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E vamos saber o que contam os jornais de Portugal e do mundo. Hoje a edição da conferência de imprensa é com o jornalista João Costa Campos. Bom dia, João.

Olá, Miguel. Bom dia.

E começamos pela notícia destaque no jornal "Público", que revela que há vários hospitais já sem dinheiro para comprar medicamentos.

E ainda vamos no início do ano, o Ministério da Saúde garante que eventuais constrangimentos que possam ter sido identificados assumem natureza pontual e transitória, estou a citar, e estão associados ao encerramento do ano econômico. É a justificação que o Ministério da Saúde dá para a falta de dinheiro para a compra de medicamentos em vários hospitais. Mas o que é verdade é que é uma situação que está realmente acontecendo em vários hospitais. Não têm já dinheiro nesta altura do ano para comprar medicamentos, uma situação que é o que escreve o jornal "Público", está a empurrar as administrações hospitalares a violar a lei e a incorrer em responsabilidades financeiras. O "Público" escreve que a falta de verbas pode estar relacionada à estratégia de contenção de custos no Serviço Nacional de Saúde.

Passamos agora ao Jornal de Notícias. Abre o dia com o mercado imobiliário: compensa mais comprar casa do que arrendar.

As diferenças mensais entre comprar ou arrendar têm vindo a aumentar, impulsionadas pela descida das taxas de juro desde o fim da pandemia Covid-19 e por um maior controle da inflação, é o que escreve o Jornal de Notícias, que apresenta esta manhã um estudo. A mensalidade ao banco compensa mais do que arrendar e a diferença pode mesmo chegar aos €550 por mês.

Já o Diário de Notícias escreve sobre o mau tempo. As secretas estão a garantir, João, comunicações à PSP em Leiria.

Depois de o SIRESP ter falhado várias vezes, o Sistema de Informações da República Portuguesa, as secretas, estão a garantir apoio logístico e técnico à Polícia de Segurança Pública numa das regiões mais afetadas pela passagem da depressão Kristin, Leiria. As secretas cederam power banks solares, geradores e equipamentos de ligação por satélite à PSP para garantir que as autoridades têm acesso às comunicações.

Na imprensa internacional, o The Guardian escreve mais uma vez sobre o caso Jeffrey Epstein, desta vez sobre Steve Bannon.

Que é o ideólogo de Donald Trump, é uma das pessoas mais influentes dentro da Sala Oval da Casa Branca e que tem vindo a orientar politicamente Donald Trump desde o primeiro mandato à frente da Casa Branca. A nova leva de ficheiros revelados mostram que Steve Bannon tem vindo a influenciar a política europeia diretamente. Entre 2018 e 2019, tentou junto de Jeffrey Epstein, o multimilionário acusado de vários crimes, como abuso de menores e tráfico de menores. Steve Bannon tentou, junto de Jeffrey Epstein, organizar um grande projeto de extrema-direita na Europa, que passaria por angariar dinheiro e apoio para Marine Le Pen e Matteo Salvini, Le Pen francesa e Matteo Salvini italiano, antes das eleições europeias. A relação é, sobretudo, política e reputacional para a direita radical na Europa. Expõe como os projetos de direita radical estão ligados à rede de contactos de Jeffrey Epstein.

Vamos ainda à BBC, mas continuamos a falar do caso Epstein. Keir Starmer pede desculpa pela nomeação de Peter Mandelson para embaixador nos Estados Unidos, apesar de saber das ligações com o multimilionário.

O primeiro-ministro britânico está sob forte pressão política depois de admitir que acreditou nas mentiras de Peter Mandelson ao nomeá-lo embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos. Starmer pede desculpas diretamente às vítimas de Jeffrey Epstein. Diz que só manteve o embaixador no cargo porque Mandelson diz ter minimizado a relação com Epstein, algo que Starmer diz agora que considera falso. A oposição, incluindo conservadores e liberais democratas, dizem que a posição Starmer é insustentável e exigem uma moção de censura no Parlamento. Dentro do próprio Partido Trabalhista no governo, há vários deputados que dizem que o primeiro-ministro terá de fazer muito trabalho para recuperar a confiança, enquanto alguns já consideram inevitável que acabe por se demitir do cargo.

Foi a conferência de imprensa com o jornalista João Costa Campos, a conferência de imprensa que volta na próxima semana.