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E Carla Jorge Carvalho, estamos no direto à campanha. A habitação continua a ser o tema grande entre os candidatos à presidência da Câmara de Lisboa. Já vamos ouvir as acusações de Carlos Moedas a Fernando Medina, mas antes disso, Carla, fazemos o roteiro dos líderes partidários.
Com António Costa a insistir no tema da descentralização. Ontem foi a Faro dizer que a possibilidade de cada região elaborar o próprio plano operacional sem as ordens do governo é um passo enorme.
É verdade que ainda não temos a regionalização, mas nós demos um passo enorme ao regionalizar a elaboração dos planos operacionais regionais. E quando eles agora forem chamados a terem de elaborar o plano operacional para o Algarve, não o vão fazer às ordens de Lisboa e às ordens do governo. Vão fazer de acordo com aquilo que é a vontade das populações do Algarve, expressa através de quem as representa, que são os autarcas algarvios.
António Costa, numa ação de campanha em Faro. Este plano operacional é um documento que indica os objetivos de cada região, assim como o financiamento que é aplicado ao longo do ano.
Já a esquerda insiste no tema do preço da energia. Tanto PCP como Bloco de Esquerda querem mais ação por parte do governo.
A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos anunciou esta semana que a eletricidade vai aumentar €1 para a maioria dos consumidores a partir do próximo mês. Já hoje, a bancada comunista vai levar propostas ao Parlamento para evitar este cenário. Por isso, Jerónimo de Sousa sugere que esta é uma boa oportunidade para que o PS passe das palavras aos atos.
O PS tem amanhã a oportunidade de emendar a mão, corrigindo as suas anteriores posições, seja em relação à energia e aos combustíveis, seja em relação às alterações propostas à lei do arrendamento. É bom que o PS passe das palavras aos atos na defesa das populações. Há muitas lutas para concretizar, para travar e para garantir o que o país precisa. O país precisa de avançar.
Numa campanha em Carnide, o secretário-geral do Partido Comunista acrescenta ainda que António Costa não vai conseguir impedir os autarcas da coligação de apontar o que o governo está a fazer mal no país. Quase no mesmo tom, Catarina Martins acusa o governo de assobiar para o lado.
Sabem que o Bloco de Esquerda é o único partido que afronta sempre o lobby das elétricas, que já apresentou propostas concretas para acabar com o privilégio das elétricas e baixar a conta da luz no país. Ao mesmo tempo que o Partido Socialista assobia para o lado e não é sequer capaz de implementar em Portugal as medidas que o governo em Espanha, aqui ao lado, já está a implementar. E bem, a ridícula direita decidiu que não sabe o que há de fazer e vai fazer umas audições lá para outubro, depois do preço da luz já ter aumentado.
Numa ação de campanha em Torres Novas, no distrito de Santarém, a coordenadora bloquista garante que o partido vai colocar-se ao lado dos consumidores nesta questão.
Quanto ao Chega, André Ventura diz que não quer acordos com o PSD depois das autárquicas.
Num comício em Bragança, o líder do Chega pede aos apoiantes que tomem uma posição clara. O partido de André Ventura não se quer coligar com os sociais-democratas em nenhum município.
Agora que viu a força do partido pelo país inteiro, admite acordos para salvar a própria pele, a sua e a dos autarcas social-democratas. Nós, que queremos verdadeiramente transformar este país e não estamos aqui para fazer negociatas de lugares, nós vamos dar uma resposta muito clara ao PSD. E essa resposta eu vou ouvir da vossa boca. Nós vamos ou não fazer acordos com o PSD?
Não!
Somos capazes de fazer acordos com o PSD, com este PSD?
Não!
Nós não somos dessa massa. Vamos deixar esse papel para o CDS, que gosta tanto de ser a muleta do PSD em Portugal.
André Ventura num comício em Bragança, com baterias apontadas a Rui Rio. Além de afastar possíveis coligações pós-autárquicas, o líder do Chega critica ainda a ideia de transferir o Tribunal Constitucional para Coimbra. Diz Ventura que os portugueses têm problemas mais importantes para serem resolvidos. Está como exemplo o preço dos combustíveis ou as pensões baixas.
