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Bom dia e muito obrigada por estar com os Manhãs 360. Nesta edição do Direto ao Assunto, junta-se a nós a jornalista de Economia do Observador, Ana Suspiro. Fala, Ana, bom dia.

Bom dia.

Hoje é nosso convidado o secretário-geral da UGT, Carlos Silva. Bom dia, muito obrigada por ter aceitado o nosso convite.

Bom dia.

Carlos Silva anunciou que não se recandidata à liderança da UGT no próximo congresso da Central Sindical, daqui a mais de um ano, em abril do próximo ano. Por que este anúncio precoce?

Antes de mais, muito bom dia mais uma vez e, naturalmente, ao vosso vasto auditório. Quando fui convidado pelo João Proença para o desafio de ser secretário-geral, isso aconteceu em janeiro de 2012 e já havia conversas. Portanto, eu só fui eleito em abril de 2013. Significa que é necessário que a tendência sindical socialista e os principais dirigentes de todos os sindicatos da UGT se pronunciem. Naturalmente, o candidato tem que fazer um périplo por todas as organizações filiadas, explicar ao que é que vai, quais são as suas propostas, qual é a sua visão e o seu estado d’alma em relação à organização. Depois, há um congresso, aconteceu em julho de 2012, no Hotel Altis, onde efetivamente fui eleito pelos socialistas e, a partir daí, os social-democratas tiveram também que se pronunciar. Portanto, significa que a partir dessa decisão estar tomada, que leva alguns meses, depois dessa maturação toda dentro da vida sindical, há naturalmente se integrar e conhecer os dossiês da organização. Portanto, a antecedência não há nada de excecional para quem já esteja numa organização como a UGT.

Mas por que essas coisas são tratadas de forma mais discreta? Isto é, prepara-se, obviamente, a saída e a sucessão, ou abre-se basicamente a sucessão, mas não de uma forma tão ruidosa como o Carlos Silva optou por fazer desta vez.

Optei por fazer algo mais ruidoso, que desse claramente um sinal ao país de que há incômodos dentro da UGT em relação à forma como, do ponto de vista institucional, a UGT é olhada, é entendida, é considerada, neste momento, pelo chefe do governo.

Pelo chefe do governo, concretamente. António Costa.

Claro, pelo líder. Estamos a falar de questões institucionais, porque nestes últimos dias, inclusivamente, fui até confrontado com perguntas de colegas vossos. Porque o doutor José Luís Carneiro visitou a UGT antes do Natal. O doutor José Luís Carneiro foi numa reunião do Partido Socialista, o Partido Socialista com a UGT. Eu não pedi, neste momento, uma reunião ao PS nem ao secretário-geral. A reunião foi pedida várias vezes ao longo destes últimos anos ao primeiro-ministro, do ponto de vista institucional, receber um parecer social, cujo líder, por acaso, até é vice-presidente do Conselho Económico e Social e da Concertação Social. Portanto, é nesse sentido e nesta forma que nós gostaríamos de colocar ao primeiro-ministro um conjunto de preocupações sobre o momento atual da vida política, da vida social e também a questão do orçamento e porque é que a UGT entendeu. Enfim, o país já percebeu porque é que a UGT entendeu dar este passo, de entender que este orçamento, contrariamente ao que disse o senhor ministro das Finanças, afinal, não agrada a ninguém, a nós também não nos agradou, e achamos que é desequilibrado. Queríamos dizer isso de viva voz. Se efetivamente nos fecham as portas, a pergunta é: por quê? E eu gostava de saber por quê.

Está a dizer que o primeiro-ministro não o recebeu?

Não me recebeu até agora, continuo à espera.

E há quanto tempo é que fez o pedido dessa reunião, dessa audiência?

