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8.478 dias depois, o adeus oficial de Cristiano Ronaldo à seleção portuguesa, 20 de agosto de 2003, 5 de novembro de 2026. Duzentos e trinta e quatro jogos, 146 gols. Chega assim ao fim a história de Ronaldo na seleção, ele que se tornou no maior símbolo de sempre do futebol português. Foi num vídeo nas redes sociais que anunciou a decisão a um dia de uma nova convocatória de Jorge Jesus. Dia cheio também na atualidade desportiva. Ontem, ao quarto jogo, o Porto marcou quatro gols e venceu o Nápolis no Dragão, conquista assim os primeiros pontos na Liga dos Campeões. Hoje, há Liga Europa, com Benfica-Lech Poznan, na Luz, Torríense-Ararat da Armênia em Leiria e na Liga Conferência, o Braga joga na Dinamarca frente ao Aarhus. Paulo Fonseca foi ontem apresentado em pleno Estádio de Alvalade, é o novo treinador do Sporting e já trabalha em Alcochete. Mas a atualidade nacional está marcada por esta despedida de Ronaldo da seleção portuguesa. Augusto Inácio, Pedro Henriques e João Castro, sejam bem-vindos à edição de hoje de "E o Campeão é". Pedro Henriques, qual é que achas que foi o tom que Ronaldo deixa também neste vídeo de despedida, à luz dos acontecimentos que abalaram a relação do jogador com a Federação Portuguesa de Futebol? É um tom de despedida que é apaziguador, também?

Muito bom dia. Eu acho que independentemente da pergunta que é bem feita e da resposta que eu ou alguém possa dar, eu acho é que o processo foi todo muito mal gerido. E a três ou quatro jogos da carreira do Cristiano Ronaldo determinar, sob o ponto de vista da Federação Portuguesa de Futebol, não podia ser assim. Portanto, a imagem que eu guardo do Cristiano Ronaldo, sob o ponto de vista da despedida, e eu estou do lado dele sob o ponto de vista até da maneira como ele o faz, é alguém que está com coletivo de suplente, que teve aquecer 30 minutos, ok, opção técnica, não entrou, e depois a seguir, sai pela calada, não da noite, mas da tarde, numa viatura pra sair embora, abandonar o estágio, chamando o seu avião. Esta não pode ser a imagem, mesmo que o Cristiano Ronaldo tenha aqui coisas que não estão corretas, porque ninguém é contratado a estar numa equipa para ser efetivo, e se for suplente, tem que ser suplente, independentemente das razões que possam estar de um lado ou de outro, é aqueles que pensam, que têm que pensar, que têm que estar fora destes aspectos emocionais, dos egos, Jorge Jesus, Cristiano Ronaldo, quem quer que seja, e estamos a falar da Federação Portuguesa de Futebol, das pessoas que gerem, não podem, não podiam deixar que esta história terminasse desta maneira. Não podiam, porque a gente olha pro Messi e vê um jogo de despedida, e vê um jogo em que os adeptos, a nação, agradecem àquele que foi um dos maiores símbolos da Argentina, porque depois também a Argentina, felizmente pra eles, tem outros grandes símbolos como é o caso do Maradona. Nós também temos o José, tivemos o Figo, mas este é o nosso maior valor ativo desportivo dentro e fora das quatro linhas, que não podia ter terminado assim. E quando ele diz, Cristiano Ronaldo, nestes cinco minutos que coloca nas redes sociais, que no fundo sai de cabeça levantada, é verdade. O Cristiano Ronaldo sai de cabeça levantada, mas vai deixar muita gente que hoje tem responsabilidades de cabeça baixa. E têm que estar de cabeça baixa porque não souberam gerir. Era mais importante estar no jogo do sub-21 do que estar presente na reunião que depois deu aquele granel. Era mais relevante ir de aflitos de avião pra lá porque havia ali um conflito, falta de proatividade. E este é um dos piores atos de gestão da Federação Portuguesa de Futebol sob o ponto de vista desportivo, humano, etc. O Cristiano Ronaldo não é um jogador qualquer, todos merecem o mesmo respeito, todos merecem aquele sobretudo que vestiram a camisola da seleção, mas esta forma de gerir este momento foi horrível, foi péssimo, foi mau. E eu espero que mesmo com este comunicado, mesmo com esta saída, que ainda haja aqui qualquer coisa, quando isto arrefecer, daqui a dois meses, 10, oito, o que seja, que possa ser claramente diferente, porque os adeptos portugueses e o próprio Cristiano Ronaldo merecem um momento de comunhão diferente com ele a serviço da Seleção Nacional. E, portanto, estou muito triste por todo este processo e percebo que na véspera do comunicado que iria ser de convocatória do Cristiano Ronaldo, que o Cristiano Ronaldo tenha esta resposta.