Já em Lisboa, o tema da campanha continua a ser o da habitação.
Começou e ainda não terminou. A troca de palavras entre Carlos Moedas e Fernando Medina parece ter vindo para ficar. Carlos Moedas volta a acusar o atual autarca de não ter feito nada na área da habitação acessível. Uma resposta que surge depois de Medina ter acusado Moedas de não ter propostas credíveis para o problema da habitação. O candidato do PSD e CDS diz que é chocante a falta de resposta da autarquia.
Dá vontade de rir, não é? Porque Fernando Medina está lá há seis anos como presidente da Câmara, não fez absolutamente nada do que prometeu. E, portanto, esta petulância de Fernando Medina, numa área que foi a área em que ele mais falhou. Se a área em que ele falhou é esta da habitação, dizer que eu é que não tenho propostas, quando eu fui claríssimo sobre as propostas, o que ia fazer nos bairros municipais, o que vou fazer na renda acessível, o que vou fazer também no mercado livre para ajudar os jovens a poderem comprar casa, a ter licenciamentos mais rápidos. Tive propostas muito concretas. É pena é ele estar lá há tantos anos e nunca ter feito nada. Aquilo que vimos foi 6 mil fogos que ele prometeu que não fez. Vimos urbanismo estagnado, vimos tudo isso e eu ouvir dizer que eu é que não tenho as propostas concretas, faz um leve sorrir.
Moedas reforça que a habitação acessível é uma prioridade, defende uma aposta na reabilitação de imóveis devolutos da Câmara para serem colocados no programa de rendas acessíveis.
E Carla Jorge Carvalho, a CDU também não poupa críticas ao executivo camarário.
João Ferreira considera que a habitação acessível prometida por PS e Bloco na autarquia foi um fracasso. O candidato afirma que os dois partidos prometem sempre, mas nada fizeram.
Há quatro anos, as forças que estiveram no governo da cidade diziam, uma, o Partido Socialista: 6 mil casas a preços acessíveis. Outra, o Bloco de Esquerda: 7 mil casas a preços acessíveis. Nem 7 mil, nem 6 mil, nem mil. Foi um fracasso no que toca à produção de habitação a preços acessíveis. O pouco que foi feito, foi a CDU que abriu portas quando propôs, e a Câmara aprovou, a criação de um programa de arrendamento a custos acessíveis, o PACA, que prevê que a Câmara pegue naquilo que é seu. E a Câmara é o maior proprietário da cidade, tem patrimônio em todas as 24 freguesias. Pois deve pegar nele, reabilitá-lo e disponibilizá-lo pra famílias que procuram aceder à habitação a preços acessíveis, arrendando esse patrimônio.
A acusação de João Ferreira numa ação em Carnide. O candidato da CDU defendeu ainda a necessidade de intervenções nos bairros municipais. Uma promessa feita há quatro anos pelo Partido Socialista e Bloco, mas que, afirma João Ferreira, não foi cumprida. Já o Bloco de Esquerda quer criar em Lisboa 5 mil camas em residências universitárias até 2025, numa visita à residência de estudantes do Polo da Ajuda, em Lisboa. Beatriz Gomes Dias defende que é preciso aumentar a capacidade das residências para estudantes deslocados.
Lisboa está em 6,6% de vagas pra estudantes deslocados. Portanto, que é muito insuficiente e ainda por cima é metade da média nacional, que já só por si é insuficiente. São 13%, Lisboa ainda tem menos do que 13%, portanto, é preciso aumentar a capacidade. E uma das propostas que nós temos pro mandato, que vai até 2025, é criar esta oferta de 5 mil vagas pra estudantes deslocados em residências universitárias. Então é bom ver este projeto da Universidade de Lisboa, porque também é um projeto que nós queremos fazer em parceria, que será em parceria com a Universidade de Lisboa, para poder conhecer e perceber como é que isto funciona e usar este modelo.
Beatriz Gomes Dias afirma que a principal preocupação dos jovens é a habitação. A candidata do Bloco de Esquerda à Câmara de Lisboa considera, por isso, que é de extrema importância haver mais oferta nas residências universitárias. Está na altura de ir em direto à campanha com as jornalistas do Observador, Mariana Lima Cunha e Inês André Figueiredo. Bom dia às duas.
