Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Eu ouvi a mensagem que o Zé Filipe, meu marido, me dedicou. Realmente, comove-me imenso a forma como ele fala de mim. Não tenho palavras, só quero agradecer e realmente, o meu elogio é que ele é uma pessoa incrível e tenho muito orgulho dele. Acho que isso diz tudo. Agora, outra pessoa que eu gostaria de dizer que eu admiro, falo da minha profissão, da nossa profissão como jornalistas. Eu nomeio Adelino Gomes. Por que Adelino Gomes? Como jornalista, no início da minha carreira, nos anos 70, 80, com a guerra de Timor. Eu quero recordar apenas aqui uma palavra, uma coisa que eu disse na altura de um seminário, na abertura, para apresentar o Adelino Gomes. Em Timor, nós gritávamos por ajuda e nós tivemos um grande jornalista que gritava por nós: Adelino Gomes. A sua ética profissional, a forma como ele abrange, faz a cobertura dos temas que abraça. Foi sempre um exemplo para nós, jornalistas, da forma como vivíamos, sob pressão, e vermos a diferença do que era realmente notícia e qual era o nosso trabalho. Sem dúvida alguma, é Adelino Gomes. Para ele, um grande abraço e quero aqui agradecer exatamente a grande lição que ele nos deu, aos jornalistas timorenses. Eu creio que falar do Adelino Gomes, o nome diz tudo. É um exemplo bem claro. Eu podia falar de muitos outros jornalistas portugueses, por quem tenho uma admiração incrível, mas este foi o que mais marcou nós quando estivemos no início das nossas carreiras como jornalistas em Timor-Leste. Aqui em Portugal, eu creio que ele contribuiu muito para que a sociedade, que o público em geral, abrisse os olhos e visse o que realmente estava à sua volta, o que era uma notícia verdadeira e o que era propaganda. Eu falo por experiência própria, porque mostrou-nos a diferença entre a propaganda e o que é notícia.

Rádio Observador. Ouça este e outros conteúdos em observador.pt/rádio e subscreva os nossos podcasts.