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E vamos saber o que contam os jornais de Portugal e do mundo esta manhã com o jornalista João Costa Campos. Bom dia, João.
Olá, Miguel, bom dia.
E começamos com o "Jornal de Notícias". Destaca o falhanço da candidatura portuguesa à vice-presidência do Banco Central Europeu.
Mário Centeno acabou por ficar para trás na corrida depois de não reunir o apoio necessário na primeira votação do Eurogrupo, que acabou por escolher o croata Boris Vujčić, governador do Banco Central da Croácia. Nas reuniões em Bruxelas, os ministros das Finanças europeus manifestaram reservas quanto à candidatura portuguesa e o governo decidiu evitar uma segunda ronda de votação, em que o resultado se antevia claramente desfavorável. A opção por Vujčić, visto como um perfil de continuidade e com forte apoio entre os países do Norte e de Leste, acabou por ser a decisão final.
Já o jornal "Público" abre o dia a falar do uso de inteligência artificial nas escolas e também nas universidades.
Que deverá ser condicionado. É pelo menos isso que pede um manifesto assinado por cerca de 30 docentes do ensino superior. Denunciam um uso abusivo de ferramentas de inteligência artificial por parte dos alunos, o que se reflete no desempenho, com trabalhos nivelados pela mediana de um chatbot, é o que dizem os docentes, apresentações orais mecanizadas e um alegado esvaziamento cognitivo que estará a transformar os estudantes em cretinos digitais. É o que diz o conjunto de 30 professores universitários que assinam este manifesto. Pedem regulamentos internos claros e a redefinição dos métodos de avaliação, bem como a reconfiguração das metodologias pedagógicas para integrar a inteligência artificial de forma crítica e ética no ensino superior.
Olhamos ainda para o "Diário de Notícias", que destaca esta manhã a contestação dos médicos ao novo modelo de urgências regionais.
A Federação Nacional dos Médicos pediu à Provedora da Justiça que suscite junto do Tribunal Constitucional uma fiscalização ao diploma que reorganiza os serviços de urgência do SNS, por considerar que viola o Código do Trabalho e o acordo coletivo do setor. Segundo a FNAM, o modelo aprovado impõe deslocações e cargas horárias que alteram estruturalmente o tempo de trabalho dos médicos e invadem matérias de contratação coletiva com impacto na qualidade dos cuidados de proximidade, sobretudo em zonas já fragilizadas. Paralelamente, os sindicatos mantêm negociações com o Ministério da Saúde, mas avisam, sem alterações substanciais ao decreto-lei, sem reforço de recursos humanos, a reforma das urgências poderá agravar a sobrecarga nos hospitais de referência e comprometer a segurança dos utentes.
Vamos ainda à imprensa internacional, João. O The Guardian destaca Donald Trump e a nova escalada de tensões em torno da Gronelândia.
O jornal abre o dia com as mensagens que o presidente norte-americano enviou ao primeiro-ministro da Noruega. Trump admite que a pressão americana em torno da Gronelândia está diretamente ligada ao fato de não ter sido distinguido com o Prêmio Nobel da Paz. O presidente americano diz ao primeiro-ministro norueguês que já não se sente, depois deste episódio, obrigado a pensar puramente na paz e que a Gronelândia não vai escapar desse cenário.
Já o "El Mundo", em Espanha, dá conta dos resultados preliminares da primeira investigação ao acidente ferroviário na linha de alta velocidade Madrid-Andaluzia.
Que matou 40 pessoas. As autoridades espanholas concentram agora as atenções numa rutura de mais de 30 centímetros num dos carris do troço de Adamuz, em Córdoba. É apontado como a provável causa do descarrilamento do comboio que acabou por colidir com outro, provocando os tais 40 mortos. Os técnicos da Comissão de Investigação de Acidentes Ferroviários espanhola suspeitam de uma soldadura defeituosa ou deteriorada pelo tráfego intenso e pelas condições climáticas, hipótese que afastou para já o erro humano ou excesso de velocidade como fatores determinantes para a tragédia que, para além dos 40 mortos, fez ainda 150 feridos.
Foi a conferência de imprensa hoje com o jornalista João Costa Campos.