Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Sete. Este som não engana. Está no ar a conferência de imprensa das manhãs 360. Não sei se são fãs, mas que é uma obra de arte. Imaginem o famoso quadro "A Noite Estrelada", de Van Gogh.
Já vi.
É incrível. Recriado num jardim apenas com árvores e plantas medicinais. Parece difícil, mas Halim Zukic, um empresário bósnio, dedicou os últimos anos a criar aquela que é talvez a maior obra de arte do mundo. A culpa foi dos tratores, que ao passarem pelos prados, deixaram na terra marcas de pneus que o fizeram lembrar uma espiral. Ele, naquele momento, diz que deixou ter dúvidas sobre o que fazer com uma área tão grande de terreno. Viu nas marcas a espiral do quadro de Van Gogh. E desde esse dia que tem trabalhado num jardim inspirado numa das pinturas mais famosas de sempre. Ele comprou o terreno de grandes dimensões há 20 anos, mas só há seis é que pôs mãos à obra. E agora, nas colinas da cidade Visoko, na Bósnia, existe um gigante parque natural que faz as maravilhas dos admiradores do pintor neerlandês Vincent Van Gogh, e mesmo de quem não seja fã, porque o resultado, e o Bruno já teve a oportunidade de ver, é mesmo espetacular. Como queria que o espaço também oferecesse uma espécie de retiro na natureza, o empresário decidiu tornar a paisagem mais verde e criar 13 lagos ao longo de 10 hectares de terra e para ficar o mais próximo da pintura, plantou 130 mil pés de alfazema de seis tonalidades diferentes. E ainda salva equinácea, absinto e camomila, que juntas formam círculos e espirais coloridas que caracterizam o quadro. Têm mesmo de espreitar. O parque, como disse, fica na Bósnia. Já "A Noite Estrelada", para quem não sabe, pintada em 1889, quando Van Gogh estava em França, está no MoMA, o Museu de Arte Moderna de Nova York. Tive pena de não ver quando lá estive, mas fica mais um motivo para ir a Nova York.
Quando estive lá, por acaso, nem estava assim muita gente à volta do quadro. Dizem que normalmente é tipo a Mona Lisa.
A Mona Lisa, que é uma loucura quando estive lá.
Eu ontem tinha prometido.
Pois é, portanto passamos da Bósnia e Nova York para Chicago.
Para Washington. Tinha prometido falarmos de quem se senta onde na convenção democrata que decorre em Chicago. Eu fui ao Washington Post perceber quem é que tem os melhores lugares para assistir esta convenção. Naturalmente, uns têm melhores lugares que outros, neste um enorme pavilhão.
Com pulseirinha e tudo.
Convém perceber que estamos a falar de um enorme pavilhão, o United Center de Chicago, com mais de 4500 delegados que se reúnem nesta convenção, com muitas delegações estaduais, algumas de estados mais indecisos, os swing states, outras de redutos mais republicanos, outros mais democratas. E, portanto, o jornal faz aqui o mapa do pavilhão. Vamos começar pelo centro, frente, centro, bem viradinhos ali para o palco. Quem fica lá? Ficam os representantes da Califórnia e da Pensilvânia. Califórnia, que é o estado natal de Kamala Harris, que obteve assim o lugar principal na frente, centro, todos viradinhos ali para o palco. Ao lado da grande delegação da Califórnia estão um estado indeciso, a Pensilvânia, também o estado natal do presidente Joe Biden, Delaware, e os delegados do estado natal do candidato a vice-presidente e governador de Minnesota, Tim Walz. Portanto, estes estão todos viradinhos, têm vista privilegiada para o palco da convenção. Menos sorte tiveram as delegações dos estados do Centro-Oeste, o Michigan e Wisconsin, embora estejam perto do palco, ficam ali naquela zona lateral, enfiadinhos ali no canto lateral, com muito pouca visão para o palco. Estão perto, mas têm muito pouca visão. Depois, no chão, estão os estados da Geórgia e Nova York, até estão perto do palco, mas entre eles está uma enorme estrutura azul que acaba por limitar a visão que eles têm do palco. Portanto, estão ali mais ou menos perto, mas não conseguem ver muito bem o palco. Lá para trás e eventualmente a precisar de binóculos, ficam as delegações da Flórida e do Arizona, estão mesmo ao fundo da arena. Também estão lá, mas do outro lado, os estados do Indiana e do Novo México. Claro que isto tem gerado sempre algum burburinho. Alguns elementos da delegação da Flórida queixaram-se de estar sentados no fundo do auditório, mas houve um pequeno almoço que juntou também a governadora do Michigan e o governador da Pensilvânia, e esses delegados sentiram-se menos desprezados. No entanto, um delegado da Flórida mostrou-se compreensivo quanto à disposição dos assentos. Diz que é o resultado da Flórida ter passado do roxo para o vermelho nos últimos anos, ou seja, de democrata para republicano, e diz que o clima entre os democratas da Flórida é alegre, mesmo que estejam lá sentados nas últimas filas. Ainda assim, ele confessa que ficou decepcionado quando viu no mapa onde ia ficar a delegação, mas ainda assim, vê um ponto positivo, fica ali mais perto da saída e portanto podem sair mais cedo da convenção.
De fininho.
De fininho da convenção.
Também deve ser valorizado. Está perto da porta.
Isto está no Washington Post.
Muito bem. No El País, um trabalho relativamente extenso sobre a procura de mão de obra para os cruzeiros. Se estão à procura de trabalho, se alguém está à procura de trabalho, vejam isto: os navios de cruzeiro vão precisar até 100 mil trabalhadores nos próximos anos. É muita coisa, nos próximos anos, mas poucos anos. Os perfis que se precisa são de todos os tipos. Deve-se saber inglês, obviamente, ter formação, estar disposto a trabalhar muitas horas.
