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Muito bom dia, conferência de imprensa da Rádio Observador. Vamos saber o que contam os jornais de Portugal e do mundo. A edição hoje é do jornalista João Costa Campos. Bom dia, João.

Olá, Carlos. Bom dia.

E vamos começar pelo Diário de Notícias. A PJ vai lançar uma campanha contra a radicalização dos jovens nas plataformas digitais.

A Polícia Judiciária vai focar-se, sobretudo, nos discursos de ódio que circulam online. A iniciativa tem como objetivo alertar os pais, professores e a comunidade escolar para os sinais de extremismo nos mais novos, para prevenir comportamentos de risco. A Polícia Judiciária sublinha que muitos dos jovens que são apanhados em redes de propaganda violenta são, na maior parte das vezes, vítimas da solidão, exclusão e fraca integração social. Esta campanha da Polícia Judiciária contra o radicalismo dos jovens online vai ser apresentada amanhã.

E o jornal Público escreve hoje que a direção executiva do SNS está a limitar a contratação de mais pessoal.

As unidades locais de saúde foram informadas de que nos próximos dois anos o número de pessoal efetivo não pode crescer mais de 2,4% face ao pessoal nos quadros. Enfermeiros, assistentes técnicos e operacionais, bem como técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica ficam abrangidos por esta limitação, ao que diz o jornal Público. A medida está a causar grande apreensão por parte dos administradores hospitalares.

Seguimos agora para o Jornal de Notícias. Mais de 850 presos pedem indemnizações por más condições nas cadeias.

Não seria a primeira vez que o Estado português teria de indemnizar reclusos por falta de condições. Já em 2016 o fez em 1,5 milhão de euros por detenções em celas consideradas desumanas. Desta vez são cerca de 850 queixas no mesmo sentido. Estas queixas contra as condições das prisões portuguesas representam hoje 90% dos processos contra Portugal no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. Treze destas 850 queixas acusam o Estado de incapacidade estrutural no sistema prisional e pedem 1000 € de compensação por cada mês passado em condições inadequadas. Entre as situações mais descritas estão estabelecimentos sobrelotados, insalubres e com ratos e baratas.

Vamos agora à imprensa internacional, João, o The Guardian abre o dia com as declarações do presidente norte-americano Donald Trump, que admite intervir no Irão.

Está mesmo a estudar opções militares contra o país em resposta à repressão dos protestos no Irão. Isto numa altura em que Teerão já terá manifestado vontade de negociar com os Estados Unidos. As manifestações contra o regime dos aiatolás já dura há várias semanas e já fez nesta altura mais de 500 mortos e 11 mil detenções. Perante a ameaça de intervenção norte-americana, o presidente do Parlamento iraniano avisou que Israel e as bases e navios dos Estados Unidos no Médio Oriente vão ser considerados alvos legítimos em caso de ataque.

Já o jornal francês Le Monde destaca os protestos dos agricultores contra o acordo com o Mercosul.

Dezenas de agricultores franceses contra este acordo de livre comércio da União Europeia com o Mercosul bloquearam esta noite a principal autoestrada francesa. O protesto, que poderá prolongar-se por vários dias, liga Paris aos portos de Antuérpia e Roterdão e soma-se ao bloqueio já em curso de outras estruturas essenciais para o comércio francês. Os manifestantes contestam o acordo, que consideram desfavorável à agricultura europeia. Temem concorrência acrescida de produtos da América Latina mais baratos e sujeitos a controlos sanitários e ambientais menos rigorosos. Isto no momento em que o tratado com o Mercosul aguarda ainda uma votação que se prevê muito apertada no Parlamento Europeu.

Vamos agora até ao Brasil, João, à boleia do jornal Folha de São Paulo, que dá conta do estado de saúde de Jair Bolsonaro.

O filho do ex-presidente brasileiro, Carlos Bolsonaro, diz que a equipa médica foi chamada este domingo à prisão da Polícia Federal, em Brasília, para socorrer Jair Bolsonaro. Diz que o pai sofria de uma crise de soluços acompanhada de azia constante e que está a precisar também de apoio psicológico, uma vez que está detido em regime de solitária. A defesa do ex-presidente brasileiro, condenado a 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado, voltou a apresentar um novo pedido de prisão domiciliária, que ainda não teve resposta por parte da Justiça brasileira. É mais um episódio em torno da saúde de Jair Bolsonaro, que na semana passada já tinha sido levado ao hospital, depois de uma queda que provocou um traumatismo craniano leve ao antigo presidente brasileiro.

Ficam aqui alguns destaques da imprensa nacional e internacional. A edição de hoje esteve a cargo do jornalista João Costa Campos. A conferência de imprensa está de regresso amanhã. Já a seguir vamos à bola.