Neste momento, há quase três semanas. E logo de imediato, dias depois, recebemos uma nota escrita do chefe de gabinete, dando a informação de que o pedido de reunião tinha sido relegado para a senhora ministra do Trabalho. E eu já disse que, com todo o respeito, quando nós queremos reuniões com outros membros do governo, pedimos diretamente. Não era isso que queríamos, embora, naturalmente, tínhamos agora agendado uma reunião a pedido da senhora ministra do Trabalho e da senhora ministra da Administração Pública para o próximo dia três. Mas uma coisa é reunir com qualquer membro do governo ou até com duas ministras em simultâneo. Outra coisa diferente é reunir com o líder, que efetivamente é o chefe da equipa, é o chefe do governo, tanto que na passada semana, como é do conhecimento público, também a um pedido da outra central sindical, o senhor primeiro-ministro recebeu a central sindical e fez muito bem do ponto de vista institucional.

Portanto, acha que isto é uma questão particular com a UGT, uma vez que tivemos essa reunião com outra central sindical, é uma questão de conflito com a UGT? Vê dessa maneira?

É uma pergunta pertinente, eu gostava era de saber responder. Não vale a pena eu também estar a inventar ou especular se o assunto tem a ver com a UGT ou se tem a ver comigo. É evidente que os meus colegas dentro da Central Sindical, sobretudo os socialistas, têm muito a ideia de que há aqui questões que têm a ver com o Carlos Silva, enquanto militante socialista, enquanto apoiante em 2014 António José Seguro, uma voz um pouco, às vezes, contundente em determinadas matérias e por que eu tomei determinadas situações. Se é esta a questão, caberia ao senhor primeiro-ministro responder enquanto primeiro-ministro ou enquanto secretário-geral do PS. A mim tanto se me dá que ele responda numa ou noutra condição, porque ele veste as duas camisolas. Agora, eu não quero é ser uma força de bloqueio. Eu entendo que se o problema sou eu, e não tenho a certeza que seja, portanto, tive que dizer à UGT, se o problema sou eu, como dizia o João Proença, há aqui questões que têm muito a ver com o Carlos Silva e com António Costa diretamente. Então se eu sou o problema, eu afasto-me. E portanto, entendi, apesar de ser relativamente jovem do ponto de vista das idades sindicais, entendi que devia dar um passo à frente e afastar-me.

Mas durante este ano que falta para a sua saída, vai continuar a ser uma voz ativa e a tentar reunir com o primeiro-ministro e defender a sua posição?

Claro.

Ou vai afastar-se também durante este ano?

Não, não me vou afastar, vou fazer o meu trabalho. Eu já agora lembro duas ou três momentos. Nós tivemos a celebração dos 40 anos no passado mês de outubro. Esteve o senhor presidente da República presente. Fizemos a inauguração das nossas instalações no final de 2016. Esteve o senhor presidente da República presente. Tivemos a abertura do Congresso no Coliseu do Porto Onde esteve o ministro Vieira da Silva em representação do governo, o vice-presidente da Assembleia da República, Jorge Lacão, e o senhor Presidente da República. A questão que eu coloco é: nós fazemos os convites ao Presidente da República para momentos importantes da nossa vida sindical e ao senhor Primeiro-Ministro. O senhor Presidente já esteve três vezes, o senhor Primeiro-Ministro nunca esteve. Portanto, a pergunta que se faz é: por quê? É uma pergunta que eu acho que é pertinente. Já a coloquei várias vezes, continuo a colocá-la do ponto de vista público para perceber. O senhor Primeiro-Ministro pode me dizer aquilo que quiser, até numa reunião, pode estar incomodado, pode não gostar de mim, pode ser simpático comigo, não sei. Portanto, a ideia aqui é dizer ao doutor António Costa que enquanto Primeiro-Ministro, não deve, do ponto de vista institucional, deixar para trás um dos parceiros sociais.

Mas fora desse quadro institucional, não teve conversas com António Costa?

Não, não tive. Nem fora do quadro, nem dentro do PS, nem fora do PS, nem dentro da UGT, nem fora da UGT. Não tive qualquer conversa com o doutor António Costa.

