprensa internacional, Miguel. O Guardian escreve sobre o acordo do livre-comércio alcançado entre a União Europeia e a Índia.
"O acordo mais importante de todos", nas palavras da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, surge após quase duas décadas de negociações, que se intensificaram consideravelmente nos últimos seis meses. No acordo, está prevista a duplicação das exportações da Europa para a Índia até 2032, eliminando ou reduzindo tarifas em produtos industriais, incluindo quase todo o ferro e o aço, plásticos, produtos químicos, máquinas e também produtos farmacêuticos. A União Europeia prevê poupar 4 mil milhões de euros em direitos aduaneiros para as empresas dos 27.
E o New York Times escreve sobre a mais recente medida em Espanha para regularizar imigrantes.
Contrariando a tendência global, Espanha oferece aos imigrantes sem documentos uma forma legal de permanecer no país. A medida aprovada inesperadamente, surge no momento em que outros países estão a intensificar o controle da imigração ilegal, como é o caso dos Estados Unidos. É o que se pode ler neste artigo em destaque no The New York Times. Em causa, a medida do governo de Pedro Sánchez para permitir a regularização de cerca de meio milhão de imigrantes ilegais. O Executivo socialista alega que a medida vai ser positiva para a coesão social, o bem-estar e a economia espanhola. Já os partidos da oposição criticaram imediatamente esta medida, com o Vox a prometer que vai contestar judicialmente esta medida, que não vai passar pelo Parlamento.
O jornalista Miguel Gato, com a conferência de imprensa, que regressa amanhã à mesma hora.