João Castro, o que é que também avalias desta opinião do Pedro Henriques? Ainda estamos numa fase em que os ânimos precisam de aquecer. Pedro Proença já se mostrou bastante disponível para todas as homenagens e mais algumas a este que é o maior símbolo da seleção portuguesa.

Olá, bom dia a todos. É sim, já se mostrou disponível, acho que já havia um comunicado ou uma declaração escrita nas redes sociais.

Ainda há pouco, no Canal 11, anunciou também isso mesmo.

Pronto. Isso é quase uma gestão de danos. Mas é verdade. Em primeiro tudo, deixem-me dizer, em relação ao Ronaldo, o meu obrigado por tanto e por tudo. Porque não só a nível da seleção, obviamente, a nível também do Sporting, porque também traz muito nome pro Sporting, mas a nível da seleção e a nível de Portugal. Tu agora, quando viajavas e vais lá fora e tentavas explicar realmente que eras de Portugal e às vezes tinhas que dar uma grande volta pras pessoas perceberem, agora basta dizeres uma palavra: Ronaldo. E eu acho que isso sintetiza muito a importância que Ronaldo teve também neste campo. Dentro do campo foi o que foi. Obviamente que é um dos melhores de sempre do mundo, com recordes atrás de recordes, muitos gols, muitas conquistas, muitos títulos e não só, porque são muitos títulos conquistados em vários campeonatos, o que também faz dele um bocadinho especial face, se calhar, aos demais. E esta parte final, obviamente foi mal gerida O Pedro já resumiu, todo o processo foi mal gerido, porque ao fim ao cabo todos ficaram mal. Ficou o Ronaldo mal pela sua atitude, depois ficou mal a federação porque não soube agir, Jorge Jesus também ali no meio da trapalhada, pessoas de fora tentarem também meter-se. Portanto, acho que ficou tudo muito mal gerido. E agora só resta realmente uma coisa, é fazer uma grande festa de homenagem, um grande jogo de homenagem, porque eu acho que os adeptos portugueses, os adeptos da seleção, merecem ver Ronaldo pela última vez com a camisola das quinas de outra forma. O último jogo em campo dele acaba por ser em Alvalade, mas fica também aquela imagem realmente dele à entrada daquele túnel. E, portanto, eu acho que é preciso, Portugal tem que reconhecer, e às vezes nós aqui em Portugal só reconhecemos muito ou damos muito mérito às pessoas depois de elas partirem. E, portanto, acho que nesta altura será fundamental realmente unir-se esforços para depois conseguir-se chegar-se aqui a uma grande festa de homenagem ao Cristiano Ronaldo.

Augusto Inácio, obrigado também por continuares aqui com a Rádio Observador. Já estiveste nessa emissão especial para avaliar e comentar também esta saída de Ronaldo. Tinha duas perguntas para ti. Se estes momentos finais de Ronaldo na seleção, de alguma forma, ficam marcados, porque é a última recordação, mas num jogador que tem tantos jogos, tantos gols, se mancha de alguma forma este final de carreira na seleção. E por outro lado, também ouvindo aqui um pouco do Pedro Henriques e do Jorge Castro, Ronaldo foi empurrado para fora da seleção?

Boa tarde a todos. Olha, deixa-me dizer que tudo aquilo que o Pedro Henriques disse e que o João Castro disse, eu estou completamente de acordo. Por isso não vou estar a repetir em relação àquilo que já foi dito. Mas deixa-me dizer que este comunicado e este vídeo, sinceramente, de despedida do Cristiano Ronaldo da seleção nacional, no fundo, não é surpreendente. E não é surpreendente porque eu não estava a ver ou não estou a ver que se não houvesse alguma coisa, entretanto, depois de tudo aquilo ter acontecido, se não houvesse uma conversa, um encontro, qualquer coisa, que simplesmente só porque o Jorge Jesus disse: "Se eu estiver a competir e a jogar bem ou marcar gols, eu convoco", e não sabendo do outro lado como é que eu vou à seleção nacional, se eu não me dou com aquele treinador, se eu não confio naquele treinador, se realmente eu já não o vejo com os mesmos olhos que o via antes, e aparecer simplesmente na seleção, como se nada se tivesse passado. Eu não acreditava que isso acontecesse, como não aconteceu, como é evidente, porque o Cristiano Ronaldo antecipou-se àquilo que vai ser a convocatória de amanhã, precisamente para dizer claramente: "Eu com este treinador não volto mais à seleção nacional". E preferiu dar um ponto final na sua carreira na seleção nacional, mas faltando aqui alguma coisa ainda para a parte final ser complementada. Ou seja, tem que haver um jogo, uma festa de homenagem ao Cristiano Ronaldo, como ele merece, grandioso, como ele merece. Mas sinceramente, eu não sei quanto tempo é que isso vai ser. Talvez quando sair o selecionador da seleção, quando talvez, por que não, o presidente da federação também sair e ele aí sentir-se mais liberto para então sim, fazer aquele jogo de homenagem como ele merece pela sua carreira que teve. Diria, pois, que se o Cristiano Ronaldo, fosse com cuidado, aparecesse na seleção nacional, eu diria que era a maior hipocrisia de sempre, porque duas pessoas que não se podem ver uma à outra neste momento, estarem a conviver ou na viagem, ou no autocarro, ou nos treinos, ou no hotel, ou nas refeições, estarem ali juntas a conviver como se nada tivesse passado. Eu não acreditava nisso e a resposta está aqui. O Cristiano Ronaldo decidiu sair da seleção nacional e de certeza absoluta que depois tudo o que foi dito pelo Pedro e pelo João, é aquilo, ele simplesmente tomou a posição que ele acha que devia ter tomado por não ser hipócrita, por não alinhar naquilo que é o politicamente correto. Não, há coisas que ultrapassam o âmbito desportivo, há coisas pessoais, há coisas de personalidade, há coisas de saber estar. E o Cristiano Ronaldo entendeu que não havia condições nenhumas para voltar à seleção nacional e decidiu despedir-se.