Não é tornar uma questão institucional uma questão demasiado pessoal? Mesmo que a UGT seja próxima, obviamente, do PS, não é estar a misturar planos demasiadamente para além daquilo que é uma proximidade programática?

A pergunta que o Paulo faz vem exatamente ao encontro da minha preocupação. Como eu não tenho a certeza se a questão é pessoal, se não me disserem do outro lado, aqui há dois dirigentes. Um ao mais alto nível do país, que é o líder do governo, e outro apenas é um parceiro social, que sou eu. Somos os dois militantes do Partido Socialista. Tivemos posturas diferentes, ele era candidato a Secretário-Geral, eu não era, mas apoiei o anterior. A questão aqui que se coloca é: se a questão é pessoal, eu preciso perceber se é ou não é. Portanto, isso tem que me ser dito. E eu preferia que fosse diretamente, olhos nos olhos. A responsabilidade é do Carlos Silva. E eu, com o tirar o barro à parede, preciso perceber se a minha decisão está ou não está correta. Não sei se a decisão de me afastar é a mais correta. Agora, eu não posso é pôr em causa a UGT se o problema for eu. E alguém tem que responder de quem é a responsabilidade. Se for minha, eu saio, independentemente de poder ser mais discreto dentro da central, tratar das coisas até preparar o congresso em abril de 2021, há este caminho todo a percorrer. Agora, a questão foi menos discreta, precisamente porque eu também tenho que justificar porque não sou candidato.

Então admite não sair da UGT, ou seja, fazer mais mandato se entretanto essa questão ficar esclarecida e se o Primeiro-Ministro lhe disser que o problema não é da relação pessoal, nem é nada consigo?

Os dados estão lançados. Eu tenho e naturalmente informei o meu Secretariado Nacional. Mentiria se não dissesse que fiz alguns contactos com os líderes sindicais ou de alguns dos sindicados da UGT, que são presididos por camaradas meus socialistas. Espero no mês de fevereiro, até depois desta convulsão da greve da administração pública no dia 30 e também da aprovação do orçamento, que é no dia 6 de fevereiro, convocar uma reunião dos principais dirigentes socialistas da UGT. E nessa altura, eles já sabem o que eu vou dizer. Nós marcamos o congresso, a decisão está tomada, está decidido o local que é em Lisboa, no mesmo sítio onde eu fui eleito em 2013, portanto, no Pavilhão do Casal Vistoso, todo este trabalho já está feito. As coisas têm que ser trabalhadas com antecipação e, portanto, se já dei a informação à UGT que não sou candidato, bem, podemos ter aí 1% de hipóteses em 100 de ser eu outra vez, mas eu já disse, não quero. Manter, naturalmente, esta postura e esta disponibilidade.

Mas depois de informar que estaria de saída, como é que o partido recebeu essa informação? Que feedback é que teve da UGT, da central sindical? Como é que foi a reação depois de anunciar que estava de saída?

Tenho tido grandes demonstrações de solidariedade, não apenas dos socialistas, da tendência socialista organizada em alguns sindicatos, dos líderes dos grandes sindicatos. Lembra-se que em 2015 eu até disse que era desfavorável à geringonça, à esquerda com o Partido Socialista, e houve muitos camaradas meus que não estiveram de acordo. Portanto, tivemos posturas diferentes e visões diferentes. Pus o graçamento. Dentro da UGT, a ideia foi reforçar a unidade e manter o cachimbo, independentemente da minha opinião ser o que é. Hoje, há realmente uma grande unidade dentro da central e até vieram ao terreiro na passada semana os dirigentes máximos dos TSDs em Secretária Nacional para tomarem uma posição no sentido de também defender a UGT. E defender a UGT, também acabaram por defender a minha própria posição, porque com esta publicitação toda, desta troca de galhardetes, em que até o presidente do Partido Socialista numa entrevista acabou por fazer um comentário pouco abonatório em relação à minha pessoa e em relação à UGT. Aquilo que eu vim aqui dizer é que, primeiro, não há disponibilidade minha para continuar. Segundo, os dados são lançados. Em terceiro lugar, está todo o processo neste momento em aberto e em fevereiro farei o primeiro momento para reunir os dirigentes máximos socialistas, sabendo já os social-democratas, sabendo já os TSDs que eu não sou candidato e, portanto, aquilo que vier da tendência socialista, certamente há de assentar num nome de peso dentro dos atuais sindicatos da UGT.

