Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Começa aqui mais uma edição do programa "E o Campeão É..." a atualidade desportiva em análise. Hoje com o Gabriel Alves, o Augusto Inácio e o Pedro Henriques. Eu sou o Nelson Ferreira, muito boa tarde, campeões. Vamos continuar a olhar para os trabalhos de preparação da seleção portuguesa, tendo em vista o Mundial das Américas. Ontem falou Rúben Neves, hoje falou Ricardo Velho, o 27º jogador. De resto, num dia em que a seleção recebeu a visita das navegadoras, as jogadoras da seleção feminina de Portugal estiveram com os eleitos de Roberto Martínez no relvado de Oeiras. Faltam apenas juntar-se ao grupo os bicampeões europeus que venceram pelo Paris Saint-Germain essa Champions durante o fim de semana. Gabriel Alves, começo por ti para analisar a questão de Ricardo Velho. Diz que está ao dispor da seleção, seja em que função for. Ainda assim, não deixou de criar alguma surpresa este modelo escolhido por Roberto Martínez de levar um 27º jogador. O que é que achas desta ideia e que papel poderá ter Ricardo Velho para a seleção nos trabalhos para o Mundial?
Boa tarde. Olha, estamos nos Estados Unidos, onde se vai disputar o campeonato. Se acontecesse alguma coisa a um dos nossos guarda-redes e se tivesse que mandar vir de Portugal, dentro daquilo que está permitido, dentro dos parâmetros da situação de inscrição, caía o Carlo e Trindade, porque devia ter sido tratado, porque leva não sei quantos dias a chegar, etc. Assim, ele está sentado na bancada a ver os jogos, portanto, está enquadrado no grupo, está devidamente no espírito daquilo que é a seleção. Não é estar algures e depois aparecer. Não, já está desde o primeiro dia de concentração, tem todo o valor e acho que é muito bem visto pelo selecionador e, obviamente, pro Ricardo Velho é um desafio também para ele ter sido escolhido para essa função, independentemente de poder ou não vir a jogar. É missão do jogador, porque isto de olhar os clubistas e só olhar o dinheiro, o que é que ganham, como ganham, quanto é que vão ganhar e os clãs e as tribos, aquilo tudo que tem por trás. Não, há as pessoas e as pessoas também têm sentimentos, portanto, também sentem. E é evidente que mesmo que seja nesta circunstância que poderá não vir a ser utilizado, pelo menos teve o condão de ser um guarda-redes para quem se olhou, aliás, de grande qualidade, como todos nós sabemos, basta ver. Há melhores que ele. Ok, a escolha sai nos melhores dele, mas ele está lá. Esta é que é a importância e, se for preciso, na hora agarra.
Augusto Inácio, Ricardo Velho abordou também o seu futuro, diz que vai pensar nele depois do Mundial. Qual é a tua opinião sobre esta ideia de Roberto Martínez levar este 27º jogador?
Boa tarde a todos. Olha, isso que já foi muito bem explicado, não só por Gabriel Alves, mas o Pedro Henriques também já falou nisso há algum tempo. Às vezes as pessoas não têm a noção do porquê de algumas situações, mas depois de serem esclarecidas, ficam então mais elucidadas. É o meu caso. Eu não estava a perceber bem a situação do quarto guarda-redes, mas percebi com as explicações agora do Gabriel Alves e do Pedro Henriques, o porquê de ir quatro guarda-redes. E tem toda a lógica que isso aconteça assim. Há uma prerrogativa que existe na lei, em que se acontecer alguma coisa a um guarda-redes, ele já está incorporado nos trabalhos da seleção e por isso mesmo acho que é muito bem visto. Agora, o Ricardo Velho é um daqueles guarda-redes, quando eu estava no Farense, que eu perspectivava que ele ingressasse num clube grande português, porque conhecia dele grandes qualidades. Mas a minha surpresa foi quando ele foi para um clube da Turquia, que luta para não descer de divisão. Eu acho que é muito pouco pro valor que ele tem. Mas enfim, não sei quais são as ambições dele. Eu acho que deve ser estar no mais alto nível, mas o que é certo é que esta porta, também da seleção nacional, em que ele está convocado para o Mundial, pode ser que abra no futuro outras portas, porque eu acho que ele tem qualidades para isso.
