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Muito bom dia, está com a Rádio Observador. "Conferência de Imprensa", começa agora mais um programa. Vamos saber o que contam os jornais de Portugal e do mundo. Hoje a edição é novamente com o jornalista João Costa Campos. Bom dia, João.

Olá, Carlos, bom dia. Como estás?

Estou bem. Vamos começar com o "Jornal de Notícias", que destaca que apesar de irmos a mais de meio do ano letivo, há ainda milhares de alunos sem professor.

A falta de professores continua a marcar o ano letivo. A Federação Nacional de Professores estima que cerca de 23 mil alunos ainda não têm todos os docentes atribuídos, devido a mais de 300 horários por preencher. Em muitas escolas, sobretudo no primeiro ciclo, turmas inteiras foram distribuídas por outras salas. Há registros de turmas a concentrar mais de 30 estudantes de diferentes anos de escolaridade. É uma situação que está a preocupar os diretores escolares, que alertam que, apesar de não haver alunos sem aulas por estarem distribuídos noutras turmas, a qualidade de aprendizagens está em risco.

Vamos seguir agora para o jornal "Público", que escreve sobre o Serviço Nacional de Saúde e diz que mais de um terço dos médicos com horas extra já ultrapassou o limite anual.

De quase 23 mil médicos com registro de horas extra, quase 9 mil já tinham ultrapassado em novembro o limite anual definido pela lei, ou seja, mais de 30% dos clínicos em suplementar. Os sindicatos e administradores hospitalares alertam que esta dependência crônica de horas extraordinárias revela a falta estrutural de médicos no SNS, encarece os custos do sistema e aumenta o cansaço dos profissionais, é o que diz o sindicato. Pedem ao governo mais contratações em larga escala e melhores condições de trabalho para reduzir a pressão sobre as urgências.

E por cá olhamos ainda para o "Diário de Notícias", que destaca que a natalidade pode estar finalmente a subir em Portugal.

É um pequeno passo em sentido positivo. O país registou em 2025 o maior número de nascimentos desde 2016, com perto de 88 mil bebês rastreados pelo teste do pezinho, mais 3 mil do que no ano anterior. Estes números representam um crescimento de cerca de 4%. Os demógrafos entrevistados esta manhã pelo "Público" consideram que o aumento está ligado, em parte, ao peso crescente das famílias imigrantes e pode ser um primeiro indício de inversão do inverno demográfico. Ainda assim, deixam o alerta: só políticas consistentes de apoio à família e estabilidade laboral transformam este alívio pontual numa recuperação sustentada.

Vamos agora à imprensa internacional. João, o "The Telegraph" escreve sobre o receio dos Estados Unidos da nova megaembaixada chinesa em Londres.

A Casa Branca está preocupada com a intenção do governo inglês de autorizar esta nova superembaixada chinesa em Londres. O governo norte-americano avisa que no projeto desta nova embaixada está previsto um enorme piso subterrâneo projetado a poucos metros de cabos de fibra ótica que transportam informação sensível muito perto do centro financeiro londrino. Segundo responsáveis da administração Trump, que falaram com o "Telegraph", há o receio de que Pequim possa usar a proximidade aos cabos e às 208 salas secretas que este edifício vai ter para operações de espionagem e acesso a dados sensíveis dos aliados. O projeto prevê ainda uma grande câmara subterrânea com sistemas de extração de ar quente, infraestruturas próprias de energia, casas de banho e duchas, o que alimenta, nesta altura, suspeitas de que o espaço da nova embaixada chinesa poderá vir a acolher equipamento informático de alto desempenho e equipas capazes de operar durante longos períodos sem sair da cave. O alerta de Washington surge numa altura em que cresce a contestação entre deputados trabalhistas e da oposição. No Reino Unido acusam o governo de ceder a táticas de intimidação da China.

Vamos fechar em França. O jornal francês "Le Figaro" destaca o contributo de Paris na missão militar europeia de defesa da Gronelândia.

Isto porque França decidiu enviar tropas para a Gronelândia como parte da missão militar europeia de reconhecimento organizada pela Dinamarca e que já conta também com contingentes da Suécia e da Alemanha. Segundo fontes militares citadas pela imprensa francesa, os primeiros operadores já chegaram ao local num destacamento sem prazo definido, que servirá para treinar operações em condições árticas extremas e avaliar futuras contribuições militares para reforçar a segurança na região. O gesto francês tem uma carga simbólica num momento de tensão com os Estados Unidos. Isto numa altura em que a administração Trump continua a reivindicar o direito sobre a Gronelândia, que considera vital para a segurança americana. Depois de estar a administração Trump reunida com a diplomacia da Dinamarca, a Casa Branca continua a dizer que a Gronelândia vai ter de passar para as mãos dos Estados Unidos.

Alguns dos destaques da imprensa nacional e internacional. A edição de hoje esteve a cabo do jornalista João Costa Campos, que regressa amanhã para mais um "Conferência de Imprensa".