Muito bem. Um dia cheio na atualidade desportiva, com a apresentação de Paulo Fonseca, a vitória do Porto, mais logo Benfica, Torriense e Braga entram em ação nas competições europeias. Um minuto para cada, por favor, campeões. Pedro Henriques, como é que perspetivas esta jornada para as equipas portuguesas que entram hoje em campo?

Estás a falar nas competições europeias, não é?

Sim, sim. Benfica, Torriense e Braga, num apanhado mais rápido.

Bem, de forma muito rápida é assim: o Benfica acho que hoje vai dar continuidade àquilo que têm sido os bons resultados e as boas exibições e, portanto, não espero outra coisa que não seja a vitória. O Braga, que está numa fase bastante difícil, no meu ponto de vista, tanto consegue fazer do melhor como pior com a saída do treinador e, portanto, nunca sabemos o que é que vem aí do Braga. Em relação ao Torriense, também de forma rápida, dizer o seguinte: o fato do Torriense estar a competir já é um feito. E, portanto, ter ganho um jogo já foi uma coisa extraordinária e tudo o que possa vir ou não destes jogos, obviamente para o Torriense é dinheiro, tem interesse sob o ponto de vista dos pontos, até de conseguir ir a um playoff, mas neste momento o Torriense só o fato de estar a competir é extraordinário, num momento também não fácil, porque quer queiramos, quer não, acabou de perder o seu treinador. De qualquer maneira, espero uma jornada que seja positiva, nomeadamente naquilo que é mais relevante numa equipa que é candidata claramente à Liga Europa, como é o caso do Benfica.

E a jornada está a correr bem, depois das vitórias de Sporting e também de Futebol Clube do Porto. João Castro, como é que viste essa apresentação de Paulo Fonseca? Esperanças renovadas no reino do Leão, agora com um treinador que é sportinguista desde criança.

É verdade. Deixa-me dizer que eu acho que os clubes portugueses vão todos ganhar Acho que vai ser uma jornada rica.

Pedro Henriques ontem apostou na vitória do Porto e concretizou-se.

Sim, ou hoje o Benfica ganha, ou Braga ganha, ou o Torreense ganha. É a minha aposta. Fica com cinco vitórias de Portugal nesta jornada europeia. Em relação ao Paulo Fonseca, acho que foi uma boa apresentação, abriu o coração. É bom também ver que ainda existe este amor aos clubes por parte também dos agentes desportivos. Às vezes parece que perdemos um bocadinho aquilo, e eu acho que é importante. Não significa nada. O treinador de maior sucesso do Sporting nos últimos tempos foi o Mourinho, que era claramente do rival de coração. Portanto, não significa nada, são profissionais. Acho que é um excelente profissional. Há três aspetos que temos que falar aqui do Paulo Fonseca. Primeiro, o Sporting já não tinha um treinador com currículo internacional, e estou a falar currículo internacional. Já nem falo das passagens pelo Porto, Braga e Paços de Ferreira, como o Paulo Fonseca. Desde talvez Bobby Robson, que tinha sido campeão na Holanda e tinha também tido carreira de sucesso em Inglaterra, no Ipswich. O Mirko Jozić também tinha algum currículo, sem dúvida. Mas acho que desde aí o Sporting nunca teve um treinador com tanto currículo internacional e tanta experiência internacional. Depois, obviamente, acho que há uma coisa importante. É o primeiro treinador do Sporting na era do novo diretor desportivo ou diretor-geral do Sporting, o Bruno de Palmeiro, porque o Rui Borges veio ainda era o Hugo Viana, e portanto o Rui Borges foi alguém que o diretor recebeu e foi escolhido também pelo Varanas e pelo Viana. Pouca gente fala disso, mas eu acho que pode ser algo importante também. E terceiro, obviamente, esta experiência internacional do Paulo Fonseca, além da sua qualidade, é alguém que também fala muitas línguas. Para um plantel internacional como o do Sporting é importante. Às vezes as pessoas falam pouco disso em termos de treinador, porque é a linguagem universal, mas às vezes também tem influência.