Disse que não sai sem dar um murro na mesa. Que murro na mesa é esse?

Foi este que eu dei.

Agora, este?

Sim, que já tinha dado. Exatamente. Foi este murro na mesa que dei, fazer com ruído, perceber que há aqui uma falta de reconhecimento para a enorme disponibilidade que a UGT ao longo da sua história tem tido, nomeadamente em relação à concertação social. Os senhores sabem, e os ouvintes e os portugueses de uma forma geral, que a UGT é tremendamente criticada por alguns setores da sociedade portuguesa por assinar os acordos de concertação. Bem, só assina aqueles em que está de acordo. Como só está de acordo, só teve acordo em cerca de 20, poderia ter havido mais. Ao longo destes 30 anos, desde 1986, 87, que há acordos de concertação social. Nós assinamos, subscrevemos todos aqueles que entendemos importantes. Alguém não subscreveu quase nenhum. A CGTB só subscreveu um sobre a segurança, higiene e saúde do trabalho e outro sobre formação profissional. Todos os restantes foi a UGT que assumiu as questões. Portanto, aquilo que eu digo, e está neste momento bem eriçado dentro do espírito da UGT, que tem Secretária Nacional no próximo dia 30, é dizer claramente ao país e alertar o governo Que nós temos todos que moderar. Eu poderei moderar o meu discurso, mas estou incomodado com tudo isto, porque acho que efetivamente não é tratar um parceiro social sempre disponível para as questões do diálogo e do compromisso. Portanto, o aviso que já fizemos é que, pela primeira vez na nossa história, a UGT foi se abster no parecer do Conselho Económico e Social em relação ao Orçamento de Estado. Nunca tínhamos tomado uma posição de abstenção. Significa que o movimento sindical, no último plenário do Conselho Económico e Social, não votou o orçamento favoravelmente. A CGTB, como sempre, votou contra e nós abstivemos. É uma questão histórica. Eu espero que esta questão histórica não resvale também para outra questão histórica, que seria chegar à concertação social em plena discussão de eventual acordo sobre rendimentos, competitividade e a UGT não estar disponível para assinar. Portanto, há a disponibilidade dentro da UGT para fazer também pagar caro esta ofensa, esta humilhação que está a ser feita à Central Sindical. A minha função é defendê-la enquanto secretário-geral.

E como é que responde a Carlos César, presidente do PS, que já há pouco se referiu quando ele, depois das suas declarações, disse que, de facto, a única forma de Carlos Silva ficar na história de sindicalismo talvez seja mesmo dar um murro na mesa?

É uma opinião com a qual a UGT está em desacordo. Eu acho que já fiz muitas coisas nestes seis anos e meio, não só do ponto de vista financeiro, organizativo, administrativo da nova sede, mas sobretudo dos vários acordos de concertação social, entre os quais, depois de tantos anos de suspensão do salário mínimo nacional, consegui junto ao doutor Passos Coelho, em 2014, arrancar um acordo de concertação social para a saída do salário mínimo dos 485 aos 505. Isso é histórico e não foi com murro na mesa. E daí para cá, temos participado nas alterações ao Código de Trabalho. Estivemos até ao lado do governo em algumas matérias que o ministro Vieira da Silva colocou em cima da mesa, nomeadamente manter a caducidade, que é uma questão muito controversa, mas nós mantivemos algum apoio ao ministro Vieira da Silva e ao governo. Portanto, como estamos sempre disponíveis para acordos, a pergunta que se faz hoje é: com este destratar da Central Sindical ao mais alto nível, qual é a nossa disponibilidade ou qual deve ser a nossa disponibilidade, também para nos sentirmos bem e vamos assinar qualquer acordo de concertação social, seja em que matéria for. Eu quero acreditar que pode haver compromissos, mas o governo agora tem que dar também um sinal, naturalmente, de abertura, e esse sinal de abertura tem que vir ao mais alto nível.