Pedro Henriques, também como diziam aqui os nossos campeões, já abordaste este assunto de Ricardo Velho. Queria também perguntar o que achaste das palavras de Rúben Neves. Falou de Jota. Acredita que a ausência deste jogador pode ter um efeito também anímico nos que estão neste mundial, numa forma de homenagear esse importante jogador que nos deixou durante este ano. Como é que olhaste para as declarações de Rúben Neves e de Ricardo Velho nestas primeiras declarações já com a camisola de Portugal?
Bom dia. Em primeiro lugar, começando pelo Rúben, o Rúben mostrou ambição, ou seja, não foi tão contido em palavras como tem sido o nosso selecionador, no sentido daquilo que é. Ele disse: "Vamos à final." Ele não disse que vamos à final, mas vamos lutar e para estar na final. Mostrou uma ambição que não é aquela coisa do candidato e do favorito. Mostrou claramente que estão ali para conquistar o título. Eu acho que isso é importante. É claro que é sempre o chamado pau de dois bicos, porque depois se corre mal. Essas palavras às vezes viram-se contra os próprios que tinham tanta ambição e afinal ou perderam, ou ficaram nos oitavos, ou nos quartos, o que quer que seja. De qualquer maneira, eu acho que tem que ser demonstrada essa ambição. E a ambição, tal como os objetivos, tem que ser exequível, ou seja, pelo menos perceber que não estamos a falar de coisas mega extraordinárias e impossíveis. Outra seleção, se calhar, a dizer que vai ganhar o mundial, se calhar mais de metade delas, para não dizer mais, até dois terços, seria pouco compreensível. Uma seleção do patamar da portuguesa, no que diz respeito aos valores individuais e olhar para os sítios, locais, jogos, clubes onde os nossos jogadores jogam, ainda por cima com um quarteto que ainda está de férias, que acabou de ser campeão da Europa a nível de clubes, a Champions League, por assim dizer, portanto, é normalQue tenha esta ambição. Relativamente ao Diogo Jota, é um pouco aquela dessa Rua Ruben. Talvez era aquele jogador de todos e dos muitos que tinha uma ligação muito próxima, era o que tinha mais. Até em relação à família. Aliás, viu-se naquilo que foi o funeral, o facto dele ter a imagem do Diogo tatuada no corpo dele. Tudo isso dá esse aspecto emocional e obviamente que será sempre recordado e lembrado no seio da seleção, porque era um jogador também da seleção, um jogador muito importante e que foi muito trágico aquilo tudo que aconteceu e não vale a pena falarmos de novo sobre isso. Relativamente ao Ricardo Velho, achei curioso ele ter sido o segundo jogador a falar. Acho que é importante também. Há uma estratégia também naquilo que vão ser as palestras ou o tal jogador que é escolhido diariamente para vir falar com a comunicação social e com o povo português. E achei curioso ser o Ricardo Velho, e só acrescentar tudo aquilo que já foi aqui dito e que nós também já dissemos no passado, e isso é para desmistificar. Só são inscritos 26 jogadores, portanto, Portugal só leva 26 jogadores. Este 27º não conta na inscrição, não tirou o lugar a ninguém, que era aquilo que as pessoas diziam, que era: "Agora, por que em vez de levar o Ricardo Velho, leva o Paulinho?" Não, não tem nada a ver uma coisa com a outra. Não é um jogador extra, não está inscrito. A FIFA não tem conhecimento que ele está lá sob o ponto de vista oficial. É como se fizesse parte da comitiva. A regra dos guarda-redes é que é diferente da regra dos jogadores. E enquanto que os jogadores só podem ser substituídos caso haja uma lesão até o início da competição por parte dessas seleções, os guarda-redes, se houver lesão durante a competição, para manter os três guarda-redes inscritos, podem fazer essa substituição. E é esta regra que fez com que o nosso selecionador levasse alguém. Porque a partir do momento que começar a competição para Portugal, qualquer jogador de campo que se lesione, Portugal já não o pode substituir. Isto é, tem que resolver o problema, neste caso, dentro dos 23, terá que resolver o problema dentro dos 22, porque entretanto um lesionou-se. Enquanto que os guarda-redes, podemos manter a tal cota dos três jogadores inscritos como guarda-redes. E como também disse aqui o Gabriel Alves, em vez de estarmos a vir buscar a Portugal, porque a distância ainda é grande e já está de férias, já está inserido, está enquadrado, está no espírito, vai treinar com eles todos os dias e caso haja essa situação, que é muito pouco provável, mas pode acontecer, estará sempre resolvido.