Bom dia.
Bom dia. Vamos começar então pela campanha de Lisboa. Vimos algumas das declarações de ontem. Mariana, enquanto Medina esteve a apresentar trunfos, não só portugueses, a esquerda está a gerir a forma como se vai relacionar com o presidente da Câmara, se ele for mesmo Medina. Este é o dilema que o Bloco de Esquerda está a enfrentar nesta campanha?
É verdade, o Bloco de Esquerda tem aqui uma dificuldade evidente nesta campanha. Aliás, o Bloco continua, neste momento, a fazer uma espécie de périplo, nem tanto pra mostrar o que é que falha na cidade, o que é uma estratégia normal, mais pra justificar por que valeu a pena entrar num acordo com o PS há quatro anos. Aliás, isso tem sido visível. No primeiro dia de campanha, Beatriz Gomes Dias visitou uma casa que está pronta pra entregar pra renda acessível. Não são assim tantas. Depois, ontem esteve nas residências de estudantes, porque é uma das promessas em que o Bloco de Esquerda conseguiu, de facto, garantir as vagas que queria. E hoje, por exemplo, irá a uma escola que, segundo a agenda que o Bloco enviou, esteve envolvida na revolução que o Bloco garantiu nas cantinas das escolas básicas, que envolvem menos plásticos, etc. E portanto, o Bloco está aqui a tentar frisar o que correu bem, sendo certo que tem sempre esta dificuldade de gestão. E aliás, isso mostra-se muito nos tons muito diferentes que Beatriz Gomes Dias e Catarina Martins usam durante a campanha. Acho que há aqui, talvez, uma pequena diferença. Beatriz Gomes Dias, desde o último debate aqui de Lisboa, começou também a perceber que tem de partir aqui pra ofensiva em relação ao PCP. Ou seja, se o PCP também pode ser um potencial parceiro do PS, o Bloco de Esquerda agora começa a perceber que tem de se posicionar como o partido de esquerda que quer mesmo influenciar a governação, que não tem hesitações, que já decidiu que quer mesmo o acordo formal, descrita e que é frontal sobre isso.
Portanto, quer distinguir-se do PCP ou da CDU e quer distinguir-se de uma governação de que de algum modo também fez parte.
Exatamente.
É um equilíbrio difícil.
Exatamente. É andar ali em cima do muro. Porque se há coisa que, aliás, o PCP tem aproveitado pra fazer, é atirar contra o Bloco o acordo que fez com o PS. Ainda ontem o João Ferreira falava sobre isso no comício que fez, sempre da parte da habitação, que é o calcanhar de Aquiles, porque é uma das grandes prioridades do Bloco e que, de facto, ficou aquém dos objetivos. E, portanto, o PCP aproveita-se sempre pra falar da maioria PS e Bloco. Um lembra, entre os partidos se lembram.
Colando sempre o Bloco à atual gestão na Câmara de Lisboa. Vamos então até ao Porto e Inês André Figueiredo. Bom dia. Aqui temos um candidato e atual autarca com sondagens muito confortáveis, no mínimo. Como é que Rui Moreira está a gerir estes, chamemos-lhe, ativos?