Falava dessa união entre sindicatos e entre centrais sindicais na contestação a este Orçamento do Estado. Na próxima sexta-feira vamos ter uma grande manifestação em Lisboa da função pública. É esta união entre centrais sindicais que querem passar, esta contestação de forma geral ao Orçamento do Estado que querem mostrar neste protesto marcado para sexta-feira?

Ouça, a unidade das centrais sindicais faz-se por decisão do governo. É o governo, através do Orçamento do Estado, que é desequilibrado, e é profundamente desequilibrado para os trabalhadores portugueses. E é profundamente desequilibrado face às expectativas e aos compromissos do próprio primeiro-ministro em colocar como prioridade da sua governação neste seu segundo mandato a valorização dos salários. Dizer que agora, alterando ou invertendo aquilo que se tinha comprometido, através do ministro Siza Vieira, no início de novembro, vamos avançar para a valorização salarial e depois em dezembro decide alterar e vamos avançar para a competitividade e apoiar as empresas. Qual é o nosso papel? É natural uma reação de todo o movimento sindical português, sobretudo da administração pública, independentemente das centrais sindicais, independentemente da filiação sindical, ter uma resposta de rejeição. É este o nosso papel e é isso que vai acontecer no dia 31.

Já percebi que ainda está muito empenhado no seu último ano de mandato, mas parece que já tomou a decisão do que vai fazer a seguir.

Eu sou bancário. Tenho 58 anos, quando for ao congresso terei 59. Depende do novo banco e do seu presidente, o doutor António Ramalho.

Mas quer voltar ao seu lugar no Novo Banco.

Poderei voltar ao Novo Banco se essa for também uma decisão do conselho de administração. Eu não vou impor o regresso, porque tenho consciência, aliás, acho que todos temos consciência, que devido à tecnicidade daquilo que é o papel hoje do bancário nos novos momentos da revolução digital, perceber qual deve ser a sua formação ou a sua reformação quando regressar aos quadros do banco. Aguardo que a administração me diga o que vai fazer.

Há quanto tempo não exerce essa profissão?

Desde 2001, desde que entrei para o Sindicato dos Bancários dos Santos. Há quase 20 anos.

E mudou muito a banca desde essa altura?

Mudou muito a banca. Teve uma revolução tremenda. Aliás, o Banco Espírito Santo, aconteceu o que aconteceu com uma revolução tremenda. Perdemos mais de 15 mil postos de trabalho nos últimos anos. Houve reestruturações, aconteceu a situação com o BPN, com o Banco Privado Português. Portanto, há aqui uma grande transformação, até do ponto de vista tecnológico, a revolução digital, que se aplica muito ao setor bancário. Mas estas revoluções e esta redução do quadro de pessoal, por algumas más gestões que inclusivamente contribuíram para o descalabro do país, o setor bancário também tem muitas responsabilidades e, portanto, em 20 anos tanta coisa mudou. As coisas mudam de um ano para o outro, quanto mais em 20.

Foi o Direto ao Assunto das manhãs 360, hoje com o secretário-geral da UGT, Carlos Silva. Muito obrigada por ter estado conosco na Rádio Observador. Obrigada por ter ouvido este podcast. Se gostou, pode subscrevê-lo, pode partilhá-lo e também pode ouvir a Rádio Observador online em 98.7 em Lisboa e em 98.4 no Porto.