Gabriel, vamos até Espanha. Alguns jornais dizem que poderá estar próximo do Benfica o treinador Marco Silva, mas parece-me também que enquanto a situação no Real Madrid não estiver esclarecida, a do Benfica também não estará. Henrique Riquelme, candidato à presidência, anunciou Raúl para diretor desportivo, caso vença essas eleições. De facto, vamos ter de esperar por estas eleições no Real Madrid para termos uma clarificação também do que será o futuro treinador do Benfica?
Olha, este filme está na Netflix, este filme do Mourinho, Marco Silva, Benfica, está na Netflix. Não sei.
É ficção, portanto.
Não sei se é ficção, não sei o que é. É para preencher de pipocas os copos dos adeptos. É pipoca. Porque a verdade é esta.
Henrique Riquelme não tem hipótese de ganhar estas eleições, na tua opinião?
Não, na minha opinião, mas há aqui uma coisa que ele faz. Pelo menos, se Florentino Pérez pensava que ao declarar ou encetar este momento eleitoral, que ia passear sozinho, não vai passear sozinho. Apareceu-lhe alguém à frente. Portanto, isto tem muitos contornos. Não é que Riquelme vá ganhar, mas pelo menos está a mostrar que Florentino Pérez tem oposição. Eu não sei se vai ter 20%, 10%, 30%, não sei, não faço ideia, não estou dentro disso. De facto, depois quem votar é que vai definir essa quantidade de votos. Mas a verdade é que a partir desta data, destas eleições, Florentino Pérez já não está sozinho no poder. E mais, tem outros fatores, que é os fatores empresariais que envolvem. Não é só a bola entra e a bola sai. Não, tem os fatores empresariais e querem mais fatores de índole política. Portanto, a política está envolvida. Tem empresas, grandes empresas espanholas e não só, que estão nesse processo. Não é só o clã do Mbappé, o clã do Vinícius. Esses estão lá, obviamente que estão, mas estão lá outros. Portanto, vamos aguardar para ver como queda. Quanto à questão do Marco Silva, a bola diz há momentos, aqui no digital, que Marco Silva saiu para Londres para dizer ao Fulham não, porque disse sim ao Benfica. Olha, é só aguardar para ver como é e contar como foi, naturalmente, e se a concretizar, desejar, quer ao Benfica, quer a Marco Silva, as maiores e melhores felicidades. E depois estamos cá para ver aquilo que é o desempenho, que ele tem contrato de longa duração, por aquilo que também tive a oportunidade de ler. São três anos, ou melhor dizendo, dois mais um. Então, é aquela situação, ver como é para contar como foi.
Augusto Inácio, queria também a tua opinião sobre dois assuntos, se conseguires comentar rapidamente os dois. Sérgio Conceição está livre. De facto, o lote de treinadores que estão livres neste mercado está a crescer e agora com esta rescisão já oficializada com o Al-Ittihad e ao que parece o desejo de Sérgio Conceição regressar à Europa. Fico curioso com o futuro deste treinador português e queria também perguntar-te o que achas de um regresso de André Silva ao Futebol Clube do Porto.
