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Quem eu admiro é a Sofia Ariel, pintora de quem eu vi logo a segunda exposição, creio eu, há 20 e tal anos ou mais, e que tem sobre a noite, sobre a melancolia e sobre a tristeza, uma vivacidade, uma alegria, uma espontaneidade, um dinamismo que me encanta. Uma vez eu ia a passar numa rua e vinha assim bastante acabrunhado, uma rua perto de minha casa, e vejo uma montra de uma loja de decorações e de repente fez como se tivesse nascido o sol. Era um quadro da Sofia Ariel, particularmente bonito. E por isso também, por esta conquista diária, batalhosa, custosa, permanente da alegria, eu fiz um filme sobre ela. Ela diz que tem uma pintura vitaminada, ou seja, aquilo que lhe interessa é a manifestação da vitalidade, da energia e da vida. A Sofia Ariel é para mim a vida.
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