Não enjoar.
Não enjoar, já agora. E estes 100 mil empregos são calculados pela própria Associação Internacional das Linhas de Cruzeiro, e que vão ser criados estes postos de trabalho pelos cerca de 50 novos navios que vão ser lançados nos próximos quatro anos. É um emprego com prós e contras. Por exemplo, Javier Mora, que é diretor de cruzeiros da MSC, em Nápoles, ele diz: "Bom, eu gosto deste trabalho porque já viajei com ele para mais de 100 países, convivi e aprendi com uma tripulação com mais de 70 culturas diferentes, falo seis idiomas e há muitas oportunidades de promoção". Mas, por outro lado, o reverso da medalha, nem toda a gente serve, vê-se pouco a família, trabalha-se muito. A disponibilidade é imensa e é preciso estar acessível 24 horas por dia. De facto, este é um setor que recuperou muito depressa depois da pandemia. Esteve praticamente parado durante a pandemia, portanto, recuperou rapidamente. E o crescimento, de facto, está a criar estes postos de trabalho. São precisos entre 400 e 3 mil postos de trabalho por cada navio, depende obviamente do tamanho. Aquelas cidades, basicamente, que se vêm a passar. Flutuantes, muitas delas que se vêm aqui entrar no Tejo, de facto empregam muita gente. E além destas 100 mil contratações para os navios, até 2028, a Associação Internacional soma isto, 400 cargos diferentes que as empresas que gerem isto depois precisam para os escritórios. Uma das competências decisivas para ter sucesso a bordo é ser proativo, é ser criativo num ambiente em mudança, porque, dizem os especialistas, embora o cliente nunca perceba, ou tenta-se que os passageiros nunca percebam, no barco acontecem sempre imprevistos, doenças, avarias, por aí fora, e é decisivo no meio do mar ser proativo. Há programas de formação feitos com universidades específicos e depois há uma formação marítima certificada, um curso de 30 dias que inclui segurança, sobrevivência no mar, combate a incêndios, segurança no trabalho e primeiros socorros, proteção marítima, combate à pirataria, ataques e proteção de navio, pessoas e carga, e também questões relacionadas com navios de passageiros, gestão de multidões e atuação em caso de emergência com passageiros. Isto parece fácil, mas não é.
Mete respeitinho.
Cá está, 100 mil empregos nos próximos quatro anos para navios de cruzeiro, quem gostar e quem precisar.
Já fizeram algum cruzeiro?
Nunca fiz. Mixed feelings.
É verdade.
Gostava de fazer.
Também gostava.
Nos fiordes.
Estamos muito a tempo.
Há uma excelente reportagem do escritor David Foster Wallace sobre a experiência dele num cruzeiro. Quer dizer, pagaram-lhe pra ele fazer a reportagem e acho que é uma excelente ideia, pelo menos pagarem pra uma pessoa escrever sobre a experiência.
O Bruno Veira Amaral está aqui.
Estou aqui disponível.
Para fazer uma reportagem extensíssima sobre o assunto.
Também estou disponível para fazer uma reportagem sobre ir à Disney.
Olha!
Ir à Disney. Esta notícia está no New York Times e para muitas famílias norte-americanas, ir à Disney ainda são as férias de sonho. E as famílias não se importam de se endividarem para cumprir esse sonho. Esta reportagem conta com o testemunho de várias famílias que pagam estas férias com cartão de crédito e estamos a falar de valores que para uma família de quatro podem ir desde os $6 mil, sensivelmente o mesmo valor em euros, a mais de 15 mil e isto fora voos. Não inclui voos e outras coisas.
Deve ficar lá no hotel da Disney, só pode.
Pois. A razão para estes valores tem a ver com a alteração, ou uma das razões, tem a ver com a alteração da política de preços da própria Disney, porque isto não é só pagar a entrada, depois lá dentro há uma série de serviços, desde fotografias a transporte, ao passe para não ficarem à espera nas filas para as diversões. E tudo isto faz disparar os custos, que por vezes surpreendem algumas famílias, embora muitas destas famílias não se importem com isso. Uma das entrevistadas diz mesmo que no futuro vai continuar a ganhar dinheiro, mas o filho é que não volta a ser criança. Portanto, é aproveitar enquanto podem, este é o momento. Pelo número de visitantes, muitos deverão pensar o mesmo. A Disney World, na Flórida, recebe 17 milhões de visitantes todos os anos e a Disneyland, na Califórnia, não fica muito atrás com 16,1 milhões de visitantes todos os anos. No entanto, os especialistas em finanças pessoais aconselham as pessoas a não gastarem nas férias mais do que podem, porque durante as férias podem fugir à realidade e a Disney dá essa sensação, as famílias mencionam isso.
Mas depois caem na realidade.
A realidade volta.
E é dura.
E com dívidas para pagar. O ideal, dizem estes especialistas, é juntarem dinheiro, até para uma emergência, e pagarem as férias com as poupanças. Só que, na verdade, isso não funciona com todas as pessoas, muitas das quais têm dificuldades para fazer poupanças e que dizem que às vezes até juntam algum dinheiro, mas aparece sempre uma despesa extra. E que se fosse assim, se estivessem à espera de juntar dinheiro para ir à Disney.
Já o miúdo andava na universidade.
Ora aí está. E que a única forma mesmo é recorrer ao crédito. E dizem também que, para elas, as memórias não têm preço. Ou têm, mas elas estão dispostas a pagar esse preço, mesmo que a prestações e com juros. É uma notícia que está no New York Times.