Em relação a André Silva, não podemos esquecer que é um produto das escolas do Futebol do Porto, mas muito jovem saiu de Portugal e do Futebol do Porto
E foi para outras paragens tentar o seu futebol. Não tem sido realmente um grande marcador de gols, mas tem sido um jogador que tem sempre procura. E o Foco do Porto, com a chegada do Mofi, que não me pareceu que fosse bem-conseguida, e com a lesão do Luca de Jong, que vai também embora do Foco do Porto, e com o Samu recuperado de uma lesão, é natural que o Foco do Porto ande à procura de pontas de lança e vejo no André Silva uma possibilidade de poder, pelo menos, integrar o plantel. Já não estou a falar da equipa inicial, porque isso depois o treinador é que sabe, mas o Porto precisa de reforçar a sua frente de ataque e neste caso optou por André Silva. Acho que vai ser muito útil à equipa e ao plantel do Foco do Porto. Em relação à outra pergunta que tu me fizeste, que eu agora perdi, diz-me.
Sérgio Conceição está livre.
Sérgio Conceição, desculpa, está livre. O Sérgio é aquele treinador que esteve no Milan, ganhou uma Supertaça e depois saiu. Foi para o Al-Ittihad a meio da época e agora saiu. O Sérgio tem que estar à procura, penso eu, de um melhor momento, de poder reaparecer outra vez num clube que lhe permita realmente fazer um trabalho mais sustentável. Milan é realmente um tiro fora do sítio, como se costuma dizer. Muitos problemas naquele grande clube também. E no Al-Ittihad já se sabe como é que são os árabes. Foi conhecido campeão, salvo erro, o ano passado, o Al-Ittihad, e agora já mudou de treinador, foi para o Sérgio Conceição a meia da temporada. As coisas não são fáceis e agora acaba por seguir também. Mas é sempre um nome agora na praça que pode, de um momento para o outro, arranjar clube.
Pedro Henriques, voltamos para fechar o campeão à seleção. Pedia-te um comentário rápido a esta Colômbia, que ontem venceu a Costa Rica por 3-1. É de facto o adversário mais forte do grupo onde está inserida a seleção portuguesa. Luís Suárez esteve em destaque, Luís Dias também, um grande passe do James Rodríguez. E na Costa Rica até tivemos o Patrick Sequeira do Casa Pia também neste 3-1 para a Colômbia. Está a dar boas amostras esta Colômbia de que pode ir longe também neste Mundial das Américas.
Sim, aliás, parece-me que para já o nosso grupo é claramente, embora possa haver surpresas, a gente nunca sabe, a seleção africana, o Congo é sempre aquele perfume africano, os angolanos também pode ser ali uma certa dúvida, mas eu acho que o grau de dificuldade maior para Portugal num jogo que até poderá estar naquele momento, porque é o terceiro e é o último da fase de grupos, a decidir se calhar quem é que passa em primeiro lugar. Isso é importante para depois ver qual é a via que segue. Embora às vezes ficar em primeiro lugar nem sempre é o melhor para seguir a via mais, entre aspas, mais fácil, se é que se pode dizer que há uma via fácil, mas de qualquer maneira é a seleção bem apetrechada, não só em relação àquilo que é o futuro como nosso adversário, mas também naquilo que eles podem fazer. E acho que eles têm, pelo menos, a ambição de passar aos oitavos finais, acho que isso nem sequer está em questão, e é uma seleção que tem, lá está, jogadores que sob o ponto de vista individual são muito bons, tu disseste ali logo.
E que Portugal conhece bem também.
Aqui a questão que se coloca neste tipo de seleção, que nós sabemos que são muito latinas naquela perspectiva da emocionalidade e menos às vezes na racionalidade, embora já sejam jogadores internacionais muito experientes e que vibram muito em cima do momento e do acontecimento, é às vezes temos seleções com grande qualidade individual, mas depois no coletivo ou não funcionam ou não funcionam de forma tão fria. E com algum apertar que vai haver, vamos falando sobre isso, das questões das regras, da arbitragem, etc. Tenho algum receio que por vezes estas seleções se percam nessa emocionalidade e daí que muitas vezes equipas ou seleções europeias mais frias, mais calculistas, tenham maior capacidade de gerir, sobretudo uma competição que é muito curta e que vive de resultados imediatos, sim, mas de muita emocionalidade, da parte psicológica. E é por isso que muitas vezes estas seleções conseguem ir a 80 e realmente fazer coisas extraordinárias, mas basta algo não correr bem ou no próprio seio da seleção ou num jogo para muitas vezes o castelo desmoronar. Vamos ver.