É exatamente por aí. Rui Moreira é um dos autarcas deste país que tem uma vitória quase garantida antes ainda de os eleitores irem às urnas. Pelo menos é o que nos dizem as sondagens. Por outro lado, o atual presidente da Câmara e recandidato não se dá por satisfeito, até porque anda à procura de uma dupla maioria absoluta, tanto no Executivo que já tem, como na Assembleia Municipal. Por isso, e como perguntaste, ele tem feito exatamente para que isso aconteça. É a estratégia que foi definida por Rui Moreira e pela equipe que o acompanha Que tem sido fazer largos quilômetros atrás da chamada obra feita. Ou seja, já foi a muitos lados, focou-se em áreas como a segurança, que diz ser muito importante pro Porto, a habitação, o desporto e vai, pelo menos a agenda assim o indica, além de mostrar a obra feita, vai estar em muitos sítios para mostrar que está um passo à frente e que naqueles sítios há mais promessas para cumprir. Ou seja, não está satisfeito com aquilo que fez. Mostra que fez, mas em cada local consegue acrescentar mais uma pedra, há mais algo para fazer, está mais algo no programa e tem sido assim sucessivamente as ações de campanha e as arruadas que Rui Moreira tem feito. Aliás, esta estratégia implica estar na rua, porque é isso que Rui Moreira tem feito. Às vezes de manhã vai a um sítio ou outro que inaugurou, interior. Ontem, por exemplo, esteve no Centro de Gestão Integrada aqui no Porto com a Polícia Municipal, com o PSP, com várias outras forças, mas na verdade, tem estado muito na rua com as pessoas e principalmente com as pessoas que obviamente lhe dão jeito e dão votos, porque foram pessoas que foram beneficiadas com as políticas que fez nos últimos oito anos.
Então isso quer dizer, Inês, que há, de facto, quando o Rui Moreira sai à rua, um apoio popular, chamemos-lhe assim, uma simpatia generalizada pelo presidente da Câmara do Porto?
Sim, por exemplo, nos últimos dois dias, o candidato esteve num centro de alojamento e ontem esteve em bairros sociais da cidade, alguns construídos já no mandato de Rui Moreira, outros requalificados durante os últimos anos. E em alguns deles ele é recebido praticamente como uma estrela. Apesar de, e fica aqui a ressalva, alguns dos jornalistas que fizeram a campanha há quatro anos comentam que não há tanto endeusamento como na última campanha, porque aqui e ali já se ouve uma ou outra crítica. Às vezes Rui Moreira vai a passar com a comitiva, vai a acenar e ao longe alguém diz coisas como: "Eu tenho umidade em casa, eu caí em casa." Mas a verdade é que Rui Moreira põe e dispõe alguns destes bairros. Dizer-vos, por exemplo, que ontem no bairro Rainha Dona Leonor, um dos grandes ícones da cidade, é considerado um dos melhores bairros sociais do país. Rui Moreira entrou na casa de uma eleitora completamente fã. Ela fez o percurso todo com ele, juntamente com a mãe, tem ali uma casa. E quando nós vínhamos a sair, eu e o nosso fotógrafo acabamos por nos meter na cozinha pra que o resto da comitiva passasse e apercebi-me que em cima do frigorífico da senhora estava um altar cheio de santos e ao lado de várias fotografias da família estava, de facto, o cartaz de Rui Moreira e o jornal de campanha de Rui Moreira.
É a fotografia que está no nosso site.
Exatamente. No meio da confusão ainda lhe disse, a senhora chama-se Maria Cristina Pereira, uma eleitora aqui do Porto, ainda lhe perguntei: "Por que está ali Rui Moreira? É por alguma razão ou foi sem querer?" E ela disse: "Não, menina, é pra rezar, eu vou rezar por ele." Por isso, é pra percebermos aqui que realmente há muito amor nesta campanha, apesar dessas críticas como é compreensivo, claro, ninguém é unânime.
Claro que não, mas há aí uma enorme simpatia, pelo menos neste caso. Mariana, em Lisboa, hoje vais acompanhar a campanha de João Ferreira, o candidato da CDU, e a habitação vai continuar na agenda.
