Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Está no ar a conferência de imprensa das manhãs 360. É sempre por volta desta hora, mais minuto, menos minuto, que destacamos artigos ou histórias da imprensa nacional ou internacional. Bruno, vamos ao internacional.

Vamos ao internacional, vamos ao The Guardian, que fala de um assunto que não é apenas britânico, apesar de aqui neste artigo o ângulo ser sobre a sociedade britânica. Vamos falar de sal, que também é um problema da nossa sociedade, o assassino invisível. Um britânico normal, em média, consome 8,4 g de sal por dia, quando o recomendado é 6 g. Recomendado no Reino Unido, pois isto varia de país para país. O consumo excessivo de sal está associado à hipertensão, que se sabe ser a principal causa de ataques cardíacos, de enfartes. E de acordo com uma associação que faz a monitorização do consumo de sal, há milhares de pessoas no Reino Unido que todos os anos morrem, e mortes estas que poderiam ser evitadas se o consumo de sal fosse reduzido. De acordo com esta associação, se toda a gente no Reino Unido consumisse 1 g de sal a menos todos os dias, conseguiriam evitar cerca de 4 mil ataques cardíacos por ano. Portanto, são números muito impressionantes.

Sim, mesmo.

E que a maior parte das pessoas consome, nem sabe, nem tem consciência que consome, e também não tem consciência destes números. A Fundação de Cardiologia, o equivalente à Sociedade de Cardiologia no Reino Unido, calcula que se todos os adultos seguissem as recomendações da OMS quanto ao consumo de sal, em 2035 haveria menos 1,4 milhões de novos casos de tensão alta, menos 135 mil casos de problemas cardíacos e menos 49 mil casos de enfarte. Mesmo as pessoas que tomam medicação para a tensão alta poderiam reduzir a tensão se reduzissem para metade o consumo de sal. E há aqui um problema com o sal, ao contrário do que acontece com o açúcar, cujos efeitos são visíveis. Por exemplo, no aumento do peso, o sal, os efeitos são silenciosos. E mesmo as pessoas que sofrem de tensão alta, muitas vezes não sabem que sofrem. No Reino Unido, houve melhorias entre 2003 e 2011, mas entretanto as coisas estagnaram. Identifica-se aqui a necessidade de novas campanhas de sensibilização, regras mais apertadas para as empresas e também que as pessoas tenham mais cuidado com a alimentação. Por exemplo, é no pão que está a maior parte do sal que as pessoas consomem, muitas vezes sem terem consciência disso. O artigo fala desses cuidados que podemos ter, não só as pessoas no Reino Unido, para reduzir o consumo de sal e todos os benefícios que daí podem advir para a saúde.

Eu sou daquelas pessoas que põe muito sal na comida, mesmo antes de provar a comida. Vem para a mesa e eu: "Tragam-me o sal".

É sério.

É impressionante mesmo. Então batata frita, ovinho estrelado.

Tudo que seja processado, mas há muitas coisas, e o artigo começa logo com uma referência a isso. Há muitas refeições pré-preparadas, embaladas, que parecem saudáveis. E uma pessoa pensa que é uma massa, qualquer coisa.

Mas depois estão carregadas de sal.

Têm muito sal. Aliás, o exemplo que o jornalista dá é precisamente de uma refeição, que bastava aquela refeição para fazer logo o consumo diário, a dose diária de sal.

Em compensação, tiraram o sal do pão em Portugal. Não, não tiraram o sal, tiraram um bocadinho. Se calhar já nos habituamos.

Mas é uma questão de hábito. Veja se vai sacar o café.

Mas é precisamente isso também que o artigo diz. É que nós podemos ensinar, mas não se pode fazer logo, de repente.

Não é assim à bruta.

É em doses homeopáticas.

Exatamente.

Está no Guardian, não é?

No Guardian.