Pedro Henriques, fico contigo para rapidamente me dares o campeão de hoje.
Havia aqui várias hipóteses de campeões. Eu penso que neste momento, até porque ainda estamos numa fase de pré-aquecimento para o mundial e queremos que não esta questão do Benfica, do selecionador e das pipocas, como diz o Gabriel Alves, eu acho que merece aqui uma vez mais uma referência, porque eu até acredito que eventualmente o Benfica ou Rui Costa esteja muito seguro daquilo que está a fazer, porque obviamente se um treinador, Mourinho, não quer ficar e já tem ali o compromisso, etc. Fazem muito bem acertar em contas com outro treinador e começar a pensar naquilo que é o presente futuro. Só que me parece que de alguma maneira, independentemente do Rui Costa ter dito que vem falar e com certeza que ele quer falar com a certeza de quem fica e de quem já se foi embora, eu percebo isso, mas eu acho que a especulação é tanta em torno do assunto que mereceria, no meu ponto de vista, publicamente já um esclarecimento anterior. E, portanto, de alguma maneira, percebendo que até estejam a trabalhar de forma correta, não sei se o estão ou não, acho que falta aqui algum esclarecimento. Eu sou adepto do Benfica, não me sentiria feliz com este tipo de gestão e de liderança, quanto mais não seja ao nível da comunicação. E por isso vou dar aqui um 10, porque acredito que as pessoas sejam competentes, mas para o exterior não o estão a passar. E realmente é uma novela que não faz sentido com um clube da dimensão do Benfica.
Gabriel Alves, temos poucos segundos para o teu campeão de hoje.
Sim, eu ontem dei à empresa Benfica cinco e continuo a dar à empresa Benfica cinco. Dadas as circunstâncias, não vou repetir aquilo que o Pedro acabou de dizer. A minha nota vai para um jovem treinador que eu conheço praticamente desde o princípio, o Pedro Bola. Rai Velhacano, fez crescer o Rai Velhacano quando o Rai Velhano veio da segunda divisão, deixou-o num excelente patamar, portanto, propício para poder caminhar para a Europa. Foi para Inglaterra tomar situação num clube que subiu à Premier League, o Bournemouth, deixou-o na Europa e está neste momento no Liverpool. É um grande treinador, posso dizer, este Basco. Portanto, vou-lhe dar para já 16, esperando ver o que ele vai fazer a seguir, mas deixo para o treinador que vai substituí-lo, que também é Basco e que sai do Rai Velhacano, o Martínez, deixo também uma nota de 15. É que aqueles Rai Velhacano e aqueles Bascos sabem da matéria.
Agostinho Inácio, falta-nos o teu campeão de hoje.
Olha, nota 18 para as palavras do Rúben Neves. Não está ali com fluídos, com nada. Foi tudo trigolinho, como se costuma dizer, e demonstrou realmente a ambição dele e da equipa portuguesa. Nota 20 também para o Kevin Keegan, que está a passar por um mau momento de saúde. De frontei, o grande jogador da seleção inglesa, uma figura incontornável do futebol internacional. Mas também queria dizer aqui que há pessoas que nos passam pela nossa vida que nos marcam profundamente. Embora às vezes estejamos anos sem nos falarmos, mas ficam cá dentro e que marcam. Estou-me a referir ao senhor Álvaro Pinto, que faleceu ontem, aliás, foi o funeral ontem, que eu fui ao Porto de propósito só para marcar presença, para dizer que aquele senhor, nos anos 80 e 82, quando eu fui para o Futebol Clube do Porto, foi muito importante para o Futebol Clube do Porto e muito pouca gente dá importância a este tipo de gente que não aparece nos jornais. Por isso, nota 20 ao senhor Álvaro Pinto, que Deus fique consigo.
Agostinho Inácio, Pedro Henriques e Gabriel Alves na edição de hoje de "E o Campeão É".