Paulo Fonseca tem uma relação estreita com Pedro Pinto, ex-jornalista português que também está a apresentar essas galas e acho que isso também pode mudar uma parte da comunicação do que será o Sporting a partir de agora.

Sim, claro. É ele que faz a comunicação do Paulo Fonseca. Acho que sim, mas esta parte da linguagem às vezes é importante. As pessoas não sabem ou não percebem isso, porque perde-se muita coisa com tradutores ou alguém que esteja a explicar, mas é importante até para o relacionamento pessoal entre o treinador e o jogador. Às vezes não tanto para indicações, mas para aquelas conversas que é necessário ter. Com estes três pontos e, obviamente, a sua qualidade, eu acho que o Sporting fez aqui um upgrade, claramente, em termos de equipa técnica, e agora é trabalhar. Não tem muito tempo. Foi um treino ontem, hoje um treino e visto.

Sábado há Moreirense.

Exatamente. E amanhã treino de manhã e depois estágio e Moreirense. Basicamente são três treinos, sendo que hoje muito de recuperação da equipa que veio. E portanto, é complicado.

Já vamos conhecer o teu campeão, João Castro, mas quase que arrisco aqui que o Augusto Inácio tenha uma nota 20 de expectativa para a exibição das equipas portuguesas na Europa e também para esta chegada do Paulo Fonseca.

Exatamente. Nota 20 para o Benfica, para o Torreense, para o Braga, como sempre. E que sejam felizes e que tragam lá três vitórias para termos o pleno, que é cinco jogos, cinco vitórias. Não me fizeste a pergunta, mas deixa-me responder isto.

Força.

Que grande jogo o Porto fez ontem. Que jogatana que o Porto fez na segunda parte. Primeira parte mais dividida, mas a segunda parte intensa, dinâmica, rápida.

Com Gabriel Veiga em destaque também.

O melhor jogador em campo, mas os centrais do Porto muito bem. E há um jogador que ninguém dava nada por ele e agora está um senhor jogador. Chama-se Pablo Rosário. É realmente um polvo ali no meio-campo e que realmente é determinante naquele meio-campo do Porto. Mas diria que aquela segunda parte do Porto foi realmente extraordinária e voltou os bons velhos tempos do Porto nas competições internacionais, neste caso, no jogo de ontem com o Napoli.

Também merece nota o Porto nas tuas avaliações.

Merece nota 17 pela grande exibição, pelos três pontos. O Porto ainda vai a tempo de ser qualificado. Vamos ver nos jogos seguintes o que é que vai acontecer, mas diria que aquela exibição, para mim, eu acho que foi a melhor exibição, não sei se de sempre, mas desta época foi de certeza absoluta aquela segunda parte do Porto, a melhor até agora.

Vamos às notas do Pedro Henriques. Pedro?

Claramente que a minha nota de campeão hoje não podia ser de outra maneira, nota 20 para Cristiano Ronaldo, e vou repetir a frase que disse há pouco, para mim é significativo no meio de toda esta má gestão. Quando Cristiano Ronaldo no vídeo diz que sai de cabeça levantada, sai, sim, senhor, Cristiano Ronaldo, grande orgulho, mas vais deixar muita gente de cabeça baixa porque não souberam agradecer e sobretudo gerir este momento, que era um momento extremamente importante, que era a tua saída com a camisola das quinas de outra forma, de outra maneira. É muito triste vivermos com pessoas que realmente não têm essa capacidade e que infelizmente têm cargos de direção e, dizem eles, de liderança. Não sabem o que é liderança, não foram à tropa.

João Castro, qual é a tua nota hoje?

Nota 20 para o Cristiano Ronaldo. Acho que todo o texto e todo o vídeo é muito bem conseguido e toca em pontos essenciais. Depois nota 17, claramente, para o Porto. Uma grande segunda parte, sem dúvida, e uma grande exibição europeia. Mesmo apesar do Napoli estar um bocadinho fragilizado com tantas ausências, mas tem muita qualidade a equipa do Napoli. Depois para o Paulo Fonseca também, obviamente, uma nota de grande expectativa para o que aí vem e para os clubes portugueses que jogam hoje, conquistem as vitórias para nós fazermos o pleno.

Eu sou o Nelson Ferreira, a edição de amanhã de "E o Campeão É?" depois do Jornal da Uma. Até amanhã.