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Conferência de imprensa da Rádio Observador, o espaço onde passamos em revista os destaques de imprensa nacional e internacional. Eu sou o Carlos Pedro, a edição de hoje é da jornalista Teresa Freire. Muito bom dia, Teresa.

Bom dia, Carlos.

Vamos começar com o tema da educação em manchete no jornal Público, diz que o governo falha o prazo para a correção dos exames, mas dá mais um dia aos professores.

Decisão tomada ao fim do dia de ontem pelo Ministério da Educação. O período para a correção foi prolongado, mas a tutela de Fernando Alexandre garante que as notas vão ser afixadas na mesma, na sexta-feira, dia 17 de julho. O Público falou ontem com vários professores. A maioria tem o processo praticamente concluído, mas ainda não respiram de alívio. Ao Público, por exemplo, uma professora de Economia diz que reconhece virtudes à digitalização, mas admite que o processo não podia ter sido feito desta maneira.

Seguimos com o Jornal de Notícias, destaque também para a educação, porque as escolas vão ter de inserir dados à mão para a consulta dos exames.

Todas as escolas vão ter de inserir manualmente numa plataforma informática o número de mais de 160 mil alunos e o e-mail dos respectivos encarregados de educação. Foi esta a solução encontrada pelo Ministério da Educação para garantir o acesso à cópia digital das provas. No entanto, os diretores das escolas ainda não receberam orientações nem sabem em que plataforma é que vai decorrer este processo. Ao JN, o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas, Filinto Lima, adiantou isso mesmo. Sabem que têm de colocar os dados numa plataforma, mas que ainda é desconhecida. Filinto Lima alerta ainda para o acréscimo de trabalho que este processo significa para as escolas, numa altura em que já se começa a preparar as matrículas para o próximo ano.

E passamos agora para o Diário de Notícias. Em Lisboa, Teresa, os furtos por carteiristas sobem quase 10% no primeiro semestre.

São contas do Comando Metropolitano de Lisboa avançadas ao DN. Os furtos de malas, telemóveis e carteiras com a atuação dos chamados carteiristas registaram um aumento de 9,5%. O Comando Metropolitano de Lisboa registou entre janeiro e junho 1770 ocorrências. No mesmo período de 2025, o comando recebeu menos 154 do que no primeiro semestre de 2026. Belém e a zona do Castelo de São Jorge são os locais preferenciais dos carteiristas.

Vamos fechar a imprensa nacional com o Jornal de Negócios. Diz que os preços do gasóleo e da gasolina podem voltar a subir.

O Negócios aponta para subidas superiores a cinco cêntimos devido à guerra no Médio Oriente. As negociações entre os Estados Unidos e o Irão estão novamente instáveis e os ataques voltaram a intensificar-se. Ora, Donald Trump anunciou, entretanto, o bloqueio naval sobre o Irão e exige uma taxa de 20% pela travessia no Estreito de Ormuz. Perante isto, os investidores com quem o Negócios falou apontam para uma subida nos combustíveis que pode ser superior a cinco cêntimos.

Vamos à imprensa internacional. Destaque para o The Guardian, porque o calor extremo que se tem sentido no Reino Unido é, afinal, a nova realidade, Teresa.

O relatório anual Estado do Clima do Reino Unido mostra que os fenómenos extremos são cada vez mais comuns. Os dados, que remontam a 1884, mostram que o país nunca registou um ano tão quente como 2025, sendo que os últimos quatro anos estão entre os cinco mais quentes de que há registro. O relatório surge no momento em que o Reino Unido enfrenta já a terceira onda de calor nos últimos dois meses, tendo em conta que na terça-feira o Reino Unido já tinha registado neste ano tantos dias com 30 graus como no ano mais quente registrado no país, 1976. Um cientista do Centro Nacional de Informação Climática e ator principal do relatório, Meik Paddon, explica que as mudanças vão continuar e que ano após ano as evidências aumentam.

Vamos terminar com o francês Le Monde, que faz manchete com a presença do presidente ucraniano nas celebrações do 14 de julho.

O jornal destaca a presença do presidente ucraniano em Paris com o título "Macron e Zelensky: uma relação à parte" e analisam a amizade entre os dois. O Le Monde diz que a presença do líder da Ucrânia na parada militar, em que participaram soldados ucranianos, mostra o apoio de França a Kiev. Relembram também que entre os dois há sempre abraços e apertos de mão calorosos durante as cimeiras internacionais.

Teresa Freire e a conferência de imprensa da Rádio Observador.