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Conferência de imprensa da Rádio Observador. Vamos saber o que contam os jornais de Portugal e do Mundo, hoje com a edição do jornalista João Costa Campos. Bom dia.

Olá, Nadine. Bom dia.

Começamos pela Justiça, com o Jornal Público: o Bastonário da Ordem dos Advogados aliou-se aos juízes para travar expedientes na Operação Marquês.

O objetivo é evitar que os julgamentos dos megaprocessos tenham de ser interrompidos cada vez que um representante de um arguido renuncie ao mandato, como tem acontecido com José Sócrates, que vai já para o terceiro advogado, depois de os dois anteriores renunciarem por incompatibilidades com a juíza e também por terem prazos curtos para estudar todo o processo. A Ordem dos Advogados quer travar estes sucessivos atrasos. Propõe, por isso, que seja nomeado sempre o mesmo advogado oficioso para um determinado megaprocesso, que vai funcionar como suplente do mandatário escolhido pelo arguido.

E no Diário de Notícias: nos últimos 10 anos caíram a pique as licenças de armas de fogo para defesa pessoal.

Menos 95%. Se há 16 anos havia mais de 11 mil licenças de porte de arma de fogo, hoje são apenas 570, menos 95%. Tratam-se de licenças para defesa pessoal destinadas a civis que alegam necessidade de segurança. Em sentido contrário, Nadine, têm vindo a subir as licenças de porte de arma para defesa pessoal para alguns profissionais. É o caso de polícias fora de turno e magistrados.

Já o Jornal de Notícias, João, abre a semana a falar do aumento na faturação das portagens.

Que rendem diariamente € 4 milhões às concessionárias, em média, e há troços que são especialmente valiosos. É o caso das pontes 25 de Abril e Vasco da Gama. Só em 2024 as portagens faturaram mais de 1.400 milhões de euros, mais 70 milhões do que no ano anterior. A Associação Portuguesa das Sociedades Concessionárias de Autoestradas e Pontes explica que o aumento da faturação nas portagens tem três razões, Nadine: há mais portugueses, entenda-se, aumentou a população, há mais portugueses a andar de carro e uma melhor situação económica no país.

E vamos à imprensa internacional. Começamos pelo New York Times. O casal Obama pede uma investigação ao governo de Donald Trump pela morte de Alex Praty, o enfermeiro morto pela Polícia de Imigração Americana.

O antigo presidente e primeira-dama norte-americana juntam-se às várias figuras públicas que pedem um travão à Polícia de Imigração e uma investigação pelas duas mortes e pelos vários abusos de poder registados, como detenções sem mandato de um juiz e abordagens violentas por parte dos agentes, que já balearam três pessoas. Tal como os Obamas, também Bill Clinton, antigo presidente americano, e vários congressistas democratas e alguns republicanos pedem uma investigação e alertam para a erosão dos valores que desde sempre pautaram os Estados Unidos. Esta é a segunda morte às mãos da Polícia de Imigração norte-americana num curto espaço de tempo. Praty morreu em Minneapolis, baleado enquanto protestava precisamente contra a Polícia de Imigração norte-americana.

E vamos até Espanha, que acorda com mais uma interrupção na ferrovia.

Um novo incidente técnico no centro de controle da Adif interrompeu novamente esta manhã o serviço de comboios suburbanos em toda a região da Catalunha. De acordo com a Renfe, a rede de transportes ferroviários espanhola diz que as causas ainda são desconhecidas e estão já a ser investigadas para restabelecer o mais rápido possível o serviço ferroviário suburbano na Catalunha. A interrupção acontece apenas um dia depois de o governo catalão ter anunciado a retomada parcial das linhas e uma semana depois do acidente ferroviário que matou uma pessoa.

O jornalista João Costa Campos com a conferência de imprensa, que regressa amanhã.