É verdade, tenho só a dizer que agora aqui ao ouvir a Inês, cai até alguma inveja da campanha do Porto, parece muito animada. Nós temos tido um bocadinho menos de contacto de rua. Não. Eu tenho seguido a Beatriz Gomes Dias e o João Ferreira e só a dar a nota que eles têm jogado em casa também. Ainda ontem o João Ferreira fez um comício no bairro Padre Cruz, que é um dos bairros municipais de Lisboa, onde a junta é do PCP, portanto estava em casa e foi muito aplaudido, cumprimentou muita gente e a Beatriz Gomes Dias esteve na Faculdade Nova de Lisboa a almoçar na cantina, mas também com um grupo de estudantes ou ex-estudantes, que na verdade eram na sumida militantes do Bloco de Esquerda, de maneira que ambos estavam a juntar em casa, mas até agora ainda não vi altares montados para nenhum. O João Ferreira hoje vai de facto voltar a pegar pela habitação e aqui é mesmo um dos pontos em que se nota que o Bloco de Esquerda e o PCP se estão a marcar, no fundo, até porque concorrem para mostrar que o programa é melhor que o outro. Porque por princípio temos todos cientes que os programas e os objetivos de renda acessível não correram como deviam, estão aquém dos objetivos, não houve as 6 mil casas que estavam prometidas. Ainda assim, o que o Bloco de Esquerda diz é: "Certo, mas o pilar que foi garantido com os privados e que foi Fernando Medina que o quis fazer, não garantiu casa nenhuma, até porque teve vários chumbos do Tribunal de Contas pelo meio e não avançou. E o nosso pilar, que é o 100% público, pelo menos entregou algumas casas." E depois, do outro lado, temos o PCP a dizer: "Mas nós fizemos o programa que basicamente prevê uma reabilitação de casas que já são de patrimônio, que já é da câmera e esse, que é o programa que vale a pena, é o PACA, que é o que o PCP vai hoje estar a promover ali no Restelo. E depois de haver já essa marcação, espera-se logo pra amanhã que o João Ferreira comece o dia com mais críticas à maioria PS, Bloco de Esquerda, que tem sido uma constante. E depois vai dar uma volta de tuk-tuk, nós vamos acompanhá-lo, para falar dos problemas de turismo, provavelmente também de mobilidade da cidade, e quando estacionar, vai estacionar ali na Estrela, numa arruada, que vai fazer, vamos ver se é um pouquinho mais animado do que a que já fez esta semana, que foi um pouquinho morna, ali meio fica.
Vamos ver se também vais ter.
Fotografias.
Se vais encontrar um altar hoje ali para os lados da Estrela. Inês André Figueiredo, a primeira ação de campanha do dia de hoje de Rui Moreira vai ser à semelhança de muitas daquelas que já explicaste que ele teve, mas vai ter um toque especial.
É uma arroada, mas desta vez vai estar em Campanhã, que é um local que já lhe valeu uma polêmica nesta campanha.
E uma queixa na Comissão Nacional de Eleições.
Era exatamente isso que eu ia dizer. Rui Moreira colocou no jornal de campanha um candidato do PS, chamado Ernesto Santos, o atual presidente da Junta de Campanhã e que se recandidata agora, mas o PS apresentou essa tal queixa à Comissão Nacional de Eleições porque não gostou. Rui Moreira já falou duas vezes do tema, não entende muito bem o incômodo causado, até porque diz que é a única junta de freguesia que neste momento o PS tem e disse ontem em declarações aos jornalistas que se calhar, se Ernesto Santos não tivesse tido este apoio de Rui Moreira, nem sequer se tinha candidatado, como o próprio já o disse, e que, na verdade, se o movimento Rui Moreira tivesse apresentado ali um candidato, Ernesto podia não sair vencedor. Desta forma, Rui Moreira, o atual presidente da Câmara e recandidato, diz que o bom PS não está preocupado com isso, nem sequer o próprio autarca. E é também aqui de relevar que há uma relação muito próxima entre Rui Moreira e Ernesto Santos, que acabou por admitir ao Observador que apenas avançou porque Rui Moreira lhe deu este apoio, como estava a dizer anteriormente. Um apoio destes não se deita fora, como o presidente da Junta de Campanha disse ao Observador, numas declarações há dois dias, porque este apoio, de fato, poderá garantir-lhe a reeleição, que ele não tinha se o movimento Rui Moreira tivesse ido a votos nesta junta de freguesia.
E portanto, vai ser interessante ver quem vai estar hoje em Campanhã.
Vai ser muito interessante. Só saber se, por exemplo, o Ernesto Santos vai estar lá ou cruzar-se pelo menos com o presidente da Câmara e recandidato.
Atenção, então, a quem vai passar ao lado de Rui Moreira, Inês André Figueiredo e Mariana Lima Cunha. Olhar para a luta autárquica em Lisboa e no Porto. O direto à campanha regressa para a última semana da campanha autárquica.